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W/Côte d’Azur

Washington Olivetto, senhor W/Brasil, conta por que, além do seu país de origem, considera top a Riviera francesa no verão

POR Ronny Hein 2 MIN

09 ago

2 Min

W/Côte d’Azur

POR Ronny Hein

	

Washington Olivetto nunca precisou usar um sutiã para sacar que uma mulher jamais esquece do primeiro que usa. Exatamente por isso — a capacidade de se colocar no lugar dos consumidores para entender o que pensam, sentem e querem para suas vidas, tornou-se um dos maiores e mais premiados publicitários do Brasil. É letra de música (Alô, alô, W/Brasil, de Jorge Ben Jor) e ressignificou o dábliu, antes uma letra fora do alfabeto português, muito usada pelos norte-americanos e por pais impressionados por aquela cultura — que chamaram seus filhos de Wellington, Walisson, Walterson e outros.
O Washington que virou dábliu-barra deve ter vindo do presidente Washington Luis, o único com esse vê de três pontas encarapitado em seu prenome. Ou de algum jogador do Corinthians, tão longo o amor dos Olivetto pelo time — ou, ao menos, do Olivetto publicitário, escritor e empresário, entre outras muitas atividades.
Atual chairman e CCO da agência W/McCann e ex-proprietário da W/Brasil saudada por Ben Jor, Washington é, também, um bon-vivant confesso, que, quando tem tempo, costuma passar o verão na Europa. Chegou até a alugar uma casa na região de Antibes, para aproveitar melhor as atrações da Riviera francesa, um dos pedaços do planeta que mais curte. Aliás, há uma certa cumplicidade entre Olivetto e a costa mediterrânea da França. Foi ali, em Cannes — uma cidade famosa por seus festivais de cinema e propaganda — que ganhou mais de 50 Leões na categoria filmes, sendo que, no mundo do advertising, leões são realmente os reis da floresta.


Nesta entrevista, por acaso concedida em Londres, cidade pouco afamada por seus verões, Olivetto explica por que acha o verão europeu uma estação top.

TOP Magazine- Por quê?
WO – Porque o verão europeu cumpre o que promete. É verão de verdade, não chove, tem dias longos, temperaturas altas e muita animação. Quando alguém compra dez dias de verão, recebe exatamente dez dias de verão. As praias de Angra dos Reis são muito mais bonitas, mas vá passar um verão por lá. Chove o tempo todo, de vez em quando esfria, não é a mesma coisa. É assim nos trópicos.

E o que atrai mais nessa região, já que as praias não são tão bonitas como as nossas?
Peraí: o Brasil também tem sol em abundância nas praias do Nordeste. Mas o que existe na Europa, em função do frio, é uma cultura de verão, quase um ritual. Todo mundo, por aqui, se prepara para essa estação. É um momento muito aguardado. Aliás, ontem minha mulher perguntou, por telefone, se anda quente em Londres. E eu respondi: já tá todo mundo andando de bermudas chiques pela cidade.

Quais são os seus lugares preferidos para férias na Europa?
Adoro a Côte d’Azur inteira, de St. Tropez a Cannes. Gosto muito, também, de Portofino, o pequeno vilarejo de praia na Ligúria. St. Tropez é um lugar especial, com endereços que são verdadeiras referências. Veja o caso do Le Club 55, que ficou famoso justamente no ano de 55, por causa de Brigitte Bardot. Você sabia que foi lá que ela inventou o rabo de cavalo? Até 1955, mulheres jamais o haviam feito.

O que você gosta de fazer por lá?
Gosto de andar de bicicleta, caminhar, ver os lindos museus que existem na região. E gosto muito de comer bem. A Côte d’Azur é um lugar com restaurantes internacionais que, no entanto, não perdem a sua identidade francesa. Isso é maravilhoso.

Dê nome a alguns lugares que você frequenta.
Em Portofino, fico no Hotel Splendido (um dos mais belos da rede Belmond, antes chamada de Orient-Express). O restaurante do hotel também é fantástico. Também vou aos restaurantes da piazzeta, onde é possível comer a melhor massa com pesto em todo o mundo.
Já na Riviera francesa, são tantos que nem me lembro. Vou citar o Petou, em Golfe Juan, que tem uma bouillabaisse inesquecível. Tem também o Bacon (não é beicon!) em Cap d’Antibes, de novo o carismático 55 de Saint Tropez e muito mais. Ah: a única coisa que faltava na região eram boas carnes angus. Agora já tem: são ótimos os cortes do Le Turc, em Cannes.

E os museus?
Há um monte deles: gosto muito do lindo museu Picasso de Antibes e também do Museu Matisse, que fica em frente à casa de Elton John, em Nice.

Há novas descobertas?
O melhor do verão europeu são as velhas redescobertas. É saber que o que era bom continua bom.

Qual é a sua definição de luxo?
Luxo, para mim, é não ter de se preocupar com luxo.

As coisas mais importantes da vida?
Quatro: 1- minha mulher; 2- meus três filhos; 3- meu trabalho; 4- o Corinthians.

Fora das férias, que projetos você tem?
Meus projetos são os mesmos: continuar fazendo projetos.

 

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