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31 mar

Por Ela, Para Ela e Para o Mundo

100% BRASILEIRO, O BALLET FITNESS DE BETINA DANTAS ANDA FAZENDO A CABEÇA — E O CORPO — DAS MULHERES DOS 15 AOS 80 ANOS. VEM SABER

POR Carla Ferraz 3 MIN

31 mar

3 Min

Por Ela, Para Ela e Para o Mundo

POR Carla Ferraz

	

Do plié ao agachamento, do elevé ao abdominal, do passé à flexão de braço. Quem vê os passos de balé clássico se intercalando com exercícios de ginástica, não imagina que os dois podem ser grandes aliados. Foi a partir dessa junção que nasceu o tão adorado ballet fitness, criado por Betina Dantas, goiana de 43 anos, formada em psicologia, educação física e, claro, em balé clássico pela Royal Academy of Dancing, de Londres. Sua paixão pela dança e pelo exercício físico vem desde sempre, mas nem ela própria imaginaria que, ao longo de sua vida, lançaria uma modalidade que viraria febre entre celebridades, artistas e influencers. Ainda mais após ter sofrido uma lesão no tornozelo, aos 15 anos, que a proibiu de subir na sapatilha de ponta. Foi muito difícil para ela, que vivia dessa arte, mas não desistiu: partiu para o esporte. Procurou atividades que não forçassem uma contusão, chegando até a competir natação, mas nada que substituísse o balé na questão do corpo longilíneo e bem definido que desejava. Assim, surgiu a ideia do ballet fitness, um treino feito por ela e para ela, que misturava movimentos de musculação com dança e isometria. Não demorou muito para o exercício chamar a atenção de outras alunas que treinavam na mesma academia, a Bodytech de Goiânia, onde também dava aulas de balé infantil. “Em pouco tempo as classes começaram a crescer. No início eram só minhas amigas, mas logo virou uma turma de dez, 20, 30, 40 mulheres…”, conta Betina, que em pouco tempo viu seu ballet fitness na grade da rede BodyTech de todo o Brasil. Ela se mudou então para São Paulo a fim de licenciar a modalidade e passou por um longo processo de criação de apostilas categorizadas, cada uma com cerca de 400 a 500 exercícios minuciosamente estudados sobre os benefícios ao corpo e acompanhados por educadores e pelo médico do esporte Franz Burini, que não só a ajudou a desenvolver o método como também conquistou seu coração, tornando-se seu marido.

 

A diferença do método oficial

O ballet fitness se espalhou rapidamente com professores credenciados nos Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Uruguai, Venezuela, Irlanda e Dubai. O sucesso foi tanto que a atividade chegou a ser plagiada, com academias oferecendo aulas fora do método oficial. Betina não lamenta as cópias, mas alerta o perigo de praticá-las sem embasamento. “Minha aula é diferente em tudo, na metodologia e na preparação das professoras. Cada dia é uma atividade, não temos equipamentos, tudo é feito com o peso do próprio corpo, deixando-o definido, sem deixar inchar ou crescer”, explica a bailarina que planejou a modalidade com foco no bumbum durinho e na barriga seca que as brasileiras tanto almejam. Ministradas em circuitos de balé clássico na barra e exercícios de ginástica, as aulas resultam em um fortalecimento muscular com alta queima calórica — em nível avançado, pode-se gastar até 794 calorias em meia hora. De acordo com testes metabólicos, o ballet fitness pode ser comparado a 30 minutos de corrida, tendo menor predomínio do tônus simpático (estresse cardiovascular) e maior oxidação de gordura. Mas não são apenas os laudos que chamam atenção: o método é bastante procurado por ser “dinâmico e viciante”, além de mostrar diferença no corpo em apenas dois meses. “Quem começa, nunca mais para. Muita gente entra no estúdio com plano de duas vezes por semana e acaba mudando para três, quatro vezes. Temos alunas fiéis”, afirma.

Fotos: Rodrigo Braga

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