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Aviação

Como ficarão os voos? Quais serão as mudanças necessárias nas companhias aéreas? E as adaptações dos passageiros? Tentamos responder algumas destas perguntas, que você confere aqui.

POR Renata Zanoni 4 MIN

22 jun

4 Min

Aviação

POR Renata Zanoni

	

A realidade estabelecida a partir do surgimento da Covid-19 obrigou o mundo a alterar sua dinâmica e, no setor aéreo, mudanças na rotina de companhias e aeroportos se fizeram urgentes. TOP Destinos reuniu os principais protocolos adotados pelas empresas e mostra o ‘novo normal’ que os viajantes passam a encontrar, no que diz respeito aos padrões de segurança e higiene a bordo e nos aeroportos.

Gigantes do setor passaram a exigir o uso de máscaras por passageiros e tripulação, assim como de luvas enquanto aguardam o embarque. Ainda no aeroporto, todos os viajantes passam por checagem de temperatura, sempre mantendo uma distância segura através de marcações no chão. Corrimões, braços das poltronas, saídas de ar condicionado, mesinhas, cintos de segurança, torneiras e até mesmo portões de embarque passam por limpeza e desinfecção, entre um voo e outro.

O momento do embarque, habitualmente permeado por grandes aglomerações, passa a acontecer não mais por grupos, mas por filas – da última até a primeira – e, para equipes de solo e membros da tripulação, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) passa a ser uma constante.

Cada companhia aérea adota procedimentos complementares. A Emirates por exemplo, descontinuou a distribuição de revistas e jornais a bordo, além de, nas classes premium, serem fornecidos menus de uso único. Seus voos contam com um assistente de serviço de cabine (para limpeza da aeronave) em viagens com mais de 1h50 de duração. A bagagem de mão deve ser despachada e os clientes só podem levar a bordo itens essenciais, como notebook, bolsa de mão, maleta ou itens de bebê. Toda a tripulação de cabine da Emirates é colocada em quarentena (14 dias) em casa após cada voo, a menos que esteja em serviço.

Para evitar o contato com telas touch, a Delta recomenda a seus passageiros que baixem o aplicativo da companhia para que consigam gerar um cartão de embarque digital. Também, buscando reduzir o número de clientes a bordo, a companhia limitou, até 30 de setembro, sua capacidade de passageiros a 50% na First Class, 60% na Main Cabin, Delta Comfort+ e Delta Premium Select, e 75% na Delta One. E, para garantir maior distanciamento, ao selecionar assentos, os clientes encontram as poltronas do meio indisponíveis.

No Brasil, o protocolo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, implementado no setor aeroviário pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), também abrange diversos pontos, desde a chegada ao aeroporto até o desembarque. Desde janeiro, antes da confirmação de casos de Covid-19 no país, a Anac já orientava o distanciamento de pessoas nos aeroportos, a higienização das áreas de circulação e aeronaves e o uso dos equipamentos de proteção individual pelos funcionários – determinações que seguem vigentes.

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