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31 jul

Para o alto e avante

Paraquedista e ligado em autoconhecimento, Octavio Botelho do Amaral quer investir muito além da bolsa de valores... Na vida, em boas energias e, claro, na sua paixão por voar

POR Simone Blanes 5 MIN

31 jul

5 Min

Para o alto e avante

POR Simone Blanes

	

É um pássaro? É um avião? É o Superman? Pode apostar que não, embora Octavio Botelho do Amaral tenha lá suas semelhanças com o homem de aço. A principal delas é o gosto por voar. No caso do personagem, com a capa; já o investidor – que acreditem, tem um quê de Christopher Reeve (o mais icônico ator intérprete do super-herói nos cinemas) – a bordo de um paraquedas. Aventura que, aliás, ganhou mais afinidade com o herói nos últimos seis meses quando Amaral adotou o wingsuit – macacão com asas usado por paraquedistas em voos de alta performance – que o faz voar literalmente. Ele mesmo confessa: “Me sinto o Superman”, enquanto explica detalhadamente como essa roupa especial funciona. “Com aquela asa aberta, aumenta a área para o vento bater. Em queda livre, sem a roupa a velocidade média é de 250km/h,  e com ela, reduz para 120km/h na vertical. Você cria uma inclinação e isso gera inércia para frente, então é como se estivesse voando em uma rampa.” E completa. “Dá para fazer curvas e mexer os ombros. Ela voa para frente, é totalmente dirigível, como um avião”. Palavras de quem entende do assunto e realmente transformou essa paixão no principal hobby de sua vida: são 23 anos e mais de 800 saltos. “Também sou piloto de helicópteros. E amo aviação. Sou apaixonado por tudo que voa”, diz ele, que tentou até transformar em negócio, mas percebeu que não seria algo com futuro no Brasil, principalmente em época de crise. “Pensei em montar uma empresa de táxi aéreo, mas após estudos, vi que era inviável. Quem trabalha com produtos comercializados pelo dólar, arrebenta com esse sobe e desce do câmbio e quando as coisas apertam, é a primeira coisa que as companhias cortam – então, resolvi não tocar. Foi uma decisão acertada”. Desde sua formação em Administração de Empresas pela FAAP, Octavio atua no mercado financeiro, em especial, com operações na Bolsa de Valores, o que lhe torna apto a avaliar situações de risco. Por isso também não se profissionalizou em paraquedismo.
“Gosto muito do que faço. Trabalhei em bancos de investimento estrangeiros, em corretoras e cheguei a morar em Nova York antes de montar meu escritório há três anos”, relata. Ficou tão entusiasmado com a atividade que acabou levando o pai, fazendeiro de cana de açúcar na região de Ribeirão Preto, a tomar gosto pela coisa. “Atualmente ele também opera muito na bolsa. Somos investidores”, pontua. Mas, diferente de alguns empresários, Octavio transmite calma e equilíbrio. Faz jus ao status zen que decidiu adotar em sua vida ao ter sérias complicações na carreira, que o fizeram parar para pensar. “Teve uma fase em que tudo estava dando errado, cheguei a quebrar e nessa hora, fiquei completamente devastado”. Era 2004 e a reação começou a vir quando, por acaso, assistiu ao documentário Quem somos nós? no YouTube, o que despertou seu interesse pelo autoconhecimento. “Considero um marco porque era cético e ali consegui enxergar as energias e a espiritualidade de uma maneira científica, a partir da física quântica. Então, me abri para escutar o que os livros e gurus tinham a dizer”. Dali, para os cursos nos Estados Unidos, do coach Tony Robbins, conhecido pelo filme Eu não sou seu Guru, da Netflix, foi um pulo. “Mudou minha vida. Gastei muito dinheiro com isso, mas valeu a pena. Sou um cara mais leve, é difícil me irritar. Tem problemas que no passado me deixavam maluco e hoje dou risada. Me considero uma pessoa feliz”. Tão realizado, que ele deseja salvar vidas. Não como Clark Kent entrando em prédios em chamas ou lutando contra vilões; mas assim como o herói da DC Comics, Octavio quer ajudar as pessoas, utilizando-se das técnicas de autoconhecimento que aprendeu ao longo de mais de dez anos de estudo. “Nesse trabalho, entendemos como funcionamos sob pressão, com a raiva e até com o coração mole demais. Nos ajuda a sair do estado instintivo e racionalizar. Algo transformador”, diz. Para iniciar esse projeto, Octavio abriu o instagram @auto.conhecimento, que no momento tem mais de 8 mil seguidores, e planeja fazer cursos online e presenciais baseados em suas próprias vivências. “Quando eu era criança, meus pais diziam: você vai aprender pelo amor ou pela dor. Eu não acredito nisso. Aprende-se mesmo pela dor”. Falando em amor, aliás, talvez seja algo que ainda falte verdadeiramente a Octavio. “Sou solteiro, mas se conhecer uma mulher legal, por que não?”, sorri. Antes, porém, que as meninas já se animem a se candidatar a Louis Lane, saibam que para fisgar o coração de Octavio, tem que gostar de crianças pois filhos fazem parte de seus desejos futuros. Dele e de seus pais. “Meu pai brinca comigo e meus irmãos Rodolfo e Frederico: se não quiserem casar nunca, acho ótimo. Mas quero ter netos”, sorri. Bom, com essa vibe de boas energias e o gosto pela aventura de voar pelos ares, alguém duvida que ele será um verdadeiro herói para seus filhos? TOP aposta que sim.

Fotos: Romulo Fialdini

 

 

 

 

 

 

 

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