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VERMELHO

ele é um artista pop, urbano e em ascensão. No centro do trabalho, referências que vão do Steampunk às bonecas vitorianas do leste europeu, figuras advindas da linguagem dos quadrinhos e inspiradas em produções de diretores como Tim Burton

POR Valéria França 5 MIN

14 jan

5 Min

VERMELHO

POR Valéria França

	

A expressão dura lembra a de um guerreiro, talvez das histórias do cangaço pernambucano. A barba e os cabelos fartos desalinhados – já com alguns fios brancos – mostram informalidade, assim como a roupa de trabalho. Pelo menos nos dias quentes de dezembro, camiseta e bermuda. Este é Vermelho Steam, 44 anos, um dos grandes expoentes de uma geração, que incorporou a linguagem dos quadrinhos e dos desenhos animados às artes plásticas. Engajado ao movimento do grafite – até hoje faz intervenções nas ruas – prefere pintar suas personagens lúdicas em telas – sim, ele é um especialista em figuras que encantam pela ternura. Pode ser uma menina de olhos grandes e profundos ou uma sereia de cabelos com fios de pérolas e conchas, por exemplo. A mensagem não altera a estética. “Quando falo a favor da defesa dos animais, poderia usar a imagem de uma mulher vestindo um casaco de pele sangrando. Neste caso, prefiro pintar uma menina oferecendo uma maçã a uma girafa”, explica o artista, que é vegano e está sempre envolvido com esta temática. Frequentemente, ele doa uma obra para ONGs de resgate de pets que incentivam a adoção de animais. E Vermelho é pop. Há seis anos, ele faz parte do grupo de artistas da Luis Maluf Art Gallery, que tem como lema democratizar a arte através da tecnologia.

“Quero formar um novo público”, diz Luis Maluf, proprietário da galeria homônima. Conheceu as obras do Vermelho pelo Instagram e, interessado, entrou em contato. “Ele ligou direto para mim e encomendou um quadro”, conta o desenhista e pintor, considerado uma aposta no mercado nacional e americano.

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