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Léo Santana

O cantor Léo Santana contou tudo para TOP em uma entrevista super legal, vem conferir!

POR Penélope Coelho 5 MIN

18 out

5 Min

Léo Santana

POR Penélope Coelho

	
Conhecido como o “Gigante” – não só pelo tamanho, mas,  pelo enorme talento e carisma, Léo Santana é um dos líderes do movimento “Pagode Baiano”. Ficou conhecido por diversas canções e parcerias, mas talvez a mais famosa seja a música “Rebolation” do Parangolé.
Durante uma live no instagram da TOP (@topmagazine, segue lá), ele respondeu às perguntas da redação, dos fãs que mandaram ao vivo e de seu fiel fã- clube, que aliás, fez questão de estar presente. Aos detalhes:
Como é a relação com os seus fãs?
TOP: Ave Maria, é um pouco corrido! Mas eu procuro dar sempre atenção a todos no tempo que eu tenho, e agradeço a presença e o carinho. Na verdade, na rede social é onde a gente tem mais contato. Não dá para responder todo mundo senão rola um ciúmes (risos), mas tento atender o máximo que eu consigo, e fico feliz que a cada show, a cada cidade, o número de fãs vem crescendo muito. É sinal que a galera está curtindo!
Fã-clube: O que você sentiu no primeiro show que fez em São Paulo?
Eu senti um pouco de medo, não sabia como seria recepcionado porque não tinha costume de tocar aqui. Hoje já temos né? Graças a Deus! Mas naquele tempo dava uma insegurança. Foi degrau por degrau, a gente começou tocando em casas menores e, agora, fazemos parte de diversos festivais aqui, e isso mostra o quanto a gente vem crescendo.
Redação: Como se sente estando à frente do movimento “pagode baiano” (também conhecido como swingueira?) 
Que “responsa” né? Bom, se comparado aos demais que estão aí, Harmonia do Samba, Psirico, Tony Salles, eu sou o mais novinho, apesar de ter 30 anos (risos). Eu fico muito feliz por ser hoje um dos mentores do movimento, mas, ao mesmo tempo, é uma responsabilidade muito grande, porque ainda é um gênero que tem muito bloqueio, um certo preconceito. Graças a Deus a gente está quebrando isso, fazemos eventos em que o pagode não entrava, como rodeios. Volto a dizer, é uma honra para mim, me sinto lisonjeado de ser um dos líderes.
Fã-clube: Se você não fosse cantor, o que seria?
Eu seria barbeiro! É uma profissão que eu me amarro, já fazia antes de cantar. Mas de fato seria barbeiro, trabalharia com beleza.
Redação: O que você escuta? O que curte na música? Quais são suas inspirações?
Eu sou muito fã da música americana, do RnB, Hip Hop. A vida inteira, por influência dos meus pais, sempre ouvi músicas desse tipo: Michael Jackson, James Brown, Prince, e acho que herdei isso dele. Claro que eu escuto o meu movimento também,  muito pop internacional e nacional. Mas minha inspiração sempre foi o Michael Jackson. Parece meio estranho pagode da Bahia com essas inspirações, mas quem assiste meu show sabe que eu coloco essas influências de dança e movimento, só que procuro adaptar um pouco. Gosto de Usher, Ne Yo, Justin Timberlake, Justin Bieber, Drake.
Live: Você está namorando ou solteiro?
Estou solteiro.
Live: Quais são suas cidades favoritas para fazer show?
Eita, se eu falar isso vai rolar uma ciumeira (risos). Mas, falando sério, tem cidades que são muito mais fortes. A gente vem numa crescente muito boa, mas o nosso forte é o Norte e o Nordeste.
Redação: No Salvador Fest 2010, você entrou junto com a banda para o Guinness Book, colocando mais de cem mil pessoas para dançar o “Rebolation”. Esse hit faz sucesso até hoje, como lida com o “Rebolation”? Não cansa de cantar?
Eu acho que tudo tem um tempo. Rebolation já tem 10 anos, foi minha primeira composição e a música entrou de última hora. A gravadora queria um cd com 14 faixas e por Deus, Rebolation foi a décima quarta música a entrar no cd. Foi um “pipoco” até demais, porque não existia mais Léo Santana, nem Parangolé era só Rebolation.
Na rua era ”Ô REBOLATION VEM CÁ”. Sabe, eu ficava chateado e dizia “Meu nome é Leo, rapaz” (risos). Enfim, foi isso, fizemos diversas propagandas publicitárias, e foi um divisor de águas para mim, o que me projetou para o Brasil. Precisávamos desse hit.
Live: Já pensou em desistir?
Nunca pensei em desistir, eu desanimava, mas pensava: “Eu sei do meu potencial”. Costumo dizer que Deus me deu duas oportunidades incríveis: no sucesso do rebolation e, agora, na carreira solo. Eu creio que hoje, vivo o meu melhor momento.
Live: Qual música você acha que vai ser hit no carnaval?
A gente sempre tem uma aposta, mas o povo acaba escolhendo outra. Agora estamos lançando “Crush Blogueirinha”, que fala de uma mulher que terminou o namoro e saiu com as amigas, de diversão, e a galera esta se identificando muito. Mas a gente já tem outra música chamada “Solinho da Rabeta”, que colocamos sem pretensão alguma nos shows e está ofuscando a “blogueirinha” (risos). Estamos deixando rolar. Creio que essas músicas vão crescer demais, mas é sempre uma incógnita.  Deixa o povo escolher, porque isso dá certo.
Live: E sobre a ex-noiva, Lore Improta?
Eu e a Lore continuamos amigos, não foi aquele término conturbado com desrespeito. Foi uma coisa conversada entre a gente e resolvemos nos afastar, mas eu torço demais por ela.
Redação: Você se considera um cara vaidoso?
Muito! Dizem que eu sou metrossexual, e não vejo problema nisso. Me depilo, faço unha, corto o cabelo toda semana, por mais que eu não tenha (risos). Gosto de me sentir bem, com um bom creme hidratante. Gasto um absurdo em perfume. (risos).
Redação: Quais são seus perfumes favoritos?
Tem alguns, o Gucci Guilty, o Ange ou Demon da Givenchy, o Paco Rabanne…
Redação: A dança está fortemente atrelada ao seu trabalho. Como isso começou e você descobriu que cantava e dançava?
Antes de cantar, já dançava. Eu e minha irmã ficávamos em frente ao espelho, para no final de semana arrebentar nos paredões do nordeste, fazer a coreografia certinha.
Isso nos meus shows fica bem perceptível. Não fico ofegante, não canso, e consigo conciliar bem. Me amarro, é muito bacana você assistir um show performático, com canto, luz, dança.
Redação: Depois de tanto tempo de carreira, quais são os sonhos que você ainda deseja realizar?
Eu já sou realizado de fato. Comecei muito cedo, hoje minha família já vive super bem, trabalho para dar o melhor para eles. Minha equipe também, e fico muito feliz quando vejo que alguém da minha equipe comprou sua casa, um carro bacana, cada conquista ali eu sinto que faço parte disso. E só de ter chegado aqui… Sou de Subúrbio Ferroviário de Salvador, um lugar bem periférico, uma comunidade de poucas oportunidades, então é  gratificante. Agradeço muito a Deus, aos fãs, e o que vier para mim é lucro.
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