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Lua Crescente

Considerada a primeira influencer do Brasil, MariMoon segue colecionando uma legião de fãs até hoje na internet e na televisão

POR Vivian Monicci 3 MIN

21 maio

3 Min

Lua Crescente

POR Vivian Monicci

	

“Experiência > criação de conteúdo para rede social.” Esse é o mantra do momento da apresentadora e primeira influencer do Brasil, Mariana de Souza Alves Lima, a querida MariMoon — seu nome artístico foi inspirado na Sailor Moon, personagem de anime dos anos 1990. Dona de um carisma cativante e uma energia sem igual, ela conquistou os corações dos brasileiros nas telinhas e também nas redes sociais, sendo pioneira nesse vasto campo conhecido hoje como influenciadores digitais. “Eu comecei a mexer com computadores ainda muito pequena e acompanhei o surgimento de toda essa parte tecnológica, na qual era completamente vidrada e apaixonada. Aprendi a programar com uma amiga e meu pai gostava de me dar câmeras fotográficas que trazia de viagens.” Seu sonho era trabalhar com fotografia ou direção de arte, e por isso tratou de aprender a lidar com o Fotolog, extinta rede social do início dos anos 2000, muito parecida com o Instagram, onde tudo começou. Nos mais vistos da semana, na comunidade de fotologers, só dava MariMoon. “Me sentia bem porque tive uma infância meio complicada, sofri assédio, e isso me deixou muito travada e tímida. Eu não gostava de aparecer em foto, mas chegou uma hora em que não tinha mais quem fotografar além de mim mesma. Foi um exercício de aceitação bem terapêutico, de descobrir a minha beleza, como poderia gostar mais de mim e trabalhar essa imagem.”

Foi bom se descobrir nesse meio, pois foi a partir daí que portas importantes se abriram para ela, especialmente na televisão, quando se tornou ainda mais conhecida pelo público jovem. “Nunca imaginei que trabalharia em TV, até por ser muito tímida. Imagina eu ficar falando na frente de uma câmera? Que loucura! Mas me chamaram para fazer e eu ia falar o quê? Não, MTV, obrigada? Lógico que eu disse sim, não tinha a menor chance de recusar”, relembra seu início como VJ no Scrap MTV, programa em que fazia entrevistas e falava sobre o universo cultural. Mas quem pensa que ela se adaptou logo de cara se engana. “No primeiro ano, quando ouvia a diretora falando no ponto ‘estamos no ar em 3, 2, 1…’, ficava num nervoso, minha mão gelava, não lembrava mais quem eu era nem o que tinha que falar. Pensava: se terminar esse ano e continuar me sentindo assim toda vez que começar o programa, vou morrer do coração em três anos”. Para a nossa felicidade, porém, Mari encarou o desafio e deslanchou. Na emissora, comandou ainda o Acesso MTV, e rapidamente se tornou referência como apresentadora. “Os meus programas eram gostosos de fazer, amava. Tenho saudade, mas, ao mesmo tempo, acho que a vida é feita de fases, e hoje estou muito feliz de ter uma rotina livre e poder viajar.” Ela concilia suas viagens com a apresentação do Canal do Cliente da Sky, programa de curadoria de conteúdo da TV a cabo. “As redes sociais podem morrer a qualquer instante. Eu acho que hoje em dia é mais importante você conseguir fazer a sua marca, ser relevante para as pessoas e pensar em várias formas de atuação. Eu sempre quis ser a MariMoon, e não uma fotologer, por exemplo.” 

Descolada e antenada sobre as últimas novidades da música e internet, Mari era aquela garota que todos queriam copiar — principalmente as madeixas coloridas, sua marca registrada. Mas algumas pessoas relembram de sua fase gótica, logo no início da carreira. “Na época em que me vestia de preto, era uma pessoa triste por dentro, tinha questões de autoestima e amor próprio, que já resolvi. Acho que o seu estilo reflete muito a vibe que você está. Envelhecer, por exemplo, era algo assustador, até que eu entendi que a idade é mais um aglomerado de experiências e sabedorias do que qualquer outra coisa. Muita gente olha para mim hoje e diz que se sente mais tranquila em chegar aos 36 anos.”

Redes sociais: @marimoon  
Fotos: Divulgação
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