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Fantástica Tephy

Pra lá de descolada, Stephanie Kopenhagen surpreende pelo carisma e autenticidade. Não à toa, é uma das mais badaladas PRs do momento! Vem saber...

POR Simone Blanes Fotos: Gustavo Lacerda | Beleza: Eliseu Santana | Produção: Dianine Nunes 5 MIN

15 Maio

5 Min

Fantástica Tephy

POR Simone Blanes Fotos: Gustavo Lacerda | Beleza: Eliseu Santana | Produção: Dianine Nunes

	

Ao olhar para Stephanie Kopenhagen, a primeira coisa que se repara em seu belo rosto são os longos cílios. “Minha mãe disse que na maternidade, todos diziam: ‘Veja os cílios dessa menina’”, conta, garantindo serem 100% naturais. Mas, ao conversar com ela, rapidamente percebe-se que tem um quê especial, muito além de sua beleza física que tanta vista faz, da academia ao Instagram. Inteligente? Sim, ela é. Carismática? Com certeza. Simpática? Não há dúvidas. Mas a palavra que melhor a define é autêntica. “Já me disseram isso”, diz, abrindo um largo sorriso, outro ponto forte de sua cativante personalidade. Resumindo: é impossível não se render aos encantos de Tephy — como é carinhosamente chamada por amigos e clientes da Skope Events PR, empresa de relações públicas que comanda há seis anos após, por puro talento, conseguir trocar uma promissora carreira no mercado financeiro nos Estados Unidos pela árdua tarefa de organizar e produzir festas. “Desde pequena, eu viajava com a família para Nova York, participava de acampamentos, me identificava com os americanos… Decidi então fazer a faculdade lá”, lembra a empresária, formada em administração de empresas e finanças pela Bentley University, em Boston. “Entrei no Banco Safra como analista assistente, mas conseguia clientes porque me dava bem com todo mundo. Minha chefe, às vezes, pedia que atendesse, porque sabia que conseguiria uma nova carteira batendo papo (risos). Sem contar as amigas: uma trabalhava na Michael Kors, outra na Vera Wang, a gente saía para passear na Quinta Avenida. Era uma delícia.” Nesse período, e talvez por influência dessas meninas, Tephy passou a ter vontade de se arriscar na moda, o que não demorou a acontecer: de volta ao Brasil, foi parar no Grupo Restoque. “Entrei no marketing da Le Lis Blanc, depois fui para a John John, mas, olha, trabalha-se muito. Com uma equipe, cuidava de 45 lojas em que fazíamos todo o planejamento e organização de eventos.” Foi ali que começou a se encontrar na área em que atua hoje com sua Skope. “Um amigo me pediu para organizar uma festa de 400 pessoas. Deu certo. Também trabalhei em branding de moda e beleza. Foi uma escola, mas tinha aquela coisa de ter algo meu”, diz a PR, que, paralelamente, dedicava-se a cursos de empreendedorismo no Insper e marketing digital na ESPM. “Pensei em montar algo com pets — tenho uma cachorrinha que amo demais, a Kiwi, uma chihuahua de 1,5 kg —, mas acabei seguindo com eventos.” A princípio, era produção; agora, é mais focada em mailing (convidar as pessoas), já que é extremamente bem relacionada. “Fiz os desfiles da Thelure, da Stella Jacintho, uma das minhas melhores amigas, tenho clientes fixos como o Laces and Hair e Lu Make Up e faço jobs com a Rafaela Pascowitch. Ela fica na parte de planejamento e propostas, e eu em mailing, algo que sou eu, diferentemente de produção, que depende de terceiros. É o que eu amo fazer”, avalia a PR, que trabalha em casa. “Já pensei em abrir escritório, mas relacionamento se faz fora. Eu me garanto ao vivo, sabe? E estou amando ter meus horários, rendo melhor de madrugada. Sou noturna, odeio acordar cedo. É um sofrimento, dói”, gargalha Tephy, que assume preferir trabalhar apenas na companhia de Kiwi. “Mas ela tem um problema: não é muito cordial (risos). Eu falo: sua mãe é supersimpática, você deveria ser mais boazinha.”

Gostosuras e travessuras
Um cliente que Tephy gostaria de atender? “A Kopenhagen. Se ainda fosse da minha família, com certeza, estaria lá. É uma marca grande, conhecida, adoraria estar no marketing de uma empresa de chocolate, criar, fazer campanha. E compro até hoje”, diz ela, que passou a infância na fábrica fundada pelo bisavô polonês David Kopenhagen, em 1928, enquanto o avô, Jaque Goldfinger, trabalhava. “Ele era supercriativo e meu bisavô abraçava todas as suas ideias. Me levava todo final de semana, tinha um bugue para andar por lá. E eu era popular na escola porque todos queriam conhecer a fábrica”, conta Tephy, que só dava o “bilhete dourado” a três amiguinhas. “E quando iam em casa? Enchiam as bolsas de chocolate”, relembra, sobre a marca vendida em 1994. “Muita gente não sabe que não é mais minha, eu que falo. Mas lembram de mim pelo sobrenome.” Algo que, na opinião da PR, ajuda e atrapalha. “Abre portas, mas tem aquelas pessoas que olham e dizem ‘ah, essa é a Kopenhagen’, não falam nem o meu nome, e isso me incomoda. Eu sou a Tephy.” E ponto. Não precisa dizer muita coisa. Simpática e carismática, transita bem em todas as tribos. “Tenho a turma das amigas mais largadas, das saradonas, das patricinhas, das peruas, das mais velhas… Sou assim, mais despachada. Quando faço um shooting, o que o fotógrafo mais diz é ‘fecha a perna’ (risos), porque sou relax mesmo. E não tento ser outra coisa.” Escorpiana, é uma mulher bastante intensa e apaixonada por maquiagem. “Meu hobby é make. Adoraria ter um canal, abrir uma marca ou mesmo ser uma influencer de beleza. Gosto tanto que comprei até uma penteadeira linda para ter lá todas as minhas maquiagens”, diz ela, fã de Mari Maria. “E sou daquela que coloca tudo, até mais cílios, e gigantes (risos). Acho essa coisa de maquiagem natural boring. Minhas amigas zoam, falam que saio parecendo uma drag queen, mas adoro”, conta a PR, que se produz até para treinar. “Vou para a aula de spinning de rímel. Quero me olhar no espelho e me ver linda, suada na bike”, sorri. “Também amo malhar. Treino todo dia, pesado, fico duas horas na musculação, só que adoro comer. Pior que saio da ginástica e vou no hambúrguer, chocolate, coxinha. Gosto de porcaria, de parar num posto e comprar um dogão, vê se pode?” Pois é, essa é Tephy. Como diria Coco Chanel: “Para ser insubstituível, precisa ser diferente.” E ela é.

Stephanie Kopenhagen
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