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05 abr

Sabrina Sato

Ela é sucesso porque não tem máscara. Não cria um personagem. Ela é livre, sem preconceitos e estrelismos. Sabe o que quer e vem aprendendo todos os dias como chegar lá, sem esquecer sua história...

POR Glória Maria 5 MIN

05 abr

5 Min

Sabrina Sato

POR Glória Maria

	

Não lembro direito há quanto tempo conheço a Sabrina. Só sei que nos tornamos amigas desde o primeiro encontro. Me encantei com a alegria e a espontaneidade dela. Com o tempo, aprendi que aquela menina tão verdadeira tinha muitas outras qualidades. E principalmente, um talento único para conquistar e encantar qualquer pessoa.

A Sabrina é sucesso porque não tem máscara. Não cria um personagem. Ela é livre, sem preconceitos e estrelismos. Nunca conheci ninguém com tanta energia e paciência para atender os fãs. Ela é capaz de ficar horas tirando fotos e fazendo selfies com a alegria de uma criança com seu brinquedo predileto. Sabrina é pura luz. E como trabalha! Incansável e disciplinada. Ela sabe o que quer e vem aprendendo todos os dias como chegar lá, sem esquecer sua história. Sabrina é amiga, parceira, generosa… Consegue viver e fazer feliz todos que estão em torno dela.

A Sabrina é pra gente ter sempre por perto. O brilho dela aquece, ilumina e nos faz muito melhores. Sabrina, obrigada por você ser quem você é. Obrigada por você ser minha amiga. Eu a-do-ro você!

Glória Maria: Bem vamos lá dona Sabrina, seguinte… A Sabrina que as pessoas conhecem, de maneira geral, é alegre, super alto astral e cheia de energia. Me diz uma coisa, você é assim mesmo ou criou um personagem? Sabrina Sato: Sou assim mesmo, afinal junto com tudo isso, vem uma pessoa bagunceira, um pouco atrapalhada e com tantas características doidas dentro de mim que, às vezes, nem eu dou conta (risos). Poderia ser um personagem, mas não é. E mesmo nos momentos mais difíceis, mais punk, procuro sempre ver o lado bom e engraçado para a vida ficar mais leve. Já que trabalho tanto, penso que preciso me divertir. Quando faço viagens profissionais com minha equipe, ao invés de ficar tranquila no quarto, descansando depois das gravações, gosto de estar com eles, de conversar, de sair e nos distrair. Esse é meu jeito! E me divirto!

O bom humor também é uma característica sua. Você não fica zangada nunca? Não grita? Não briga? Ao mesmo tempo que sou bem-humorada, também sou exigente, emotiva, bagunceira, brigona… Não sou fácil de conviver (risos). Sou independente, mas preciso da minha equipe que me ajuda a administrar meus compromissos. O bom humor parece fácil, mas o que vem junto com ele não é. O que me deixa de mau humor, às vezes, é fome, quando estou com pouquinho de sono e gente sem educação, ao ver alguém destratar outra pessoa.

Por que você acha que faz tanto sucesso? Acho que não existe uma regra para fazer sucesso. São vários fatores que contribuem, mas em primeiro lugar, acredito que o mais importante, é porque tenho a minha família ao meu lado, que é a base de tudo, que me apoia o tempo inteiro. E construí esse mesmo alicerce com a minha equipe de trabalho, que se tornou uma segunda família. São meus amigos e me conhecem a fundo — às vezes, até mais do que a minha própria família — porque temos uma relação de confiança. O sucesso é uma união de características próprias, muito pessoais.

E acho que no meu caso, tudo influenciou, desde o fato de ser neta de imigrantes e comerciantes, até o jeito de se comunicar do meu pai, a risada da minha mãe, o fato de eu gostar de aparecer, de me expressar e me relacionar com as pessoas… Ser autêntico também ajuda muito, você não tentar ser o que não é, ter coragem de mostrar o que sente e assumir isso. Espero continuar na minha carreira por muitos anos e contribuir sempre para o meu público, que assiste ao Programa da Sabrina, aos meus canais, e todos que me conhecem.

O que a Sabrina tem de melhor? Gosto de estar perto de pessoas, de me comunicar, acho que essa é uma característica minha. Também não guardo mágoa de nada. Sou muito compreensiva, adoro conhecer as pessoas, entendê-las e compreender o próximo. Também sou corajosa e aventureira.

O que você não gosta em você? O que mais me incomoda em mim é o meu distúrbio de atenção. Sou ligada em tantas coisas ao mesmo tempo, e de repente, entro em um hiperfoco em um assunto só, e perco a concentração para os outros. Essa minha desatenção para certas coisas, às vezes, me irrita muito.

Você planejou sua carreira passo a passo para chegar aonde chegou? É uma carreira que não foi planejada, foi apenas sonhada. Desde criança, já queria trabalhar na televisão, ser apresentadora, sonhava com tudo isso. Meu foco desde a infância, mais do que a vida pessoal, era a profissional. Na minha adolescência, por exemplo, minhas amigas iam para o clube, paquerar, e mesmo que ficasse com vontade, achava que tinha que ensaiar o balé, a peça de teatro. Sempre fui desse jeito. Queria muito que todos no mundo se realizassem profissionalmente como me realizei (e ainda me realizo). Acho que o mundo seria feito de pessoas mais felizes porque sou muito feliz por isso. Quando você olha para o passado e executa bem o presente, o futuro só pode ser bom. Se der para planejar é melhor ainda. Não sou tão estrategista assim, mas tenho uma boa visão empresarial, algo que vem de família, tenho a minha irmã [a empresária Karina Sato], que me ajuda muito na carreira, desde sempre, que montou o nosso escritório. Não estou sozinha nessa, né?!

Você conseguiria viver anônima, sem ser reconhecida por ninguém em lugar nenhum? Me adapto muito bem ao ambiente que estou. Por exemplo, quando entrei no BBB (Big Brother Brasil), ainda que tenha sido há 15 anos, depois de um tempo dentro da casa achava que aquilo era o mundo e a minha realidade. Me ajusto de uma forma rápida, do mesmo jeito que me adaptei a esse meu estilo de vida corrido, e que foi algo que sempre sonhei. Conseguiria viver anônima, sim, é claro, iria ser feliz do mesmo jeito, tendo a família comigo. Mas acho que tudo é uma questão de fase. Amo ser reconhecida nas ruas, gosto de receber abraço e atenção. Preciso do carinho do público, além da minha família, do namorado e amigos, para me sentir completa. Eu gosto disso.

Você acha que se não existissem as redes sociais, você faria o mesmo sucesso? Acredito que seria conhecida da mesma forma, em função da minha trajetória e do meu programa na TV. Mas seria diferente. A internet me ajuda muito, principalmente com as redes sociais. Hoje tenho meu canal no YouTube, por exemplo, que é um formato diferente. Lá, não temos que seguir roteiro, posso revelar detalhes e curiosidades da minha vida que a TV não mostra. Estou aprendendo sempre com essa velocidade das mídias sociais.

Sabrina, até quando você acha que vai continuar nesse ritmo louco, alucinante, com agenda lotada, sem praticamente tempo para parar? Acho que até virar mãe, que ainda tem mais um tempinho… Quando você se torna mãe, o desacelerar é um processo natural. As prioridades mudam e você passa boa parte do seu tempo com os filhos. Mas gosto desse ritmo acelerado, sempre fui assim, tanto com minha família quanto no trabalho, com o Duda, com todo mundo.

Sim, você tem falado que quer ter filhos logo, parece até que esse ano. Agora me diz uma coisa: já se viu como mãe? Sabe a barra pesada que é ser mãe? Tem medo das mudanças que a maternidade vai necessariamente trazer para sua vida? Sempre tive o sonho de ser mãe, assim como sonhava em trabalhar na TV. Acho que só esperei até agora porque ainda não tinha encontrado a pessoa certa e também sei como é difícil educar e dar o melhor para o seu filho, ainda mais nos dias atuais. É algo que não existe uma fórmula certa. Entendo tudo isso porque amo crianças. Quando era pequena virava babá dos meus primos nas férias, então sei desde cantar todas as músicas infantis até os horários de colocar para dormir, etc. Mas educar vai muito mais além. Sei que não é fácil ser mãe, mas mesmo assim vale muito a pena. Sinto a necessidade e acredito que será um sonho realizado. Se vou dar conta não sei, mas espero que seja uma boa mãe, afinal tenho dois exemplos maravilhosos em casa: minha mãe e irmã.

Você é considerada uma mulher linda, de corpo perfeito, invejado por praticamente todas as mulheres. Você já parou para pensar na passagem do tempo? Você tem medo de envelhecer? Existem tantas mulheres maravilhosas, sinto, na verdade, que elas cuidam de mim, se preocupam comigo e me admiram, mas de uma forma muito saudável, e fofa. Acho que isso acontece mais pela minha alegria, pelo fato de trabalhar bastante e em família, do que pela questão do corpo em si. Já parei para pensar em como vai ser esse processo [do envelhecimento], mas creio que é tudo tão natural, que nem sinto que hoje já tenho 37 anos. Eu nem reparei que cheguei nessa idade. Acredito que quando estiver com 60, 70, vai ser a mesma coisa. A gente vai envelhecendo sem notar, vamos amadurecendo, mudando os valores e encarando tudo sem perceber. É uma forma natural. Isso é o mais legal da vida, você estar sempre pronto para encarar novos desafios e mudanças, sem perder a sua essência.

Como é que você administra a sua vida para ter tempo para trabalhar tanto, viver, amar, ser feliz? Tem horas que nem eu sei como (risos). Na verdade, para cuidar da minha vida profissional tenho o escritório, Sato Rahal, que não é porque é da minha irmã e do meu irmão, mas é o melhor que existe (risos). Eles cuidam da minha agenda, junto com a produção do meu programa, que também é maravilhosa e sensacional, e da minha assessoria, a Index.

Fazem o cruzamento de todos os meus compromissos (desde as gravações e viagens do programa, aos licenciamentos, publicidade e pautas de imprensa). Raramente altero, prefiro seguir o que me passam. E fico tranquila com isso porque sei que tem muita gente trabalhando junto, que me ajuda bastante. Minha irmã soube profissionalizar bem essa questão da minha carreira, ela deixa muito organizado para mim. Mas claro que tenho minha agenda pessoal, meus finais de semana, meus momentos. Vejo os dias livres para organizar as minhas coisas, vontades e compromissos pessoais.

Você faz terapia ou pensa em fazer? Já fiz vários tipos de terapia, desde a freudiana até as alternativas. Meus pais são psicólogos também. Não é sempre que consigo ir na terapia, mas tento não faltar porque me faz bem. A autoanálise é muito importante. Faço isso quase que diariamente, porque tenho que processar tudo o que fiz durante o dia, o que vi e aprendi, as histórias que conheci durante as gravações do Programa da Sabrina, ou seja, tudo o que vivenciei. Acho que é por isso que durmo tão tarde, porque é o momento que tenho para ficar comigo.

Como a Sabrina define a Sabrina? Sou muito sonhadora, e acho que passo isso através do meu olhar, do meu sorriso. É engraçado porque as pessoas vêm me contar o que têm vontade de fazer, me pedem ajuda, então vejo que passo isso para elas. Ao mesmo tempo, sou muito brincalhona. Sou aquela pessoa que se alguém diz que está triste, sempre vou mostrar o lado bom de tudo, a alegria. Também sou romântica, corajosa e persistente.

O que é felicidade pra você? Para mim, são as coisas simples. Quando estou com minha família, com o Duda, com meus amigos, quando faço churrasco em casa, vou para Penápolis ver minhas amigas de infância, tomar sol em casa ou em uma praia tranquila e dar um mergulho, quando gravo o meu programa, e algo que planejei e sonhei dá certo… Felicidade para mim é isso. E também quando sou surpreendida com alguma cena ou momento bonito e inesperado.

Hoje, se você parar para pensar sozinha num cantinho, você pode dizer que é feliz?Claro! Sou muito feliz! Fui educada a ser tão grata à vida que nunca me permiti ficar triste (só em alguns poucos casos). Nunca vi ninguém da minha família se lamentar por nada, é mais sorrir, comemorar. Só temos a agradecer, recebemos tantas coisas boas, temos tudo que a gente precisa. Então como vou reclamar de alguma coisa, com tantos sonhos que realizei? Sou feliz pela família que tenho, meus amigos, meu namorado, meu emprego e minha profissão, algo que sempre sonhei. Essa felicidade é tanta que queria que todos os momentos bons da minha vida durassem para sempre. E mesmo nos momentos complicados, aprendi com eles. Tenho uma família unida, tanto nos instantes bons quanto nos difíceis.

Qual é o seu maior medo? É perder quem amo, é a única coisa que tenho medo. Já perdi a minha avó que amava demais, era muito presente na minha vida. Nasci e cresci com ela.

Na hora de dividir seu tempo, quanto da sua vida, do seu dia, da sua semana, do seu mês, dedica a cuidar do corpo? Exercício, ginástica, terapias… Isso é fundamental para você? Conseguiria viver sem fazer exercício, ou malhar? Acho até engraçado me perguntar isso. É uma felicidade enorme fazer essa entrevista com você porque sempre foi uma musa inspiradora para mim. Lembro que quando fui saltar do maior bungee jump do mundo, pensava: ‘A Glória saltou, eu vou conseguir saltar’ (risos). E não só nesse, mas em vários momentos, você é uma referência, passa essa coisa de amar a vida, das suas aventuras, de se realizar, de ser linda por completo. Temos formas semelhantes de aproveitar a vida. As pessoas acham que passo mais tempo praticando atividade física do que realmente faço. Sou equilibrada no sentido de conseguir curtir a vida, trabalhar, e ainda treinar. Me acho na minha bagunça, porque são horários doidos. Mas não conseguiria ficar sem exercício físico e, não é nem pela questão do corpo, mas porque é algo que me deixa mais centrada. Preciso gastar energia de alguma forma para ficar menos desligada e mais focada. Me faz bem, primeiro para a minha alma e depois para o meu corpo. Faço atividade física desde que nasci, não sei o que é ficar sem, porque entendo o quanto é importante e necessário para a minha cabeça e espírito. Aconselho a todos a procurar uma atividade física que se sinta bem. Minha mãe conta que quando eu era pequena, fui sozinha me matricular no balé e na ginástica olímpica. E é engraçado porque não é nada genético, já que ninguém na minha família é tão focado como eu. Meu irmão começou a fazer agora há uns anos e ainda estou tentando convencer a minha irmã (risos).

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