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Jorginho Guinle

A vida de luxo e sedução do playboy

POR Walter de Sousa com exclusividade para a TOP Magazine 4 MIN

19 mar

4 Min

Jorginho Guinle

POR Walter de Sousa com exclusividade para a TOP Magazine

	

Todas as vezes que a imprensa menciona o nome de Jorginho Guinle, imediatamente emenda o adjetivo playboy. Mesmo após sua morte, em 2004, portanto há quinze anos, persiste a mística do homem que “nunca trabalhou” e seduziu boa parte das mais belas mulheres do seu tempo, incluindo os mais desejados mitos hollywoodianos. Em Jorginho Guinle – Só se vive uma vez, dirigido por Otávio Escobar, um docudrama em que Saulo Segreto desempenha o herdeiro milionário, a filha do biografado, Guilhermina Guinle interpreta sua avó homônima e Letícia Spiler faz sua ama alemã marxista, esses aspectos são reforçados. Tanto que há a dramatização de um encontro sensual entre Guinle e nada menos que Marilyn Monroe. Ele a conheceu ainda como Norma Jean Baker, em 1946, antes da fama, tendo a reencontrado quando se separou do jogador de baseball americano Joe DiMaggio, em 1954. Também namorou, ou alimentou a fama de que namorou, as atrizes Anita Ekberg, Veronica Lake, Romy Schneider, Kim Novak, Hedy Lamarr, Susan Hayward, Zsa Zsa Gabor, Rita Hayworth, Lana Turner e Jane Russell. Casou-se quatro vezes, a última aos 64 anos, com Maria Helena Carvalho,  socialite de 19 anos. Como afirma sua filha Guilhermina numa passagem do filme: “Papai nunca pensava em mulher, a não ser quando estava respirando”.

A morte de Guinle foi envolta pela aura de bon vivant que sempre cultivou: após se submeter a uma delicada cirurgia na aorta abdominal, que o enfraqueceu fisicamente, pediu para ser transferido para uma suíte do Hotel Copacabana Palace. Fundado por seu tio em 1929, o endereço foi símbolo do glamour carioca entre os anos 1930 e 1960, período de ouro em que o Rio de Janeiro era a capital do país. Naquela altura, Guinle já estava completamente falido, vivendo da ajuda de amigos. De fato, nos 88 anos que viveu jamais trabalhou, enquanto dilapidava a fortuna da família, adquirida com a administração de portos, em festas, viagens e presentes para as mulheres que seduziu. O filme mostra que pegou num extrato de banco pela primeira vez aos 52 anos, após a morte do pai, quando o dinheiro começou a escassear e Guinle passou a vender o patrimônio familiar.

O playboy que estudou filosofia na França em 1938, viveu em Nova York durante a Segunda Guerra Mundial, adorava jazz e os melhores restaurantes do mundo, dizia ter gasto durante sua vida por volta de R$ 100 milhões. Soma que justifica com folga sua máxima: “Se a vida é mesmo uma viagem, o importante é viajar de primeira classe!”

Jorginho Guinle – Só se vive uma vez

Direção: Otávio Geminiani Escobar

Elenco: Saulo Segreto, Guilhermina Guinle, Letícia Spiler, Daniel Boaventura, Kenya Costta

Distribuidora: Pandora Filmes

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