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MEANDROS DA SEGURANÇA

POR Fernando Calmon 5 MIN

24 maio

5 Min

MEANDROS DA SEGURANÇA

POR Fernando Calmon

	

Os brasileiros dão mais importância a alguns recursos de conectividade do que motoristas de alguns outros países,
conforme pesquisa comparativa feita pela operadora Telefônica, na Europa. Um exemplo: 30% dos brasileiros estão
interessados em acessar as mídias sociais em automóveis, contra apenas 9% no Reino Unido. No entanto, conectividade
está intimamente ligada à segurança e esse dois temas levaram a AEA (Associação Brasileira de Engenharia
Automotiva) a organizar um seminário semana passada em São Paulo (SP).
Quando se trata do conceito mais amplo de Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS, na sigla em inglês)
o viés de segurança se impõe. De acordo com a Bright Consulting, há diferentes taxas de aplicação dos sistemas ADAS.
Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC, em inglês) e câmera de ré estão em 40% e 35%, respectivamente, dos
veículos vendidos no Brasil e em 100% dos comercializados nos EUA.
No máximo 2% dos carros novos emplacados aqui vêm com detector de fadiga, assistente de manutenção de faixa e
frenagem autônoma de emergência (AEB, em inglês). Na Europa a taxa de aplicação já supera 50% e os três itens
estarão em 100%, obrigatoriamente, em 2021. As regulamentações no Brasil estão avançando e os cronogramas de
adoção são mais lentos, basicamente pelo custo elevado das diferentes tecnologias e a necessidades de adaptações às
condições de uso bastante severas no Brasil.
Entre os dispositivos citados o AEB reúne maior potencial de aumento da segurança viária por diminuir
atropelamentos (ou a sua severidade) e até 40% das colisões em baixa e média velocidades (contra carros
estacionados, em movimento ou parados, além de obstáculos fixos). Todos são fruto de distração, imprudência,
negligência e algumas vezes de inabilidade ao volante.
Nos debates chamou-se atenção para o desenvolvimento de protocolos que levem em conta como os motoristas
interagem com os sistemas de assistência e percebem as limitações. Os níveis de autonomia veicular variam de 1 a 5 em
função da interatividade. Carros autônomos continuam a avançar, porém o prazo de sua chegada ao mercado ainda
suscita dúvidas. Mesmo o nível 4, que dispensa qualquer atenção ao volante e aos pedais (eliminados no nível 5), ainda
será muito caro para automóveis particulares. Esperam-se, primeiramente, aplicações comerciais, em frotas de uso
intensivo e roteiros específicos.
A STÄRKX Automotive lembrou um ponto importante que, se esquecido, traz sérios problemas. Todos os sensores
ADAS aplicados em espelhos retrovisores, para-brisas, grades, para-choques e outros componentes menos visíveis
precisam ser recalibrados após uma colisão, substituição ou simples remoção para manutenção.
Também se deve considerar que carros elétricos estão suscetíveis a problemas de segurança específicos, quando
enfrentam alagamentos ou sofrem colisões mais severas. Nesse casos, melhor se afastar imediatamente e procurar
socorro especializado. Por esses motivos companhias no exterior estão cobrando muito caro pelo preço do seguro.

ALTA RODA

MINISTRO da Economia, Paulo Guedes, acenou para uma gradual redução das tarifas de importação. Uma curva
progressiva: 1 ponto percentual (pp), no primeiro ano; 2 pp, no segundo; 3 pp, no terceiro; 4 pp, no quarto. No caso de
automóveis significaria o imposto de importação cair dos atuais 35% para 25% ao longo de quatro anos, pela
interpretação da coluna. 25% é tarifa máxima imposta pelos EUA à China, por exemplo. Resta saber se a indústria teria
condições para exportar sem os impostos hoje incidentes.
RENAULT Kwid Outsider segue a fórmula aventureira, porém trilha o caminho de chamar atenção sem exageros. Preço
de R$ 43.990 dentro do razoável. Há uma mudança mecânica estendida a todos os Kwids: freio dianteiro a disco
ventilado, novo servofreio e pistões de pinça maiores. Sensação de toque e progressividade no pedal ficou melhor.
VERSÃO intermediária Comfortline do VW T-Cross – motor turboflex de 1 litro e câmbio automático 6-marchas – tem
boa desenvoltura em cidade e nem tanto em estrada. O modelo de entrada, com câmbio manual, surpreende pela
agilidade em qualquer situação. Espaço interno, ergonomia e comportamento dinâmico superam a média dos
concorrentes.
NISSAN inaugurou na semana passada um Estúdio de Design, em São Paulo (SP), para aproveitar talentos locais no
desenvolvimento de séries especiais e colaborar em projetos no exterior que podem chegar ao Brasil e em outros
mercados. Líder da equipe é o americano de origem vietnamita John Sahs e conta, inicialmente, com seis especialistas
brasileiros.
FERRAMENTA inovadora desenvolvida pelo consórcio digital www.carroparatodos.com.br, em parceria com o Grupo
Disal, ajuda a planejar um possível lance vencedor por meio de simulações estatísticas e um algoritmo específico. Todo
o processo é feito online e permite ao interessado uma flexibilidade na entrega do veículo, sem depender apenas da
sorte.

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