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23 out

SEM MOLEZA

Alguns medicamentos podem causar a perda de libido. Descobrimos como manter a forma e evitar esse efeito indesejável...

POR Marcos Diego Nogueira 2 MIN

23 out

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SEM MOLEZA

POR Marcos Diego Nogueira

	

 

A vontade de ter um corpo perfeito pode levar os homens a qualquer tipo de extravagância: de exercícios mais diversos e exagerados até a aposta naquela ajudinha básica da indústria farmacêutica. Mas alguns remédios usados para aumentar a massa muscular e diminuir a gordura corporal podem trazer efeitos colaterais bem indesejáveis. O mais temido deles? A impotência sexual.
Para que o ciclo da autoestima se mantenha equilibrado entre a boa forma e ter um desempenho na cama de forma desejável, é preciso seguir algumas recomendações dos médicos. “O melhor jeito de ter um físico perfeito e conservar a libido é tentando estimular a própria produção de testosterona no corpo de maneira natural”, conta o médico nutrólogo Thiago Volpi. Isso porque os medicamentos mais comuns usados com esse objetivo, como a testosterona ou seus derivados Oxandrolona e Stanozolol, fazem com que o nosso corpo entenda que já possui essa substância e automaticamente pare de produzi-la. “É o que se chama ‘feedback negativo’. Com a queda de testosterona, automaticamente há a queda de libido”, diz Volpi.
Outro remédio com os mesmos efeitos são os do tipo antidepressivos ansiolíticos, como a Fluoxetina e a Sertralina. É o que explica o doutor Thiago, que também é diretor clínico do Espaço Volpi. Ele não recomenda esse tipo de medicamento e diz que a pessoa não deve tomar caso não haja deficiência hormonal. “O melhor a fazer é adotar medidas no seu estilo de vida”, diz, enumerando algumas dicas. “Priorize uma dieta rica em gorduras boas, aquelas provenientes de peixes como o salmão e o atum, do azeite de oliva, de amêndoas, da castanha-do-pará e do abacate.” Volpi ainda aconselha a distância de carboidratos refinados como pão, arroz e macarrão.
Dormir melhor e diminuir o estresse também são medidas fundamentais. Lembrando que um homem estressado pode ter uma queda de 30% nos níveis de testosterona de uma semana para a outra. “Tente dormir de sete a nove horas por dia, e mantenha o estresse sob controle através da meditação, ou mindfulness, como vem sendo chamado”, diz Volpi.
Se for recomendar um princípio ativo a ser aliado a essas medidas comportamentais, Volpi cita os fitoterápicos que conseguem aumentar os níveis de testosterona, como o Longfolia Jack, o mais famoso deles. E avisa: mantenha distância de medicamentos estimulantes de testosterona como Gonadrotofina Coriônica e Clomifeno, que devem ser ministrados apenas em situações extremas de infertilidade e com acompanhamento médico. Já remédios que melhoram a ereção, como Viagra e Levitra, não devem ser tomados sem necessidade. “Com o tempo, o homem pode se tornar dependente psicologicamente deles, ou seja, fica com tanto medo de não funcionar bem se não tomar que acaba tomando todas as vezes. É preciso minimizar isso e, se houver algum distúrbio, procurar um médico”, diz Volpi.
Rotina de treinos
Fazer musculação com muita intensidade, de curta duração (de 45 a 50 minutos, no máximo), e aeróbica que envolva tiros – tipo de corrida com sprints curtos – são os segredos para maximizar os efeitos dos treinos físicos no corpo. “A musculação mais pesada estimula a secreção tanto de testosterona quanto de GH. Enquanto esse tipo de exercício aeróbico impulsiona a produção de catecolamina, substância que aumenta a queima de gordura”, conta Volpi. “Com eles, você continua queimando gordura até um bom tempo depois do exercício terminar”, recomenda.

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