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06 jul

XX PHotoEspaña

Verão europeu: a fotografia invade Madri

POR Antonela Tescarollo 2 MIN

06 jul

2 Min

XX PHotoEspaña

POR Antonela Tescarollo

	

Mais uma vez o verão em Madri é o mais fotográfico da Europa. Isso porque a 20ª edição do festival PHotoEspaña inunda a capital – e algumas outras cidades – com 100 exposições de fotografia.

Entre tantas opções, a dica para quem estiver por Madri em julho e agosto é não perder o ponto alto do evento este ano: a carta blanca assinada por Alberto García-Alix, grande nome da fotografia espanhola atual e já ganhador do Prêmio Nacional de Fotografia. A partir do tema La exaltación del ser. Una mirada heterodoxa, García-Alix fez a curadoria de seis exposições, reunindo a obra de artistas de épocas e mundos bem diferentes, mas que apresentam uma mesma força.

Bem ao estilo do curador, que caminha bem pelo não convencional e pelo underground, as exposições reúnem obras de uma verdade visceral e crua, pendendo entre a dor e a beleza. Mas, ainda assim, sublimes, como reforça o próprio Garcia-Alix. Veja quais são as exposições:

Café Lehmitz, de Anders Petersen

Anders Petersen. Cafe Lehmitz © Anders Petersen

Mais de 300 imagens que o fotógrafo sueco fez no café de Hamburgo entre 1968 e 1970. Há prostitutas, bêbados, travestis e moradores de rua compondo um quadro sincero de compaixão ou repulsa.
Local: Palacio de Cibeles

En un círculo de rebeldes, de Karlheinz Weinberger

Fotógrafo suíço descoberto somente após sua morte em 2006, Weinberger circulava no submundo gay de Zurich desde os anos 40 e publicava algumas fotos com o pseudônimo Jim. Fotografou muitos rebeldes da noite em um estúdio improvisado no apartamento que dividia com a mãe.

Local: Museo del Romanticismo

Pistas de baile (Ciudad Juárez, Chihuahua, México), de Teresa Margolles

Teresa Margolles. Andrea sobre la Discoteca La Madelon, 2016 © Teresa Margolles

Numa cidade que sofre com o tráfico de drogas, a mexicana Margolles registrou com sutileza e emoção a violência e os maus tratos que sofrem as prostitutas transexuais. O cenário são as ruínas da discoteca em que trabalhavam e também se refugiavam.
Local: Palacio de Cibeles

Corpus, de Antoine d’Agata

Antoine d’Agata. MEXICO, 2015 © Antoine d’Agata

Em uma instalação com imagens, textos e vídeos, o fotógrafo francês expõe seu próprio corpo para fazer um relato autobiográfico cheio de dor e beleza. Um mergulho no imaginário de d’Agata.
Local: Círculo de Bellas Artes

Ce fut un homme sans moralité – Fue un hombre sin moralidad, de Pierre Molinier
Com fotografias e fotomontagens, Molinier (1900 – 1976) registrou personagens (muitas vezes de sexo indefinido) em um universo de fábula, de transformismo e de dramaturgia. Mas sem perder o glamour. Um trabalho muito ousado e de vanguarda para sua época.
Local: Círculo de Bellas Artes

Loaded Shine, de Paulo Nozolino

Paulo Nozolino. Loaded Shine 02, Arles, 2013 © Paulo Nozolino

As obras do artista português selecionadas mostram cenários sombrios e em destruição, mas ao mesmo tempo sublimes e calmos. As belas imagens refletem sobre o lugar emocional e físico que o rodeia.
Local: Círculo de Bellas Artes

XX PHotoEspaña
Madri, até 27 de agosto
phe.es
@photoespana_

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