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Adriane Galisteu

Aos 47 anos, Adriane Galisteu está pleníssima e reinventada. Em Portugal para gravar um reality show de moda, a atriz e apresentadora revisita seus grandes momentos e revela a TOP seus medos, paixões, valores e ambições. Vem ver...

POR Melissa Lenz | Fotos: Vinicius Mochizuki | Produção Elton Meneses | Assessoria: Piny Montoro 7 MIN

20 jul

7 Min

Adriane Galisteu

POR Melissa Lenz | Fotos: Vinicius Mochizuki | Produção Elton Meneses | Assessoria: Piny Montoro

	

Atriz, apresentadora, jurada e mãe – sem culpas

Comecei com 9 anos… E o engraçado é que tinha certeza absoluta de que meu lugar era na TV e não sabia muito como fazer. Na minha cabeça de criança não estava muito claro como era, mas quando brincava de microfone com a minha escova azul, aquilo para mim era uma verdade absoluta. E nunca parei. Desde a figuração de um comercial para o McDonalds, a disco de platina, passando por 18 anos comandando programas ao vivo na televisão, até hoje aqui em Portugal trabalhando como jurada em um reality show [Tu Consegues, da emissora portuguesa SIC] isso faz parte da minha vida. Claro que consigo tirar férias, estamos em uma quarentena vivendo um momento atípico, estou fazendo minha lives e isso faz parte do meu DNA, é minha gasolina.

Como faço pra conciliar? Faço com tanto amor, que toco naturalmente. Desde quando o Vittorio era bebê e não entendia nada eu dou beijinho nele no berço e falo “filho, mamãe está indo trabalhar feliz da vida e volta”. Se tem uma culpa que não sinto é sair para trabalhar, não faz parte do meu universo maternal, isso não me pega. Claro que tenho outras questões femininas, mas esta é uma que falo para todas as minhas amigas: quando você é feliz com aquilo que escolheu, essa culpa não pode existir. Trago meu filho pra perto sempre que posso, daqui a pouco ele e Alê vem me encontrar em Portugal, e assim a gente vai tocando nossa vida.

Meus pontos de virada

Minha chegada na MTV [1998] foi um grande momento; o Troféu Imprensa como melhor apresentadora [2001, 2002, 2003, 2005 e 2007]; quando ainda estava na Record e fiquei pela primeira vez em segundo lugar no Ibope, quase encostadinha na Globo; a próprio ensaio para a revista Playboy [1995] foi um turning point na minha vida; a chegada na Globo com a Dança dos Famosos [2017]; meu programa de rádio [Papo de Almoço, na Rádio Globo], é difícil pinçar… O Carnaval é um momento muito importante na minha carreira e na minha história, sou apaixonada pelo samba e pela avenida.

Dos beijos aos socos

Você sabe que já fiz TV com e sem plateia e meu maior termômetro sempre foi pelo público. Adoro essa troca, mesmo nos raros casos mais agressivos, de haters, eu me adapto. Imaginar essa galera me acompanhando, participando de perto do meu dia a dia pelas redes sociais é muito importante para mim, me faz feliz. Ainda que não sejam somente beijos e abraços – às vezes a gente troca uns socos também, mas faz parte.

No ritmo das redes sociais

Quando você acha que está abafando, é hora de pensar o que pode fazer para transformar esse momento. Porque quando a gente está indo muito bem, é quando entra na zona de conforto, aí nada acontece. Por outro lado, não é justo passar a vida sem conforto. Então, curta um pouco os resultados do que você plantou, mas sempre pensando no que tem que mexer e transformar. As redes sociais chegaram para fazer isso. Quando você deita a cabeça para pensar o que tem que fazer, já tem que levantar. Elas te cutucam pra pensar, mudar, repensar e assim tem sido a minha vida. Todo dia é dia de se reinventar.

Perfeita (e sem plásticas ou botox)

Meu corpo não é perfeito não, antes fosse! Mas para me manter saudável e feliz aos 47, sem nenhuma cirúrgica plástica, nenhum preenchimento, nada do gênero, é saber que depois dos 35 a gente é o que come, e tem que correr o dobro e comer a metade e priorizar uma vida saudável. Desde sempre, eu malho desde os 15 anos, desde a época que a aeróbica estava na moda. Mas eu não tinha tanto afinco como tenho hoje. Parei de fumar seis, sete anos atrás, e resolvi trocar o cigarro pelo esporte, definitivamente. Aí o esporte entrou com toda a força do mundo na minha vida. Me ajudou muito porque tem gente que troca pela comida, o que não é uma boa troca – não porque a comida não possa ser saudável ou que eu esteja levantando bandeira pela magreza, não é isso. A questão é que sou uma mulher feliz magra. Eu não gosto de estar acima do meu peso, não me sinto confortável em uma roupa 38, 40, gosto de estar abaixo do 38. De uma maneira geral, as pessoas não gostam e acham que estou magra demais, mas eu prefiro assim. É um gosto absolutamente pessoal. Eu estava conversando com uma modelo muito famosa, a angolana Sharam [Diniz] que está morando em Portugal.

Ela me disse que quando fez 25 ficou muito triste porque se viu velha. Quase caí da cadeira, falei “pelo amor de Deus, não fala um negócio desse pra mim!”. Mas eu entendo porque senti isso na pele no meu universo. O mundo da moda continua sendo muito cruel. A gente está falando de momentos de igualdade, de diversidade, de abrir portas para todos, mas eles não perceberam. É engraçado porque a moda é tão vanguarda, tão à frente do seu tempo. Nos Estados Unidos já tem a plus size, mas aqui na Europa não. No Brasil muito pouco também. Nesse reality de moda tinha uma mulher de 34 anos que queria entrar na casa e eu falei “olha, garota, no auge dos meus 47 não me sinto confortável que nos 34 você esteja velha para entrar. Por isso vou te dar um sim!”. Então essas coisas acontecem nesse universo, o que é uma pena porque se esse mundo está à frente do seu tempo de te fazer pensar, puxa… Eles estão com os padrões completamente inadequados. Então lutar contra os padrões, administrar um novo jeito de lidar com a vida, repensar os nossos valores, talvez seja hoje o caminho mais importante. É assim que eu lido: me olhando no espelho e falando “minha nossa senhora, vamos à luta, garota! Não desiste! Mais um dia sem o botox, mais um dia sem a faca, mais um dia sem o preenchimento… É assim, gente. Não conheço outro jeito não.

Pequenos prazeres

Faço meu esporte, adoro jogar cartas, amo gamão, adoro bater papo! Tenho gostado muito de ficar nas redes sociais, quando vejo perdi duas horas – no banheiro, por exemplo! (risos). Ler jornal de papel, correr todos os dias é uma alegria. Gosto de jogar raquetinha na praia, agora tenho meu parceiro Vittorio, praiano e surfista que adora também!

Em tempos de covid-19

Desde o começo, essa doença fez parte da nossa família e de pessoas bem próximas a nós. Muitos amigos, gente com pouca idade que quase morreu. Minha sogra [Suely Iódice] passou por poucas e boas ainda se recupera no hospital.

Depois de 105 dias ainda não voltou para casa. A saúde está melhor, mas continua se restabelecendo para ter liberdade de fazer as coisas sozinhas. Então a minha relação com o coronavírus desde o início foi muito tensa. Desinfeto tudo, uso máscara, luva, álcool gel. Estou sempre de olho em tudo. Não encaro como uma gripezinha, nem como algo natural, tenho muito medo dessa doença. Ela causou na minha vida tantas angústias e medos assim como deu uma chacoalhada no mundo inteiro. Você vê que as pessoas estão diferentes. Acredito que podemos passar por ela e nos transformar, tentar aprender certas coisas. Antes a gente tinha todo mundo, porém não tinha tempo. Agora temos o tempo todo do mundo, mas sem ninguém. É um momento de escolhas. Fiz mais de 100 lives até agora, e uma delas foi com o [filósofo Luiz Felipe] Pondé, uma figura que adoro e admiro muito. Ele disse que eu estava romantizando a quarentena, “porque quando tudo isso passar o ser humano voltará a ser exatamente como era antes e, se bobear, um pouquinho pior.” Não quero acreditar nisso.

O que falta conquistar

Ainda tenho muitas ambições. Sou ariana e sempre quero mais. Sou muito grata a tudo que conquistei, que é muito mais do que imaginava. Porém, quero muito mais! Ser líder de audiência no meu horário, aprender mais, tentar ter mais um filho. Sei que a natureza pode estar dizendo não, mas a medicina pode falar que sim. Ainda tenho muitas pessoas pra entrevistar, muitas viagens para fazer, quero sair desse apartamento para uma casa, quero ter muitas experiências pessoais e profissionais. O dia que eu falar pra você “tenho tudo o que conquistei”… Eita, que medo! (risos)

Do que tenho medo

Morro de medo de morrer! Sabe aquelas pessoas que têm pacto com a felicidade? Sou eu! Sou feliz com as dificuldades, com as alegrias, com as oportunidades.  De repente, no meio da pandemia estou em Portugal trabalhando. Sou uma mulher aberta às invertidas, às mudanças da vida…. Então, morro de medo de não estar aqui. E depois que o Vittorio nasceu, fiquei mais medrosa! De avião, de tomar tombo, de me quebrar… Já saltei de paraquedas e fiz de tudo! Mas não tinha meu filho. Agora temo por mim e por ele. Mas medo também é sinal de responsabilidade. Tenho horror a gente destemida, acho que elas são capazes de qualquer coisa. É bem razoável ter temores, prefiro assim.

Valores para meu filho

Costumo falar que se o Vittorio for um cara do bem, já fiz a minha parte. Talvez a arte mais difícil de todas seja se relacionar e educar um ser humano. Porém, eu mais aprendo com ele do que ensino. Percebi na quarentena o quanto ele transforma em simples a nossa vida, enquanto eu a complico. As coisas que eu quero, ele consegue na simplicidade. Quando penso nele, me vem um menino sem preconceitos, sem julgamentos, livre, de bem com a vida, saudável, feliz, responsável. Os valores da minha família e do Alê são bem parecidos, a gente prioriza muito a relação familiar.

As causas com que me importo

Me identifico com várias. Nunca fiz propaganda, mas sempre fiz questão de estar perto, desde ajudar pessoas que estão próximas à minha família, amigos, funcionários, até causas sociais importantes como a Cara da Vida, em que fui vender camiseta no farol para ajudar o Instituto Emílio Ribas. Perdi um irmão de HIV em 1996, então essa é sempre uma causa que está na mira. Enquanto existir essa doença, estarei perto de alguma forma, colaborando e ajudando como posso. Embora hoje ela esteja controlada e exista um tratamento, muita gente tem rejeição, então não é para todos. Então acho que não deveríamos ter perdido o medo dela. Estou sempre levantando essa bandeira sobre a questão do HIV.

Esquadrão do bem

Eu, o Tide (meu figurinista há mais de 20 anos), o Milton, do Radar X (que cuida dos meus conteúdos) e o Marcelú somos um quarteto de amigos que sai todos os domingos para entregar marmitas a pessoas em situação de rua. Começamos com 30 e agora entregamos 120 por vez. Tem sido um sucesso, fizemos até um Instagram (@projetorangosolidario). Estou até sentindo falta em Portugal, porque transformou minha semana. Todo domingo quando entrego as quentinhas e volto para casa umas 15h, e encontro Vittorio e Alexandre me esperando para almoçar, começo a semana tão feliz, sabe? É muito legal, transformou minha vida e que isso continue para sempre. Tem gente que fala “ah, mas quem faz o bem não precisa mostrar”. No caso da pandemia, acho que precisamos, sim. Porque se você der espaço na porta da sua casa, vai encontrar alguém com fome. Em outros tempos a gente passava por cima dessas pessoas invisíveis. Agora a gente repara que o céu está mais bonito, os passarinhos estão cantando, os rios menos poluídos, os mares mais lindos, mas nada disso mudou. Tudo sempre esteve ali, nós é que não reparávamos. Claro que o ser humano está preso e poluindo menos, e a natureza, que é sábia, está agradecendo. Talvez a gente esteja passando por essa pandemia por outras razões que ainda desconhece, porém nós temos que ser impactados por boas ações. Eu fui impactada pelo Tide cozinhando: “menino, para que tanta comida se estamos em isolamento?”. E ele disse “porque vou fazer umas quentinhas”.  “Então eu quero participar.” Se você der três voltas no quarteirão de seu próprio bairro, vai encontrar quem precise. Está na hora de levantarmos bandeiras do bem, sim.

Sobre o machismo e a sororidade

Vivemos em um país machista desde que nascemos. Cada conquista da mulher é uma festa e uma luta! Minha mãe sempre falava que tínhamos que fazer muito bem feito, porque o universo é muito masculino, cuidado com as coisas que podem acontecer, saiba sair de uma situação.Cresci numa família que faltava tudo menos educação, amor e respeito. Tive uma base familiar importante e nunca passei por uma questão explícita pessoalmente. Profissionalmente já tive que administrar algumas questões do machismo, porque somos mulheres e brasileiras. Me aponte uma mulher com mais de 40 anos que não tenha experimentado esse amargo do machismo… É uma pena. Mas a gente já conquistou bastante coisa e vamos continuar muito mais. Hoje temos muito mais força e muito mais voz do que antigamente, graças também à rede social. A gente consegue fazer muito mais barulho e estar muito mais unida. Porque sou de uma época que mulher não era muito amiga de mulher, tinha que ter bastante pé atrás. E hoje a gente percebe uma mudança clara: as mulheres compram o barulho de outras sem conhecer, pela própria internet. Então, somos vencedoras, temos muitas conquistas, mas ainda precisamos caminhar bastante. E vamos conseguir, e sempre teremos coisas pra fazer. Vamos lutar pela igualdade e, ao chegarmos lá, teremos outras lutas.  E assim caminha a humanidade…

Sobre o racismo estrutural

Falar de racismo em um país como o nossos é tão complicado, porque você escuta que não é o seu lugar de fala e então não pode falar. Isso me incomoda um pouco porque, claro que não sinto as mesmas dores e nem consigo imaginar o tamanho delas. Mas posso tentar me colocar nesse lugar e ser contra porque quem não se posiciona já está, de alguma maneira. O silêncio nessa hora é ruim. A gente tem que se unir e aprender. A gente achava que sabia, que bastava compreender o preconceito, o julgamento para não ter atitudes racistas e de repente se vê cometendo atos falhos bobos. Desde um jeito de falar ou uma piada idiota que não funcionam mais. Aí você se pega pensando “nossa, eu falava assim cinco anos atrás e ninguém me olhava torto”. Mas a realidade é que sempre fomos ignorantes nesse capítulo, né? Quando você abre sua cabeça para mais informação, sai fora da sua caixinha, percebe o quanto a gente apertou botões errados. É uma vergonha a gente ainda ter que falar disso em 2020, mas que a gente aprenda e entenda que tem que ser diferente. Tem que agir, pensar, lidar com as questões de formas distintas. Quando falei da educação do meu filho, é que quero ver o Vittorio de igual pra igual, desta forma, sem ter que pensar se ele estará fazendo certo ou errado, porque estará agindo naturalmente.

Adeus, relacionamento abusivo

Quando vivi, não existia esse assunto. Só descobri que foi um relacionamento abusivo depois que comecei a ler sobre. Às vezes não é uma relação de apanhar, mas de um homem ser âncora na nossa vida, sabe? De apertar botões e nos colocar pra baixo, de não nos tratar bem. Olha, meninas, se eu puder dar um conselho, o primeiro deles é perceber quem nós somos. Quando eu estava nessa história, as pessoas próximas me falavam e eu não conseguia notar. A Dani [Winits] me ajudou muito conversando comigo. Mas demorou para eu sair, eu poderia ter vivido tudo igual, mas não ter ficado tanto tempo. Porque às vezes a gente perde dias, anos preciosos da nossa vida que não voltam mais. É importante passar por um relacionamento desses? Se eu fosse escolher, não teria passado, mas me ajudou a aprender e, desde então, ninguém aperta nenhum botão. Mas tive que fazer análise, me entender, perceber onde estava meu erro e como fui deixar aquilo acontecer. Tem certos momentos em nossa vida que nossa autoestima não está em um prumo correto, então acho que tem a ver com isso… Se amar, cuidar da gente corretamente.

É difícil manter a autoestima bem trabalhada a toda hora? Claro que é. Mas é um exercício como outro qualquer e temos que aprender a fazer. Porque absolutamente ninguém pode mexer onde a gente não quer. E se mexe, de alguma forma tem alguma coisa que fez você abrir aquela porta que não é pra ninguém entrar. Então por que você abriu se sabe que ela é só sua? A sua autoestima tem que ficar intacta para você. Então se eu pudesse falar às pessoas, a primeira coisa seria: se olhe no espelho e se entenda, veja onde está o seu nó e o seu maior defeito. Tente entender onde está a sua maior dor, seu calcanhar de aquiles. Porque é pelo nó que a gente consegue administrar, não adianta só falar cuide de sua autoestima. Se você não está bem, não consegue se cuidar e se amar, esse é o princípio. Para ficar bem, tem que descobrir o que te dá prazer: é assistir TV? É comer? É passear? É dormir? Descubra. Depois, perceba o que não gosta definitivamente. Tem que se conhecer. Porque às vezes a gente passa pela vida fazendo coisas que acha que quer, mas não quer. Ou querendo agradar o outro e esquece um pouco do que a gente é ou onde está. Eu queria muito ter essa cabeça de hoje para administrar tudo o que passei, porque não é difícil, mas a gente tem que ter um pouco de maturidade para compreender. Para mim está 100% ligada à autoestima, à segurança e a se gostar. Num segundo momento, aí sim, você liga o f* e vai pro embate. Mas antes é preciso se entender. Então se eu pudesse dar um conselho para quem está passando por isso, não aceite migalhas. E mesmo que não assuma para os outros, quando vai dormir, você sabe. E absolutamente ninguém merece aceitar essa situação. Não tenha vergonha de falar, seu problema não é motivo para isso. Mas escolha uma pessoa, não saia falando para todo mundo o tempo inteiro. Porque você vai ser cobrada por isso, e no início a gente sucumbe algumas vezes até ter forças o suficiente. Então, escolha alguém que vai estar do seu lado de todas as formas e em todos esses momentos. A minha mãe sempre soube de tudo, e me colocava na parede, o que também me ajudava. Então você tem que ter o apoio de alguém que te ame muito como uma mãe, um pai, e de um amigo. Escolha, mas fale.

No que não sou boa

O Alexandre [Iódice] exerce muito as minhas funções burocráticas! Eu não me considero boa nesse capítulo, falo que sou cheia de iniciativa e pouca terminativa. Sou muito empolgada, faço as coisas, estou sempre pronta. Mas na hora que entra burocracia, contrato, reunião, toda a parte que não é da ação… (suspiro) Ai, me complica um pouco! Mas estou aprendendo. Tenho tocado coisas que nunca fiz antes, de faxina a reunião em zoom a cuidar de finanças.

Estou me achando superpoderosa! Porque se me perguntar qual a pior parte para mim, vou te dizer que é isso. Sempre administrei meu dinheiro com medo e muito mal. Quem não teve e depois passou a ter vai me entender: a gente quer comprar as coisas, a gente tem uns traumas! Então eu fazia uma conta bem básica: quanto eu tenho e quanto posso gastar. Entra e sai, veste um santo, desveste o outro… Era assim que eu tocava, até que entendi que não dava para ser dessa forma. Tem que entender um pouco de finanças. Então nesse pandemia, além de faxinar, de ficar bem pertinho da família, de fazer as lives, de subir mais um dia no meu canal do YouTube, de fazer meu podcast, minha série para o Instagram, além de estar aqui em Portugal fazendo parte de um reality de confinamento muito bacana, eu também quero aprender mais sobre finanças e ter liberdade para cuidar do meu dinheiro. Para mim essa coisa de investimento era coisa de gente muito milionária. E de repente você percebe que é possível fazer com que seu dinheiro trabalhe para você. Esse é o meu grande objetivo.

Próximos planos

Quem me conhece sabe que planos para mim é no máximo até amanhã. Minha vida muda muito rápido. Gosto dela assim. Nunca tive rotina, de repente me vejo obrigada em uma e tirei de letra. De repente me vejo em Portugal, sendo que semana passada nem pensava que estaria aqui. Aluguei uma casa na praia para ir com minha família e de repente não estou… E assim é. Então eu não gosto muito de planejar. Eu tenho aqui objetivos: peças pra ler, teatro pra estrear, convite de televisão, convite para apresentar um reality na Record, uma peça pra estrear com Jô Soares, mais uma que estou lendo que também fui convidada, continuar com meu canal do YouTube, quem sabe com as lives, com meu podcast… Enfim, tocando minha vida. Mas não penso em um futuro a longo prazo de jeito nenhum, me dá muito nervoso. Ariano não consegue, a gente é ansioso demais pra pensar em futuro!

Verbo do momento

Meu verbo de ontem, de hoje sempre vai ser o de amanhã: amar… Ah, gata, eu sou uma apaixonada pela vida! Pelas pessoas, pelas coisas que faço, pela moda, pela comida, “exagerada… Apaixonada! Jogada aos seus pés… “Eu sou assim essa daí, ó: essa que exagera, que come a vida, que engole! Eu sou assim. Se eu não amar o que faço pra mim já não é bom. Eu tenho que amar. O amor para mim em todos os sentidos… Da família, na vida pessoal, profissional… Amar é o meu verbo e sempre será. E fazer. Também não dá para não fazer, né, gente? Quem ama tem que fazer… (risadas)

O que faz minha relação durar

Não tenho a menor dúvida de que o que me faz estar junto há 12 anos e casada há 10 com Alexandre Iódice é a admiração, lealdade, amizade…

Estou aqui em Portugal tranquila porque ele está com meu filho, com minha mãe, fazendo as coisas dele, trabalhando, e a gente consegue falar, conversar, trabalhar à distância, ele consegue me aplaudir no sucesso e me apoiar em um momento difícil, e é a mesma coisa: ele sabe que pode contar comigo. Tenho o tesão, a paixão, o beijo de língua e tudo o que uma relação tem que ter. Mas a lealdade, a amizade, a fidelidade e a admiração têm que vir também. Só amar não basta nesta hora. Tem que vir junto com um pacote. Tem que saber lidar com os piores momentos, saber abrir mão… Estar casada é uma decisão diária. Sou uma mulher muito feliz com Alexandre. Ele me abre os olhos para muitas coisas, me ensina muito, temos uma troca muito importante.

Adriane em 3 palavras…

Dificílimo! Faça uma pergunta mais fácil, pelo amor de Deus! Ai… (pausa) Impulsiva? Generosa? Ansiosa? Feliz.

Uma mulher admirável

“Algo que me chama muita a atenção e que é muito importante para mim como marido, é a admiração que tenho pela Adriane…. Pelo jeito como ela leva a vida, que encara seus compromissos, os problemas que passou durante sua história e como lidou com tudo isso. Sua força para se reinventar, para poder tocar a família da melhor maneira possível. Então eu acho que meu grande adjetivo para a Adriane é que ela é uma mulher admirável. No quesito mãe, ela foi uma grande surpresa porque sempre muito independente, uma mulher dona de seu nariz, de sua vida. Num determinado momento chegou o Vittorio, e eu vi uma mulher com toda essa força, de voltar todas as atenções para uma criança e se tornar uma mãe espetacular. Adriane é uma mãe daquelas que tem duzentas asas em cima do filho, sabe? Que tem um carinho e um amor enormes. Então eu tenho muito orgulho de tê-la como mulher, acho ela incrível, uma profissional maravilhosa, superdedicada, sempre pronta para fazer as coisas, para o trabalho, cheia de ideias, uma mulher iluminada realmente. E com um astral fantástico! Eu acho que este também é um outro ponto forte: ela tem uma vontade de viver, uma vibração de vida, uma luz muito grande. Então é muito prazeroso você poder passar a sua vida ao lado de uma pessoa assim.”

– Alexandre Iódice

 

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