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17 jul

Quem Sabe Faz a Hora…

... Não espera acontecer. Fã de pôquer e velocidade, Ruly Vieira é um dos nomes que trouxe de volta o glamour do Banana Café. Empreendedor nato, ele quer mais...

POR Simone Blanes 5 MIN

17 jul

5 Min

Quem Sabe Faz a Hora…

POR Simone Blanes

	

Quem viveu o ápice da década de 90, com certeza ouviu falar do
Banana Café. Sinônimo de glamour, o bar de José Victor Oliva e Ricardo Amaral fazia
sucesso entre os jovens descolados. Naquela época, Ruly Vieira era uma criança. Mal sabia ele que, anos depois, seria um dos responsáveis por resgatar a marca que movimentou gerações – e agora voltou a ser um dos mais badalados points do Itaim, em São Paulo. “Eu era garoto, mas já ouvia falar bem. Hoje a marca é nossa. Estava adormecida, mas tem força com patrocinadores, então, desde o início, a ideia era reviver e expandir o lugar”, diz ele que, ao lado dos sócios Gutti Camargo e Gustavo Amaral, conseguiu trazer à tona o encanto do Banana Café, modernizá-lo e deixá-lo com uma cara bem brasileira, o que chama a atenção tanto na capital paulistana como na recém-inaugurada casa em Campinas. “Já estamos pensando na terceira.” Empreendedor nato, Ruly afirma que encontrou seu caminho como empresário da noite. Só não deixou ser absorvido por ela.“Pelo contrário, escolhi eu consumi-la”, diverte-se, feliz com os bons frutos que colhe desde que decidiu seguir esse rumo, aos 17 anos, durante o primeiro ano da faculdade de direito na FMU. “Começou como uma brincadeira. Conheci o Gutti através de um amigo. Ele fazia as melhores festas da cidade e me chamou para coordenar uma das casas, até que viramos sócios na Lotus, em Campos do Jordão”, conta. Depois vieram Kiss & Fly Club, Buddha Bar e Provocateur Club, todas sucesso de público em São Paulo. Mesmo assim, Ruly se formou advogado, obteve a carteira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), mas
resolveu não exercer. Continuou firme e forte à frente de seus negócios em casas noturnas,mesmo não tendo a aprovação do pai, dono do Colégio Santa Terezinha, que desejava ver o filho mais velho trabalhando na escola. “Minha mãe apoiou. Disse: ‘É isso que você quer, então vai com fé’.” Ele foi e deu certo! Hoje, aos 33 anos, Ruly cuida da parte administrativa e financeira do Banana Café e comemora os ótimos resultados do business, assim como a vida que leva. “Vou trabalhar a pé, meus horários são flexíveis, posso viajar quando eu quero.” E foi em uma dessas viagens relâmpago que pediu a arquiteta Maria Clara Spyer em casamento. “Estávamos no Camboja, em um dos templos de lá. Fiz tudo direitinho, e ela só chorava”, lembra ele, que, embora se julgue um “cara frio”, é bem romântico. Há seis anos, Maria Clara é parte de sua vida: são noivos, moram juntos e é dela o projeto de decoração dos dois Banana Café. Voltando ao lazer, Ruly tem duas grandes paixões: o pôquer – com direito até a visitas esporádicas a Las Vegas (EUA) – e carros. “Corro de kart.
Treino uma vez por semana e participo de um campeonato que acontece uma vez por mês. É a hora em que esqueço de tudo”, conta Ruly, fã de velocidade e de “tudo que tem motor” desde a infância. Também gosta dos livros, exceto os de autoajuda. “Prefiro o papel, porque cansa menos e você vê que está avançando as páginas”, afirma ele, que diz não ser muito adepto das redes sociais. “Tenho Instagram para ver o que acontece, mas postar é difícil.” Nascido em Goiás e criado em São Paulo, Ruly é um homem realizado, mas com muitos
planos futuros. Um deles é montar um bar restaurante mediterrâneo, que “tenha charme e aconchego”. Outro, a longo prazo, é morar no exterior. “Na Itália ou em Miami, lugares bem familiares ao nosso estilo de vida.” Coisas que não serão tão difíceis para Ruly, que, dado o seu temperamento empreendedor e organizado, sabe que tudo tem seu tempo. Só que ele definitivamente não é de ficar esperando acontecer.

Fotos: Raphael Briest

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