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Um leque de boas experiências

Em uma atmosfera moderna e cosmopolita, o Tessen aposta em boa gastronomia e puro entretenimento

POR Simone Blanes 2 MIN

19 abr

2 Min

Um leque de boas experiências

POR Simone Blanes

	

Por definição, tessen é um leque de ferro, usado em algumas artes marciais. Um objeto de classe nas mãos de samurais, e que agora dá nome ao mais novo restaurante japonês da capital paulistana, que ainda traz lounge e rooftop. Também aparece como símbolo da casa, desde o logo dourado estampado em guardanapos até a gigantesca estrutura metálica instalada no bar, que chama a atenção de qualquer pessoa que passe perto do local, um prédio de três andares que impressiona pela arquitetura moderna e de total clima cosmopolita. Só de ver, aliás, percebe-se que foi muito bem planejado, em seus mínimos detalhes. Para entendê-los, vamos ao início. Tudo começou há 14 anos, quando os irmãos Fernando Antonio Espíndola Filho, 38 anos, e Carlos Augusto Espíndola, 36, perceberam que unir entretenimento e gastronomia era um bom negócio. “Meu pai era do ramos de confecção. Então começamos fazendo eventos coorporativos nas feiras das quais ele participava. Até criamos uma agência para isso”, diz Fernando. Carlos completa: “Nessas festas, a gente quis criar algo duradouro, que tivesse uma identidade. Um restaurante, mas não só para as pessoas irem comer. Um lugar com um ambiente agradável e elementos que as fizessem se divertir”. Desses pensamentos surgiu então a palavra mágica: experiência. “Descobrimos que mais do que a estrutura de catering, precisava de coisas a mais, que mexessem com todos os sentidos. Ali já se desenvolvia o embrião do Tessen”, lembra Fernando, que, na época, apostava na TUA, loja de roupas na Rua Melo Alves, onde não demorou para colocar o irmão mais novo como sócio e instalar um bar, para justamente gerar mais experiências. O conhecimento de negócios de Carlos, formado em economia no Insper, e o espírito empreendedor de ambos foram os empurrõezinhos que faltavam para que dessem start no ousado projeto, que, seis anos depois, viraria o restaurante japonês, quem nem bem abriu suas portas e já é considerado o novo point mais bacana da cidade. “Suamos a camisa. Foi um longo caminho”, sorri Fernando, que, ao lado do irmão, passou por diversos outros negócios, da organização de uma private party de réveillon em Juqueí, no litoral paulista, que se manteve durante 10 anos, até bazares de marcas de moda iniciantes como a Thelure, Eighteen e Juliana Jabour. “Sabemos que, para chegar até aqui, tivemos que passar por todos esses lugares”, completa o irmão mais velho, que cuidava do marketing da loja e agência, enquanto Carlos tocava a parte de operações e finanças. “Em 2011, chamei ele e disse: ou a gente começa a fazer o nosso projeto, ou não vamos fazer mais. Fizemos um business plan, e vimos que era um negócio com investimento alto, não conseguiríamos fazer sozinhos. Por isso colocamos tudo no papel”, conta Fernando. E nessa de arrumar investidores, uma oportunidade apareceu: se tornarem sócios do restaurante Canndele (antigo Candela). “Lá entramos realmente no mercado de gastronomia. Já tínhamos o know how do entretenimento, mas não do dia a dia. Foi bom para entender como o cliente pensa, como funciona a operação, o que tem, o que não tem que ter, onde estão os pontos fracos, o que dá para melhorar, o que devemos ou não fazer. Foi importante para lapidarmos a nossa ideia”, narra Carlos, que faz questão de ressaltar: mesmo durante os quatro anos no italiano, jamais deixaram de “maturar” o Tessen. “Fazíamos no paralelo. Anotávamos tudo que víamos em viagens e pesquisas”, diz Fernando, que também chegou a trabalhar como consultor no Grupo Pobre Juan. Era 2015 quando, finalmente, o Tessen começou a ganhar corpo fora do papel. E aí vem a parte mais interessante: cada parafuso colocado lá era acompanhado de perto pelos irmãos. “Fizemos o road show e fechamos seis investidores. Confiaram na gente, e isso foi ótimo”, fala Fernando, que, além de Carlos, tem como sócios Raul e Gustavo Nahas, Rodrigo Rossi Nakamori, Gabriel Baida Jr, Maurício Alouan e Guilherme Martins de Godoy Pereira. Também levaram “nãos”, mas nada que abalasse a confiança deles. “Para o quadro da gueixa, chegamos a pedir orçamento para uma japonesa que faz obras nesse conceito de linhas entrelaçadas aos pregos. Ela simplesmente disse que não faria”, conta Carlos. A carta na manga foi Maria Fernanda Filardi, artista que fazia customizações na TUA, e topou o desafio.

Tudo pronto!                                                                  

Agora, é fato que o Tessen está aí! Localizado em um imponente prédio no Itaim Bibi, já proporciona boas experiências logo na entrada, só em entrar no lindo lounge, no térreo. “Vai abrir alguns dias, sempre com uma proposta diferente de entretenimento. Terá uma programação que pode ir do jazz a um trio de cordas e DJ, com toques modernos”, explica Carlos. No andar de cima está o restaurante japonês, com bar, adega e a cozinha, totalmente aberta. Lá, se encontra a deliciosa culinária japonesa contemporânea preparada sob o comando do chef Thiago Maeda (que já trabalhou com Alex Atala). “Ele é o cara. Além da gastronomia japonesa, tem uma pagada francesa de molhos fantástica”, elogia Fernando. E no topo, o rooftop que também aposta em experiências diferenciadas, com outro cardápio e ao ar livre. Destaque ainda para os bares, que, além dos clássicos, trazem drinques autorais de Thiago Pereira. “Sabemos que só estamos conseguindo por toda a nossa trajetória até aqui”, diz um orgulhoso Fernando, que não hesita em afirmar: o Tessen é quase um filho para eles. Uma cria que, aliás, está pronta para alçar voo. E, se depender dos irmãos, bem alto. “O céu é o limite”, Carlos sorri. “Já pensou em um Hotel Tessen?”, divaga Fernando. Por que não? TOP já aprova, como um leque das melhores opções, do começo ao fim.

Tessen – R. Joaquim Floriano, 295, Itaim Bibi, tel. 2386-8203. Seg. a sex.: 12h às 15h e 19h às 24h. Sáb. e dom.: 12h às 24h.

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