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Olhares de Noronha

O fotógrafo Pipandreoli retrata algumas das maiores riquezas de Fernando de Noronha em uma imersão na vida, cultura e histórias dos habitantes do arquipélago

POR Vivian Monicci 5 MIN

20 jan

5 Min

Olhares de Noronha

POR Vivian Monicci

	

A arte da fotografia é para os corajosos. Máxima compartilhada por fotógrafos renomados como a americana Annie Leibovitz, que disse, certa vez: “Uma coisa que você vê nas minhas fotos é que eu não tive medo de me apaixonar por essas pessoas.” Algo que vemos também nos cliques de um brasileiro que, apesar do pouco tempo de carreira, já tem um futuro promissor pela frente. O nome dele na certidão de nascimento é Alessandro Andreoli, mas no mundo das câmeras, é conhecido como Pipa, ou Pipandreoli (em suas assinaturas). Nascido e criado em São Paulo, se formou em Direito para seguir no segmento ambiental, mas se decepcionou. “Lembro que no final do quarto ano estava estagiando no Banco do Brasil e olhei para a minha mesa, vi todos aqueles processos e decidi que não era o que eu queria. Pedi a conta e fiquei um mês surfando na Costa Rica. Voltei com a cabeça em paz, fiz o último ano da faculdade, peguei meu diploma e segui outro rumo.” Trabalhou em uma empresa que fazia toda a parte médica de eventos, em outro banco e no mercado financeiro, em 2015. Só que a ideia de transformar fotografia em uma coisa profissional sempre esteve nele. “No começo de 2016, já não estava mais trabalhando no escritório e decidi fazer dois cursos de fotografia. Com seis meses de conclusão do segundo, fui chamado por uma amiga para fazer um trabalho. Mesmo falando que nunca tinha feito algo profissional, ela disse que confiava em mim e no meu olhar. Acabei fotografando por 15 dias o lançamento do Jeep Compass, no shopping JK Iguatemi. Foi demais! Depois eu fui chamado para clicar o stand da marca no Salão do Automóvel de 2016 e foi assim que começou o meu caminho.”

Agora, em 2019, Pipa realizou um sonho: fotografar em um dos lugares mais bonitos do Brasil e do mundo: a ilha de Fernando de Noronha.

“Fui pela primeira vez em 1999 com minha família; meus pais e irmãs foram mergulhar e eu surfar. Voltei em maio de 2019, vinte anos depois! Sou amante do mar, da natureza e da paz que aquele lugar traz e acabei descobrindo, através da fotografia, pessoas incríveis que também deixaram uma história de vida para trás para se dedicar à ilha”, diz. É exatamente isso o que encontramos em sua primeira exposição Olhares de Noronha, que aconteceu in loco, de 1 de outubro a 6 de novembro, no Memorial Miguel Arraes, e depois no Centro de Engajamento Noronha Plástico Zero até o dia 28 de novembro, quando presenteou os mais de 50 participantes com seus respectivos quadros. “Fui chamado para um projeto que não deu certo, mas minhas fotos já existiam e estavam prontas para o evento que acabou não acontecendo. Passado alguns meses, retomei contato com alguns moradores, quando conheci uma pessoa fantástica, o Arthur Arraes, assessor de gabinete que trabalha na administração da ilhz. Gostou muito das minhas fotos e fez acontecer a primeira exposição da minha vida. Estou até agora sem palavras para descrever esse momento”, emociona-se. Sobre a mensagem que ele quis passar nas imagens, afirma: “Mostrar para as pessoas que, através do meu olhar, consegui retratar algumas das maiores riquezas do local: homens, mulheres, idosos e crianças de sorriso largo, coração gigante e todas com uma coisa em comum: o amor por Noronha. Foi uma verdadeira imersão na vida, cultura e histórias dos habitantes do arquipélago”. Com tudo isso, fica evidente que a fotografia representa algo muito especial em sua vida. “Paixão, alegria, sonhos”, filosofa Pipa que, inclusive, já está fotografando em Noronha para um novo projeto que ainda mantém em segredo, mas promete ser tão especial quanto esse.

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