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Cadê a representatividade?

Negros ainda são minoria nas publicações das marcas, aponta estudo

POR Redação 4 MIN

17 jun

4 Min

Cadê a representatividade?

POR Redação

	

Um estudo realizado pela Elife e SA365 revela disparidade no protagonismo em relação a pessoas brancas em posts de marcas entre janeiro e dezembro de 2019. A análise foi feita em 5.261 posts no Facebook e no Instagram de 20 dos principais anunciantes brasileiros e ficou comprovado que a representatividade ainda é bastante desigual no meio, especialmente no caso de negros, cuja porcentagem de participação caiu dez pontos percentuais em relação ao período anterior de comparação.

Desenvolvido por meio da plataforma de gestão de social media Buzzmonitor, o estudo aponta que brancos estão presentes em 87% das publicações de marca no período contra 34% de indivíduos pretos — a pesquisa levou em conta a presença de negros e brancos simultaneamente em parte dos casos.

Mulheres estão presentes em 71% dos materiais, seguidas por homens que figuram em 62% dos conteúdos analisados. Grupos minoritários como LGBTQIA+ corresponderam a somente 4% das peças publicitárias, sendo identificados a partir de figuras públicas e demonstrações afetivas nas publicações. Também se monitorou a presença de pessoas com deficiências (PCDs) que respondem por 1% das amostras. Outros grupos como os amarelos tiveram representatividade em menos de 1%. A presença de grupos indígenas não foi registrada em nenhum dos materiais coletados.

Para Aline Araújo, responsável pelo levantamento, o resultado deste ano surpreendeu negativamente. “No ano passado, durante a primeira edição do estudo, já havíamos percebido que os negros eram um dos grupos mais subrepresentados, mas não imaginávamos que haveria uma queda tão expressiva” avalia a executiva, que também é gerente de contas na Elife.

Realizado pelo segundo ano consecutivo, o estudo nesta edição incluiu os dados de anunciantes disponibilizados no Instagram, já que a primeira pesquisa, lançada em 2019 e referente a dados do ano anterior, somente lidava com informações coletadas no Facebook. “A queda na presença de pessoas negras na publicidade foi de 10 pontos percentuais em relação aos dados referentes a 2018”, diz Viviane Ito, head de insights e planejamento da SA365 e uma das responsáveis pela pesquisa.

A metodologia contou com sete etapas até a conclusão: identificação dos principais anunciantes; seleção das marcas pelo Buzzmonitor; mineração de dados; seleção de posts contendo protagonistas humanos; classificação de grupos presentes nas imagens, cruzamentos de dados; e, por fim, análise qualitativa. Foram analisados vídeos e fotos dos 20 principais anunciantes brasileiros em dez categorias: cerveja, bebidas não alcoólicas, higiene e beleza, farmacêutica, financeiro, varejo, alimentos, telecomunicações, hotelaria, automotivo.

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