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Série “O Mecanismo” com Carol Abras e Selton Mello

“A maior dificuldade era chegar do set e ler as notícias”, diz protagonista

POR Melissa Lenz 3 MIN

22 mar

3 Min

Série “O Mecanismo” com Carol Abras e Selton Mello

POR Melissa Lenz

	

Com oito prêmios na estante de Melhor Atriz por suas atuações no cinema (“Alguma Coisa Assim”, “Perto de Qualquer Lugar” e “Se Nada Mais Der Certo”), a atriz paulistana Carol Abras, 30, estrela O Mecanismo, nova série original da Netflix que estreia nesta sexta (23). Ao lado de Selton Mello, ela é uma das obstinadas investigadoras do monstruoso esquema de corrupção no Brasil na trama dirigida por José Padilha (“Narcos”, “Tropa de Elite”) e inspirada na Operação Lava Jato.

Para a atriz, o grande desafio não estava tanto nas gravações. “A maior dificuldade estava do lado de fora, ao chegar do set após ter passado o dia filmando imersa nesse universo de corrupção, de desonestidade, e então sentava para ler uma notícia e tinha a sensação de estar lendo o roteiro da série…”, conta à TOP.

Sua determinada personagem Verena Cardoni, não poderia ter vindo em época melhor: O grande barato foi representar uma liderança feminina em tempos em que o papel da mulher na sociedade é ressignificado, remoldurado, questionado; um momento em que ocorre uma revolução feminista”. Confira a entrevista completa com a protagonista:

TOP – O que as pessoas podem ou não esperar de O Mecanismo?

Carol Abras – As pessoas podem esperar uma ótima série, super atual, sobre obsessão, poder, cobiça, personagens fronteiriços, complexos, demasiado humanos, no melhor estilo José Padilha! E não devem esperar um jogo de adivinhação onde você tenta sacar quem é quem na fila do pão.

TOP – Sua personagem é obcecada em tentar descobrir o sistema de corrupção brasileiro. Onde você buscou referências e inspirações para construí-la? 

Carol Abras – Como a série já nasce inspirada em fatos reais, eu optei por ter mais liberdade de criação, por não me inspirar ou buscar referências reais. A personagem foi toda pautada na intuição, nas minhas próprias sensações e na troca com os outros envolvidos na série.

TOP – Qual foi o grande barato e a maior dificuldade de fazer a Verena?

Carol Abras – O grande barato foi representar uma MULHER que lidera uma das maiores operações anti-corrupção do mundo. E em tempos em que o papel da mulher na sociedade é ressignificado, remoldurado, questionado, um momento em que corre uma revolução feminista, é realmente um grande barato representar uma liderança feminina. A maior dificuldade na realidade estava fora da série, era chegar do set, depois de passar o dia filmando imersa nesse universo da corrupção, da desonestidade e sentar para ler uma notícia e ter a sensação de estar lendo o roteiro da série…

TOP – Como foi a química de trabalhar com Selton Mello?

Carol Abras – Já existia uma inclinação, uma vontade de fazer algo com ele e a hora chegou. É uma troca muito inspiradora, o Selton é um grande artista, tem um olhar preciso e sensível em todos os níveis, um grande diretor e um ator muito profundo. Uma felicidade tê-lo como parceiro nessa jornada.

TOP – Qual seu episódio favorito? Por quê?

Carol Abras – Os últimos episódios são mais voltados ao drama pessoal dos personagens, quando eles estão mais humanizados e passam a olhar para suas próprias questões, para além da investigação. É bem bonita essa curva.

TOP – Desde seus primeiros trabalhos no cinema, TV até agora, lançando uma série em um serviço de streaming, o que percebe que mais mudou para quem trabalha no mercado de entretenimento?

Carol Abras – Desde a minha estreia com o filme “Alguma coisa assim” (2006), de Esmir Filho e Mariana Bastos, até agora, abriu-se um novo portal, onde existe muito mais oportunidade para os profissionais do audiovisual e para os artistas em geral. Novas plataformas, onde existe espaço para as mais diversas temáticas e falas, onde há possibilidade de se exercer novos gêneros, possibilidade de se experimentar mais, produzir mais, aprimorar, expandir nossa indústria. Estamos em constante mutação, o interessante é acompanhar esse movimento.

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