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Paolla Oliveira

Ela é um furacão de carisma e talento que, com suas personagens, sonha e faz sonhar. Na vida real, preenche qualquer lugar com sua beleza solar, sorriso sincero e atitude de uma mulher forte, que é sim, dona de sua própria biografia.

POR SIMONE BLANES 7 MIN

06 mar

7 Min

Paolla Oliveira

POR SIMONE BLANES

	

“Se olhar para trás, há 15 anos, tudo era um sonho. E hoje é realidade. Eu já era feliz, mas agora sou mais. O que eu desejava? Estar aqui. Conquistei a liberdade de ter opiniões, de ter escolhas e vi a minha felicidade acontecer. Quando saio de um trabalho, saio de um sonho… De um personagem criado, que ao ter o final de sua história, me faz voltar à minha realidade. Estou o tempo inteiro entre a realidade e a fantasia, mas fico encantada quando as pessoas me tiram desse lugar inatingível de sonho, e com todo o carinho, me colocam como alguém real.” Foi com essa reflexão que Paolla Oliveira encerrou nossa entrevista, após quase duas horas de conversa. E em seus olhos, se notava a sinceridade de uma mulher que, claro, é uma estrela da Rede Globo, mas busca, acima de tudo, manter sua essência. “Continuo muito voltada para o meu mundo”, diz a atriz, que anos atrás já havia me alertado: “sou uma pessoa absolutamente normal”. A frase não prescreveu. Não é que queira se esconder dos olhos dos outros, apenas não deseja ver padrões e expectativas projetados nela. E prefere conservar um espaço íntimo cujo acesso resguarda, por um único motivo: é 100% fiel a ela mesma. Por isso, gosta das redes sociais.

“Ali, quem fala sou eu.” Traços de uma personalidade marcante, em parte moldada por uma criação rígida e colada aos três irmãos, na Zona Leste de São Paulo, e que tinha tudo para não ter chegado nem perto da televisão. Em casa, era guardada como uma princesa, mas sem a chance do “dream come true“. “Não tinha espaço para esse tipo de sonho.” Ao contrário da realidade, que se impunha através do cotidiano e da faculdade de fisioterapia. Mas Paolla queria saber mais do mundo. “Tenho uma alma inquieta.” E assim, buscando outras coisas, achou um curso, gratuito, de teatro. E ali abriram-se as portas das “novas possibilidades”: as sensações e esse “experimentar” que se contrapôs a realidade. Era o sonho vindo à tona, que até ali, ela nem desconfiava do que se tratava. Foi descobrindo até que surgiu um teste para a novela Belíssima (2005). “Fiz com a ideia de que se passar bem, se não, vou tocar a vida, fazendo o meu teatro. E não é que fui passando nos testes?”, conta a atriz, que interpretou a fogosa Giovana. Não parou mais: logo veio a primeira protagonista, a romântica Sônia, de O Profeta (2006); estreou como vilã em Cama de Gato (2009), até que em agosto de 2010, recebeu uma ligação da Globo para um desafio: fazer sua primeira protagonista em horário nobre: a Marina, de Insensato Coração, substituindo Ana Paula Arosio. Paolla não só deu conta do recado, como brilhou e foi alçada ao olimpo da emissora carioca como uma de suas grandes estrelas. Segue assim, até hoje: uma diva da televisão, que arrebatou até as fronteiras do real e virtual na pele da digital influencer Vivi Guedes, em A Dona do Pedaço (2019), e agora, é novamente musa da avenida no Carnaval – após dez anos volta a ser Rainha de Bateria da Grande Rio.

O que mudou? “Na minha essência nada, mas acho que é um momento mais calmo, maduro, e ainda de muitas descobertas”, pontua. Mas se, para Paolla, a busca é exercer o poder e o prazer da liberdade, a melhor parte disso é ser o que de fato ela é: uma mulher real, que acredita na felicidade, desde que seja liberta de padrões e possa manter suas escolhas. A nós, cabe admirá-la como um furacão de carisma e talento que, com suas personagens, sonha e faz sonhar, e na vida real, preenche qualquer lugar com sua beleza solar, sorriso sincero e atitude de uma mulher forte, que é sim, dona de sua própria biografia. Paolla Oliveira, e ponto. Algo mais a dizer? Ela mesma diz…

Leia a matéria completa na edição 247 da Revista TOP Magazine.

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