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RODRIGO VELLOZO

A TOP bateu um papo com o cantor Rodrigo Vellozo sobre carreira, planos futuros e muito mais. Vem conferir!

POR Penélope Coelho 5 MIN

11 abr

5 Min

RODRIGO VELLOZO

POR Penélope Coelho

	

Rodrigo Vellozo é um verdadeiro  artista, alternando sua carreira entre a música e o teatro,  lançou seu primeiro álbum “Samba de Câmara” em 2009. O segundo “Como é Bonito, Benito”, feito em 2013,  foi um tributo aos quarenta anos de carreira de seu pai, ninguém menos que Benito Di Paula, com quem se apresenta em shows desde a infância.
Em seu trabalho mais recente, o álbum “Cada Lugar Na Sua Coisa”, tem direção musical de Alexandre Fontanetti e direção artística de Marcus Preto. Neste trabalho, Rodrigo registra parcerias com o pai Benito Di Paula, Xande de Pilares, Anna Toledo e com Thiago Sak.
Em conversa com a TOP Magazine, Rodrigo Vellozo falou sobre o álbum, planos futuros, família e diversos outros assuntos, vem conferir!

 

TOP: Quais são as suas expectativas para o projeto “Cada lugar na sua coisa”?
Rodrigo: Procuro não ter expectativas. Tento pensar no produto de criação artística como uma obra viva, que vai encontrando seu próprio caminho, encontrando suas possibilidades e dificuldades. É um disco bastante ousado e plural do ponto de vista estético mas muito sincero e libertador. Sinto como se fosse meu primeiro trabalho fonográfico, acho que de certa forma é. Mas é claro que torço e batalho muito para que cada vez mais pessoas escutem, amplifiquem e nos possibilitem a passagem deste disco pro palco. Se existe alguma expectativa é essa: fazer o show deste disco. Mal posso esperar!

TOP: Quando surgiu o seu interesse pela música? Isso veio do seu pai?
Rodrigo: Foi de forma muito natural. Sempre fui e sou muito próximo do meu pai. A gente leva a vida juntos mesmo, somos melhores amigos e parceiros desde sempre. Claro que a influência familiar foi fundamental. Meu avô era músico, meus tios e primos são músicos, muitos inclusive com carreiras profissionais. Eles são minha influência primordial, quando era pequeno queria cantar com eles, como eles. Minhas primeiras lembranças musicais são dos momentos em família em palcos, estúdios e na casa da minha avó de Friburgo. Mas acho que há uma questão vocacional também, já que meus irmãos não seguiram carreira artística.

TOP: Você sente algum “peso” por ser comparado com seu pai seguindo a mesma carreira que ele?
Rodrigo: No início, quando começou a virar trabalho não sentia não. Até porque enxergava a carreira de uma forma bastante natural, quase como uma consequência da vida familiar e dos estudos que eu fui fazendo depois, conforme ia ficando mais velho. Com o tempo, comecei a perceber que de fato existe uma cobrança. Muita gente esperava que o “filho do Benito” tivesse outro visual ou cantasse diferente, talvez de um jeito mais parecido com ele. Já fiquei muito chateado e incomodado com  coisas agressivas que li na internet. Hoje me importo menos, às vezes leio, quando é construtivo escuto e procuro melhorar, mas na maioria das vezes é melhor deixar pra lá. E eu respeito e admiro profundamente o trabalho do meu pai. Me apresento sempre com ele nos shows dele e são momentos sagrados, familiares e especiais na minha vida. No entanto, artisticamente, tenho que dar vazão também à minha expressão mais pura, mais verdadeira, à minha própria voz, às minhas possibilidades de repertório, de arranjo e de criação.

TOP: Qual legado você quer deixar com a sua carreira?Rodrigo: Trabalho com música e com teatro. São áreas muito difíceis e que exigem muita dedicação, um tipo de dedicação cotidiana. É muito difícil colocar uma peça na rua, um disco na rua. E sinto que ainda estou começando nisso tudo apesar de já estar há alguns anos na luta. É difícil pensar em legado quando é preciso viver muito intensamente o presente. Gosto de me entender como um artista essencialmente brasileiro, ligado à nossa cultura popular. Sinto que este álbum fala da liberdade, do visceral, da auto-aceitação, das infinitas possibilidades do ser humano e do quanto somos muito mais parecidos do que diferentes. Empatia com o olhar alheio, diferente do nosso, sempre com amor: tá aí um legado que eu gostaria de poder deixar através não só da minha arte mas também do meu contato com as pessoas.

TOP: Vem coisa nova por ai?
Rodrigo: Sim! Muitas coisas. Este ano tenho planos de lançar mais singles ainda ligados ao conceito do álbum, novas versões de algumas das músicas, dois videoclipes pro disco e estrear o show “Cada Lugar na Sua Coisa”. Além das peças que estou ensaiando e dos shows que seguirei fazendo com meu pai.

 

 

 

 

 

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