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No papel da prostituta Marli, Regiane Alves volta com tudo na série Cidade Proibida: “Vão ver uma Regiane que nunca viram”

POR Redação 2 MIN

26 set

2 Min

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POR Redação

	

Foram três anos afastada da TV. Até Regiane Alves resolver voltar. O que, aliás, fez em grande estilo. Primeiro, em “A Lei do Amor”, quando deu vida à Beth, uma mulher ardilosa e de caráter bem duvidoso, em uma participação para lá de especial na novela de Maria Adelaide Amaral. Ali, na verdade, foi um esquenta para a grande reestreia da atriz na telinha da Globo, que acontece na minissérie “Cidade Proibida”, com Regiane na pele da prostituta Marli, personagem, que segundo a estrela, é a mais ousada e apaixonante de sua carreira. Cidade Proibida estreia nesta terça (26), às 22h30. TOP bateu um papo com Regiane pra saber mais…
O que a Regiane Alves e a Marli tem em comum e de diferente em personalidade?
Regiane: Eu tenho muito pouco da Marli. Talvez, em comum, o ciúme. Em uma época que era mais jovem. E o lado divertido (risos).

Como foi a preparação para o papel?
Lendo muito. Assim que me preparei. Pela prostituição ser uma das atividades mais antigas, há muita referência para trabalhar. Envolve muitos mistérios e segredos. Vi alguns filmes, entre eles: “Viver a Vida” do (Jean-Luc) Godard; e “Noites de Cabíria”, de Federico Fellini. Também li as biografias da Eny (Cezarino), dona de bordel em Bauru; Mata Hari, que tem uma história muito interessante de como foi parar na prostituição; Gabriela, idealizadora da grife Daspu. E ainda tive a possiblidade de encontrar com uma prostituta do Belém, no Pará, que viveu essas décadas de 50 e 60, e contou como eram os bordéis e os encontros. Uma mulher que trabalhou em Serra Pelada e me deu várias informações de como funcionavam os esquemas da época. A situação era bastante precária para essas mulheres, praticamente não tinham acesso às informações.

Você já definiu a Marli como a personagem mais ousada que fez. Por quê?
É, sem dúvida, um dos personagens que mais tive que estudar. Mas apesar de ser uma prostituta,
optaram por trabalhar a Marli em uma linha da sedução mais refinada. De qualquer forma, posso dizer que o público verá na série uma Regiane que nunca viram.

Você sente alguma diferença entre fazer série, novela e cinema?
Gravar série é muito bom e me lembra cinema. São poucas cenas ao dia, quatro ou cinco, no máximo, com duas câmeras. Temos ainda mais cuidado com a continuidade, e por isso, exige mais concentração, disponibilidade e tempo. Sinto que é quase um processo artesanal, mais pensado, e como já tenho os 12 episódios prontos, fico sabendo exatamente o que ela vai fazer. A novela é diferente, é uma obra aberta e recebemos aos poucos os roteiros, o ritmo é outro.

O papel de prostituta é bastante disputado entre as atrizes por significar um desafio, além de geralmente cair no gosto do público e ganhar torcida. Acredita que a Marli será importante para a sua carreira. Por quê?
Acredito que sim. Acho que é uma personagem que une várias coisas, é engraçada, apaixonada, solta umas coisas que ajudam o Zózimo na investigação. É uma puta que vira uma heroína, porque sempre ajuda a solucionar os crimes, e é a única mulher no meio de três homens. Essa é a personagem que mais estou tendo prazer em fazer. Os 12 episódios foram todos muito bem pensados. Estou muito feliz com o projeto e ansiosa para ver a reação do público.

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