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SIMONE E SIMARIA

AL E PIMENTA. MULHERES DA ZORRA. SHEE-RA E JIRAYA... CONHEÇA A HISTÓRIA DESSAS MULHERES CHEIAS DE FORÇA E CORAGEM QUE CONQUISTARAM O BRASIL. COM VOCÊS, AS “COLEGUINHAS”.

POR Melissa Lenz 7 MIN

16 dez

7 Min

SIMONE E SIMARIA

POR Melissa Lenz

	

De onde vieram Simone e Simaria?

Simone – Nós nascemos na Bahia, numa cidadezinha chamada Uibaí, com aproximadamente 13 mil habitantes. Minha mãe se chama Mara e meu pai, seu Antonio. Ele era padeiro e inventava um pouco de tudo pra tentar nos dar uma vida melhor. Às vezes, ia pro Mato Grosso tentar achar diamante. Era meio cigano, não conseguia ficar parado num canto só. Queria sempre tentar algo melhor, mas nunca tivemos uma vida fácil, a gente morava em barraco de lona. Minha mãe tentava ajudar, conseguia um dinheirinho lavando a roupa do povo no rio pra comprar mistura. Era uma vida muito sofrida.

Do que vocês brincavam na infância?

Simaria – Cara, eu lembro que gostava de brincar na rua. Tive infância de verdade, a não ser quando minha avó dizia: Simaria, toma! Eram os pratos pra lavar! Faz um arroz, faz não sei o quê… Mas eu subia muito nas árvores, passava o dia inteiro em cima de um pé de manguba cantando as músicas do Zezé di Camargo e Luciano. Adorava!

Simone – A gente não tinha dinheiro, então arrumava o que fazer. Brincava de “bets” (taco), futebol… Simaria era goleira e eu ficava ali perto do gol, de atacante! De elástico, de pular tábua – a gente pegava uma pedra, tipo um paralelepípedo, e colocava uma em cima da outra, com ela no meio como uma gangorra. Enquanto uma dava um impulso, a outra pulava alto. Era uma adrenalina muito doida! Não tinha dinheiro pra boneca, então pegávamos uns sacos plásticos transparentes, que no interior os mercados usam pra vender farinha, e enchíamos de areia para brincar. Era nossa boneca. A mamadeira da criança era o vidro de perfume Alma de Flores, maravilhoso! Tinha muita roça, então a gente ia pegar melancia dos outros, roubar mesmo, né? Entrar sem pedir (risos)! Essa era nossa vida de menina, que era muito legal.

Naquela época, inventávamos mais brincadeiras, né?

Simone – Acho que éramos mais felizes do que esses meninos de hoje do eletrônico, né amiga? Viver essas experiências é que te faz saber que teve uma infância. A gente brincava com o que podia. Só que infelizmente, lá no Mato Grosso, meu pai faleceu de um infarto.

Quantos anos vocês tinham?

Simone – Eu 8, Simaria, 10 e meu irmão (Caio), 6. O sonho do meu pai era ver a gente cantar. Ele e minha mãe nos inscreviam em todo concurso que tinha.

Quem começou a cantar primeiro?

Simaria – Eu. Depois Simone me viu cantando e quis cantar também. No início as duas faziam a primeira voz e participávamos de alguns concursos separadas. Chegou uma época em que ganhávamos todos e o pessoal dizia: tem que virar uma dupla, então passamos a cantar juntas. Mas no começo, só existia a primeira voz, porque Simone não queria fazer a segunda e já começava ali… (risos) Eu dizia: mas quem começou a cantar primeiro fui eu! Com o tempo, aprendi a fazer a segunda, a abrir vozes, e aí fomos cantando e crescendo mais… Mas ela sempre cantou mais do que eu, que fui evoluindo como compositora e acabei ganhando mais espaço. A história é muito longa.

Simone – Na verdade começou assim: meu pai era padeiro e fazia os pãezinhos lá em casa mesmo. Ele tinha um cesto que jogava os pães dentro para vender, e a Simaria muito pequenininha, entrava nele e cantava. E ele: Mara vem ver! Essa aqui vai ser cantora. Aí minha mãe dizia: você sabe de nada Antônio. Só porque a menina pequenininha tá aí cantando, acha que é afinada? Só que ela ficava na porta de casa cantando, e as pessoas passavam e achavam muito fofo.

O que vocês ouviam em casa?

Simone – Ah, a gente ouvia muito Milionário e José Rico. Meu pai escutava Roberto Carlos, Amado Batista, Zé Augusto, Leandro e Leonardo, Zezé di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó… E a Simaria foi crescendo e desenvolvendo a vozinha pro canto, a vontade de cantar. Até porque, minha mãe e avó cantam, é um dom de família. Quando ela estava um pouquinho mais velha, com 8, eu (com 6) queria cantar com ela, tipo duplinha. As pessoas falavam que eu atrapalhava, que não sabia fazer a segunda voz. Tive que aprender. Mas queria mesmo ser a primeira voz! Nós ganhávamos todos os concursos da cidade, até os outros não quererem mais participar. Então, tivemos que montar a duplinha profissional, Simone e Simaria.

Vocês brincavam de super-heróis? Quem vocês seriam hoje?

Simaria – Menina, nunca pensei nisso… Jesus! Embora eu tome a frente das coisas e seja obrigada a dar os “nãos” e os “sims”, aparento ser mais dura. Mas sou mais romântica…Tem horas que não sei de onde tiro tanta força pra suportar tanta carga pesada. De personagens eu lembro da Shee-ra, da princesa Sara e do Cavalo de Fogo. E da Mulher Maravilha, talvez…

Simone – Amiga, quando a gente brincava, era mais do jeito sem-vergonha. Dizia que o Jaspion era namorado, os Power Rangers também… E muita criança faz isso, viu? Não estão querendo saber dos poderes não, só quem que vai namorar o mais bonitinho do grupo. Mas se for olhar pro lado heroína, eu gosto mais dos meninos, dos super-heróis do que das próprias meninas. De linda eu achava a Shee-ra! Ela com aquele corpão, cabelo maravilhoso e ainda tinha poder, filha da peste! Essa aí acho que é a Simaria, porque é poderosa, tem corpo, peito bonito, meio Kardashian, né? Eu sou sabe quem, amiga? O Jiraya! Já viro no Jiraya…. Se ficar sem comer, me dá uma agonia doida, fico meio arretada! E se a pessoa estiver embaçando demais, não souber fazer as coisas, idem. A Simaria pensa lá na frente, éacelerada, rápida nas coisas. Eu sou a Dory do Nemo também, um bocado!

Se incomoda com as comparações a Kim Kardashian?

Simaria – Cara, tem hora que acho que lembra, mas tem hora que não… Não sei, é assim… Ruim se a mulher fosse feia, aí me comparar seria embaçado, né, amiga? Levo super na boa porque tenho essa convicção dentro de mim: sou Simaria e ponto. Mas não ligo, não. Acho legal.

Como funciona o processo da dupla, o Jiraya também cria ou a Shee-ra faz tudo sozinha?

Simone – Não, o Jiraya é meio descansado… (risos) Só atua na hora que precisa! Na verdade, Simaria nasceu com o dom de produzir. Se eu for sentar com ela, claro que vai sair alguma coisa, porque tá na veia. Mas esse dote realmente vem dela. Ela sabe como quer a música, como quer que toque, o que colocar, então a coisa da produção acontece porque ela tem essa capacidade mesmo. Eu gosto mais de cantar e só.

Simaria – A Simone não participa muito dessa coisa de escrever música, não. Nem da produção, nem nada. Só que agora ela quer opinar nas canções e nas escolhas de repertório, e aí complica porque acredito numa coisa e ela em outra. Temos visões diferentes, entendeu?

E aí, como você faz?

Simaria – Ah, amiga… Eu tô naquele momento: é melhor ter paz do que ter razão. Estou tipo foda-se, beleza… Você quer essa? Vai, amor… joga! Tudo bem, não tem problema. Depois que fiquei doente (uma tuberculose ganglionar a afastou dos palcos em 2018), mudou tudo pra mim. Tô de boa, quero só tranquilidade.

Como foi ficar sem Simaria nos palcos?

Simone – Ela ficou praticamente um ano afastada dos palcos e fiquei 5 meses trabalhando só. Meu psicológico começou a abalar. Não sabia quando ia voltar e aquilo ia me matando, me doendo profundamente. Aí chegou uma hora que eu não consegui mais aguentar. Mostrei na rede social que estava doendo, as pessoas me filmavam chorando no palco. Mas sobrevivi a essa fase dura. Parei de cantar e fiquei mais 5 meses esperando ela voltar. E as pessoas me apoiavam bastante! Brasileiro é muito solidário quando ama… Amoroso. Acolhedor.

 

Vocês são muito diferentes e entrosadas. Sempre foram engraçadas?

Simaria  – Muuuitoooo… É verdade!

 Simone – A gente sempre foi sem futuro mesmo, sem futuro de engraçada! (risos) Isso é uma coisa natural na nossa família, todo mundo é palhaço. Inclusive se eu não fosse cantora, faria um show de comédia! Sempre tivemos muita luz, de chegar nos lugares e as pessoas pararem pra ver. Subíamos nos lugares pra cantar e elas se aglomeravam, ficavam apaixonadas.

Como escolhe suas roupas?

Simaria – Sou daquele tipo que se um vestido de 10 dólares me vestiu bem, vou embora com ele, não ligo pra essas coisas. Mas também tenho coisas caras. Quando vejo uma bolsa incrível ou um sapato foda, eu compro… Sou muito ligada no design das coisas, tudo que é diferente, bolsa de acrílico, toda dourada… Tudo o que ninguém tem, eu quero.

E você se banca. E a história de mostrar o seu tabaco?

Simaria; Erraram no vestido do meu aniversário. Ele cobria um pouquinho mais, não ficava aparente a polpa da bunda, só que no dia foi tanta correria que do jeito que estava, minha filha, eu tive que sair. Foda-se. Eu sou daquelas que sustenta a minha porra, tá ligada? E fui. Mas na hora que estava brincando, o menino fez um vídeo. E quem me conhece sabe que sou muito brincalhona, falei: não quero mostrar meu tabaco! E aí virou até música de brega funk no Recife. E no meio do show, no Villa Mix, falei pro povo que estava com as placas “Simaria, mostra o teu tabaco”: Gente, vou falar um negócio sério pra vocês: enquanto eu for nova e me sentir linda, uso decote porque gosto, me sinto bem, me sinto bonita. Enquanto essa miséria estiver em pé, vou mostrar essa porra. A galera gritou. E ficou tudo doida e chorava de rir. Tinha senhorinha, tinha todo tipo de público se divertindo horrores. Então assim, cara, eu visto o que me sinto bem. A minha irmã, por exemplo, não gosta que eu use transparência ou decote. Ela se sente constrangida. Então tivemos uma conversa outro dia, e disse: olha, eu amo isso, então, por favor, respeite. Porque eu amo.

Vocês duas brigam muito nos bastidores?

Simaria – Cara, é mais bate boca. Acho que agora até menos porque, como te falei, estou numa fase tranquila… E acho que antes, eu impunha mais as coisas. É isso e acabou. Só que, graças a Deus, sempre que falei que a música de trabalho tinha que ser aquela, deu certo. Agora também… Se não gostou eu digo bicho, beleza. Vai lá e resolve. Quero viver mais um pouquinho. Quero ser feliz.

 

Simone – A gente brigava muito quando era criança. Hoje é mais bate-boca, sabe? Porque quando você tem uma empresa, é mais complicado. Se não fosse isso, acho que seríamos bem mais tranquilas e unidas do que já somos. Mas quando há essa coisa de empresa, de decidir juntas, uma pensa de um jeito, outra pensa de outro e, às vezes, acaba tendo discórdia. Mas a gente chega num ponto comum e se resolve. Nos damos super bem. Na maior parte do tempo, somos 95% muito bem e 5% de tomar decisões para chegar num denominador.

Você escreve as músicas em qualquer lugar? 

Simaria – Por incrível que pareça o lugar que mais me dá inspiração é o avião. Quando estou ali dentro viajando, às vezes, à noite sem sono e o céu limpinho, me vem alguma coisa especial. Escrevo muito ali. Quem sabe também porque minha vida é corrida e o único tempo que tenho é aquele. Ou quando estou de férias e esqueço todos os problemas. Quando ficamos mais relaxadas, a mente produz mais. Também faço música com amigos em casa. Por exemplo: “ei coleguinha, ser solteira é ter qualidade de vida” (cantarola), o Rafa (Silva) chegou com a música praticamente pronta, mas tiveram algumas frases e ideias que surgiram ali, enquanto estávamos empolgados. E tem pessoas que são como alma-gêmeas, até para escrever. Você senta, a vibe bate e a música sai perfeitamente. Impressionante.

Com quem você tem esse tipo de conexão? 

Simaria – Com o Nivardo (Paz), que fiz Meu violão Nosso Cachorro e Quando o Mel é Bom. Com Rafa (Silva) fiz Qualidade de Vida e mais uma agora, em espanhol, que ainda não foi lançada. Mas toda vez que a gente se encontra sai coisa boa. Com Thierry fiz uma música da Tim que todo mundo canta. Outro dia, estava no mercado e o povo cantando. Tem gente que é de alma, bate um negócio impressionante. Energia boa demais, o negócio flui.

De onde veio o apelido “Coleguinhas”?

Simone – A minha mãe chama as amigas assim. “Oi, colega, tudo bem? Colega, você não sabe…”. E no nordeste, as pessoas gravavam muito CD pirata nos nossos shows ao vivo. A gente fazia 30 apresentações por mês, e teve um dia que estávamos gravando, eu muito cansada e a Simaria me deu um cutucão: Vai colega! Vai coleguinha, vai! Gravou. Aí saiu nesse CD pirata que rodou o nordeste inteiro. E as pessoas começaram a nos chamar de “coleguinhas”.

Antes disso vocês cantaram juntas na banda do Frank Aguiar… 

Simone – Ele viu ela cantar e chamou para um teste na banda. Simaria passou e pegava três ônibus para ir trabalhar, da Vila Maria até São Bernardo do Campo. Sozinha, com 14 anos, ela ia. Eu, ele amava me ver cantar. Achava a minha voz poderosa e queria que estivesse na banda, mas já estava com uma menina há muito tempo e não podia tirar assim. Teria que fazer um teste com o público. Então, ele preparou dois shows em São Paulo para fazer essa rotação e ver quem o povo queria. Depois de dois anos que Simaria estava lá, eu cantei, e ficaram as duas irmãs com Frank Aguiar. Ela ficou sete anos e eu cinco. Quando a gente saiu, precisava continuar trabalhando, mas não tinha nenhum empresário. A minha irmã, que ligava para as pessoas, tentando vender o show. E o nosso cachê era tipo mil reais, que tinha que pagar a van, os músicos… Não sobrava nada.

Quando o dinheiro começou a aparecer na mão de vocês?

Simone – Num belo dia, num desses shows carreira solo da dupla, Simaria dormiu no voo. Quando acordou do sono rápido disse: Deus falou comigo… Vamos gravar um CD e um DVD sertanejo. Eu vou preparar tudo, em 15 dias a gente grava. E vamos fazer uma homenagem ao nosso pai porque o sonho dele era ver a gente cantar música sertaneja. Ele escutava isso, não forró. Apesar de sermos baianas, fomos criadas ouvindo sertanejo. Nosso berço era esse. Gravamos o DVD no nordeste, correndo o risco de as pessoas não aceitarem porque antes fazíamos forró (na banda Forró do Muído). Como é que ia mudar de estilo? Mas fizemos o Bar das Coleguinhas, (2015), que foi um fenômeno no nordeste. Fizemos então o Brasil inteiro e, graças a Deus, nos tornamos donas de nossas carreiras.

Simaria – As músicas Quando o Mel é Bom e O Meu Violão e o Nosso Cachorro foram as mais bombadas desse projeto. E eu e Nivardo escrevemos dois dias antes. Foi impressionante. As pessoas sabiam cantar todas as músicas no Brasil inteiro. Agora, todo mundo lança música de minuto em minuto. Querem todo mês. As músicas não têm mais durabilidade, acabou.

E como é que você se vira para lançar tanta coisa nova?

Simaria – Cara, sabe que é muito mais trabalho, né? Tem que se virar nos 30, a concorrência aumentou demais. Se você lança uma música numa semana, pode esperar que tem mais 5 ou 6. É uma coisa louca! Aí tem que fazer hit! A gente faz música boa, mas sucesso todo dia não dá pra sair. É complicado, tem que ficar arriscando, fazer igual os caras, música todo dia! Todo mês lança pra ver se acerta uma, né amiga? Que o trem está de passada e a concorrência é grande!

E quando vão lançar os próximos hits? (risos)

Simaria –  A gente tem uma música com Mc Zaac que é muito global (Tá que tá). A galera vai curtir porque é um som interessante, um funk legal. Tem uma com Jerry Smith, que vai sair em dezembro e o clipe já está gravado. E depois do carnaval, no ano que vem, vamos lançar uma nossa na pegada do sertanejo, Amoreco. E tem nossa música com Marília Mendonça (O que é o que é) que está indo super bem, com clipe no YouTube.

Tem gente que diz não ouvir sertanejo, a não ser vocês… 

Simaria – Eu acho que o sertanejo é uma mistura de tudo. Quando a gente produz uma música daquelas, tem influência de tanto som que acaba pegando um detalhe de piano, um de guitarra… Nem sei se o nome certo é sertanejo, sertanejo pop ou sei lá. Tá cheio de referências, o tempo todo. É a batida do forró, o reggaetom, tem, às vezes, a percussão do axé, é muita coisa misturada. Trago muita influência latina também. São melodias que doem na alma, queima o peito, parece que você vai chorar quando escuta.

Em que luxos você investe seu dinheiro hoje?

Simaria –  Cara, eu adoro viajar! Acho incrível ir para outros lugares, provar comidas diferentes e coisas assim. Mas quando estou na minha casa no Brasil, entrar na piscina com as crianças e meu marido no final de semana, é espetacular! Genial! Uma sensação boa demais, demais, demais!

Simone –  Hoje gosto de desfrutar de viagens mesmo. Viver essas aventuras em família é muito gostoso. Um lugar que adoro é Las Vegas. Casei novamente lá e adoro aqueles espetáculos incríveis!

Vocês já conquistaram muita coisa, o que ainda falta?

Simone – Eu não posso falar o que falta, só agradecer. A gente queria cantar com Roberto Carlos, fazer o Arquivo Confidencial (no Domingão do Faustão) – achávamos incrível assistir aquilo e ver os artistas se emocionando – e fizemos. Já fomos 30 vezes pro Fantástico. Tudo aconteceu. Eu só quero que Deus me dê saúde para permanecer fazendo a alegria do povo com nossa música e nosso jeito de ser, né amiga? Tamo junto!

Simaria – Eu gostaria de fazer umas coisas fora do país. A minha irmã não tinha tão claro se queria isso ou não. Mas diz o povo que aonde eu for, ela vem atrás (risos). Tudo o que vou fazer enxergo lá na frente, como se estivesse vendo, sentindo o que vai me acontecer. Temos umas parcerias no exterior, até um trabalho com Joe Montana que é muito legal. Eu disse: vamos fazer o clip com ele, a música é boa pra caramba! É foda! Só que é complicado porque tem horas que uma quer e a outra não, sabe? Aí fico, eita meu Deus, o que faço? Já não sei para que lado ir. Mas dizem os compositores parceiros que são meus amigos lá que seu for, ela vem atrás…(risos)

Você seguiria carreira internacional com Simaria?

Simone – É o jeito, ne? Eu queria ficar por aqui porque a vida no Brasil já é complicada de sair, de fazer as coisas naturais. Sou mulher brasileira, dona de casa. Gosto de limpar a casa, ir ao mercado, ir à feira, de viver as coisas simples e já não dá por conta da fama. Se vai ao mercado o povo aglomera, tira muita foto, você não consegue pegar nada. Se acontece de fazer sucesso fora do país, acabou a vida. Mas, lá nos Estados Unidos tem uma vantagem: quando o povo agonia muito o artista ele manda se lascar. Aqui não pode! (risos)

O que é um dia bom para você?

SImone – É quando estou livre. Adoro ficar na minha casa, fazer uma comida maravilhosa, um churrasco, tomar um banho de piscina. Amo esses momentos com a minha família.

Simaria – Quando durmo bem a noite inteira, que é raro, acordo felizona. Minha cabeça vira um trator e se consigo resolver coisas acumuladas há meses por conta do estresse e cansaço, me sinto muito bem. Queria ter a chance de acordar cedo, mas minha vida não permite… Adoro poder estar perto do meu marido, dos meus filhos…

 

Simaria em 3 palavras?

Simaria – Frágil, forte e sensível.

Simone e Simaria em 2 frases…

Simone – A cara do Brasil e mulheres da zorra, da porra!

 

 

FOTOS: MIRO

STYLING: JOÃO PAULO DURÃO

BELEZA: KRISNA CARVALHO

 

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