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Paixão por K-pop

Do rap coreano ao k-pop, pop, jazz, jazz latino rock e Broadway. Conheça a jovem cantora Cho Lu

POR @melissalenz MIN

27 Maio

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Paixão por K-pop

POR @melissalenz

	

A jovem paulistana Luiza Vieira de Oliveira (Cho Lu) ganhou notoriedade entre os fãs de música corena ao vencer dois concursos tradicionais de cover: o 12º Festival da Cultura Coreana de São Paulo e o 16º Dream Concert, evento musical tradicional na Coreia do Sul, adaptado para o Brasil em versão online.

No ano passado, Cho Lu – nome que homenageia a cultura coreana) lançou os singles autorais “Love Me More” e “Narciso”. Hoje, à frente do DND Music, programa de internet que revela novas bandas, Cho Lu que começou no rap também canta K-Pop, e outros estilos, tais quais: pop, latin pop, jazz, Hollywood/Broadway. Confira o bate-papo:

A jovem paulistana Luiza Vieira de Oliveira, a Cho Lu, 18 anos

Qual a sua memória mais antiga da música?

Acredito que seja de um CD que eu ouvia muito quando pequena, Admirável Chip Novo, da cantora baiana Pitty. Lembro que eu tinha uns 3 ou 4 e escutava com bastante frequência.

Quando e como começou a se interessar pela cultura coreana?

Me tornei fã em 2014 por meio da música. Quando ouvi pela primeira vez, tive um estranhamento com o idioma, mas achei tão especial, tão dançante e com vídeo clipes tão diferentes do pop ocidental que me identifiquei.

Em quem você se inspira?

Me inspiro em algumas artistas. Das coreanas seriam Jessi e Ailee; das ocidentais, Amy Winehouse, Janet Jackson, Maite Perroni, etc. Mas a artista que me fez começar a sonhar com uma carreira artística foi Katy Perry. Me identifico muito com suas músicas, com seu estilo. Sua história é alvo de muita inspiração pra mim.

Por que o nome Cho Lu?

Um dos meus artistas masculinos favoritos do K-Pop é um dos integrantes do grupo Super Junior, chamado: Cho Kyuhyun. Então, inicialmente, pra marcar a presença do pop sul-coreano no meu estilo, somei o seu sobrenome (Cho) ao meu nome, apelido (Lu). O nome acabou grudando na mente das pessoas e comecei a gostar muito dele. Por isso, resolvi manter na minha carreira autoral.

Por que escolheu o rap coreano no início? O que a fez abrir mais o leque?

No final de 2015, eu comecei a assistir a um reality coreano com mulheres que atuavam como rappers, o chamado “Unpretty Rapstar”. Instantaneamente, eu me senti contagiada por aquele estilo. A segurança que o rap coreano me trazia era única. Eu me sentia bem e diferente dos outros covers de k-pop com aquilo. Então, por 1 ano e meio foi o meu estilo. Comecei a abrir mais o leque quando me senti mais segura com relação à minha voz para cantar. Treinei técnicas de canto durante o início de 2018, e então em junho daquele ano, senti que poderia começar a usar a minha voz de uma outra forma. Hoje, além de k-pop, eu canto: pop, pop latino, jazz, rock e Hollywood/Broadway.

Você se lembra de quando cantou em público pela primeira vez?

Uma das primeiras vezes foi na Igreja, em uma cantata de Natal. Eu tinha uns 8 anos. Fui a escolhida pra protagonizar a peça. Me lembro de ter decorado as falas e de executar todas as “marcações de palco”, assim como expressões e músicas. Foi um momento muito especial pra mim.

Como foi vencer dois concursos tradicionais de música coreana?

O Festival da Cultura Coreana é um evento tradicional no bairro do Bom Retiro [São Paulo], ocorre todos os anos e reúne mais de 3 mil pessoas. Como se não bastasse, foi o primeiro concurso que participei cantando, e não fazendo rap. Foi o maior concurso que participei (em questão de público, estrutura, visibilidade, prêmio). Ou seja, significava muito pra mim como pessoa e artista. Estava tão nervosa enquanto cantava que meu maxilar tremia sozinho, e mais pro final da música, comecei a chorar. Mas, acredito que esse último tenha me dado vantagem, pois o choro pareceu teatral para combinar com o significado da música, na qual, o eu lírico pede para que seu parceiro amoroso não o faça chorar. Eu não achei que ia ganhar. Tanto que quase não fiquei para a premiação. Quando ouvi meu nome, eu bati palmas e fiquei olhando ao redor vendo quem iria até a frente buscar o prêmio. Logo minha ficha caiu e eu vi que era eu. Chorei muito. E o Dream Concert, foi outra realização incrível. Um concurso nacional, on-line, de ampla visibilidade e boa premiação. Fiquei muito emocionada quando ganhei. Ali vi que era capaz de alcançar e conquistar muita coisa que eu nem sequer imaginava.

Você já lançou duas músicas autorais. Como foi o seu processo de criação?

A primeira música “Love Me More“, eu compus em 2017, durante uma aula de física. As palavras vinham na minha mente e eu ia escrevendo-as e pensando em sonoridades. Já “Narciso” eu escrevi em 2019, com algumas amigas durante uma aula de música. O professor nos propôs uma criação musical inspirada na Ditadura Civil-Militar. Ou seja, rica em metáforas. Logo, usei o universo das flores para tratar de um relacionamento problemático. Cantamos na finalização do projeto e eu achei que merecia mais, que merecia um lançamento. E assim o fiz.

Como foi a produção desses singles?

No primeiro deles, contei com a produção de Christopher Luz, um produtor bem conhecido no mundo do B-Pop (Pop brasileiro). Juntos, trabalhamos por 1 mês, na música, para torná-la a melhor possível. Já no segundo, eu cuidei mais da parte de produção, então, criei a letra com as minhas amigas, escolhemos a batida, e eu encaixei num ritmo. Além disso, eu convidei o rapper Crusher para colaborar na música e fiz a direção vocal, ou seja, criei as segundas vozes e harmonias.

A experiência mais emocionante até agora?

Acho que a experiência mais tocante e emocionante foi a repercussão do meu primeiro single. Eu via, ouvia e lia, a surpresa, a admiração que as pessoas criaram tiveram por mim. Ninguém acreditava que eu tinha realmente feito aquilo. Eu lancei a música em um domingo á noite. Na segunda de manhã, na escola, eu era parada por todos! Alunos, professores, coordenadores e todos pra dizer o quanto tinham gostado e o quanto estavam orgulhosos por mim, que viam o quanto eu amava fazer aquilo. Isso enche os meus olhos de lágrimas e o meu coração de amor toda a vez que me recordo.

Aonde você quer chegar?

O sonho é me tornar uma artista conhecida no Brasil e quem sabe no mundo. Sonho em ter singles nas rádios, em viver da música. Fazer turnês lindas e bem produzidas. Meu sonho é ser feliz com o que mais me faz feliz: a música.

Quais seus próximos passos?

Eu planejo lançar a minha próxima música e tentar ampliá-la o máximo possível pro Brasil e pro mundo. Quem sabe tentar alguns realities de tv?

Com quem sonha um feat?

Katy Perry. É um sonho bem alto, mas eu devo muito a ela. Graças a ela, à sua história, ao seu conceito e estilo musical eu comecei a sonhar com uma carreira artística. Ela é alguém que admiro muito, seus álbuns são impecáveis, assim como as tours, que são mágicas e únicas. Quero ser como ela.

E como foi apresentar um programa que revela novos talentos?

O programa começou no primeiro sábado de maio e estamos tentando tê-lo como uma via de entretenimento pro público por meio da música de novos artistas. Eu estou muito feliz com o projeto. Sinto que estou fazendo a minha parte pelos meus amigos da área artística e ainda exercendo algo que sempre quis tentar: a apresentação.

O que gostaria que as pessoas levassem da sua música?

Gostaria que elas pudessem sonhar com o que quiserem, que se sintam livres para escolher e para fazer. Ou que, por mais difícil que um dia esteja, que elas possam ouvir a minha música e sentir feliz durante aqueles 3 ou 4 minutos de música. Gostaria que as pessoas se identificassem comigo e com a minha ideia. Nada é mais valioso do que isso.

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