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09 nov

“Jorge Amado é feminista”

Diz Juliana Paes, protagonista de "Dona Flor e Seus Dois Maridos", que estreia em 23 de novembro nos cinemas. O que mais? Vem ver...

POR Simone Blanes 2 MIN

09 nov

2 Min

“Jorge Amado é feminista”

POR Simone Blanes

	

Com um vestido preto cheio de recortes e uma bela fenda, Juliana Paes aparece radiante para a pré-estreia do longa “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, no Cinemark Iguatemi. Também pudera! Nem bem saiu de um grande sucesso vivendo Bibi Perigosa na novela A Força do Querer, e já emplaca outra personagem de grande repercussão, só que dessa vez no cinema. “Dona Flor não poderia ter vindo em melhor hora. No momento em que estamos falando tanto sobre o empoderamento feminino, os casos de assédio em Hollywood e tudo o que anda acontecendo, ela vem para mostrar que mesmo tendo a história escrita há tanto tempo, continua sendo muito contemporânea”, disse a TOP Magazine sobre a famosa personagem de Jorge Amado. “Sempre fui muito ligada nele. Quando estava na escola, tinha um professor chamado Márcio, de literatura, que eu adorava. E ele me fez ler todos os livros do Jorge Amado. Eu sou filha de militar e sempre fui meio nerd, então desde sempre as obras dele fazem parte do meu universo”, sorri.

E completa: “Gosto de falar que Jorge Amado é um grande feminista porque escreveu um livro em que, no final, a mulher não faz concessões. Ela termina com equilíbrio, o que no final é o que todos queremos. Amor e desejo, razão e emoção. Isso de ‘bela, recatada e do lar´ não existe”. Sobre os casos de assédio em Hollywood, Juliana avisa: “Parece que a mulherada resolveu botar a boca no trombone né? Mesmo as que sofreram abusos há muito tempo, então atenção assediadores, não pensem que o tempo apaga”.

Dirigido por Pedro Vasconcelos. “Dona Flor e Seus Dois Maridos” ainda tem Marcelo Faria e Leandro Hassum, como Vadinho e Dr Teodoro, respectivamente. “Eu peguei uma linha reta na história de Dona Flor e segui. E procurei ser o mais fiel possível ao livro do Jorge Amado. O roteiro, na verdade, é dele. Eu só costurei a história para o filme”, contou o cineasta, que enfatiza. “Não é um remake do filme de 1976. É uma nova releitura do livro”. O diretor ainda falou sobre as cenas de nudez do longa. “Marcelo viveu isso no teatro, ao vivo e em frente ao público”, sorriu. Leandro Hassum, porém, não perdeu a piada. “Na verdade, era para eu ser o Vadinho, mas por um problema de enquadramento em que não cabia por causa do tamanho, resolveram colocar o Marcelo”, gargalhou.

“Dona Flor e seus Dois Maridos” estreia no dia 23 de novembro, em circuito nacional.

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