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15 mar

“Isso é muito Black Mirror”

Este meme bombou em 2016. O que muita gente não sabe, porém, é que o que vimos na série criada por Charlie Brooker está mais perto do que imaginamos

POR Redação 4 MIN

15 mar

4 Min

“Isso é muito Black Mirror”

POR Redação

	

 

 

Se você ainda não assistiu à ótima Black Mirror (Netflix), assista. É uma das melhores e mais inusitadas do massivo mercado de séries disponíveis no streaming atualmente. São quatro curtas temporadas com episódios independentes. Além da tecnologia apresentada, que parece bem distante dos dias de hoje, o que vemos por lá conversa com a nossa realidade, mas em forma de hipérbole. Charlie Brooker curte um exagero, é verdade, mas no episódio Queda Livre, por exemplo, a personagem, interpretada por Bryce Dallas Howard, vive em uma sociedade que é avaliada pelo número de seguidores e de likes. Mas quem segue famosos em redes sociais, por exemplo, já deve ter percebido que o campo de comentários é um enorme calçadão com pedintes mendigando seguidores e curtidas nas fotos. Além do comportamental, outro fato que chama a atenção na série da Netflix é a própria tecnologia. A frase “isso é muito Black Mirror” surgiu daí e virou um meme usado quando vemos coisas muito modernas, mas que podem estar bem mais perto do que imaginamos. Aqui, escolhemos cinco tecnologias “Black Mirror” que já estão disponíveis ou pelo menos em fase de testes.

Robô sexual com pênis biônico e inteligência artificial

Apenas uma palavra: medo. Mas isso já existe, sim. Como no episódio

Volto Logo, em que Martha perde o namorado Ash em um acidente de carro e fica inconsolável até que resolve comprar um androide à imagem e semelhança do amado. A ideia de um robô sexual masculino foi divulgada por Matt McMullen, CEO da Realbotics. Ele acredita que o gadget vai ampliar suas possibilidades no mercado. “É importante que saibam que isso é mais do que um brinquedo sexual. Temos muitas clientes do sexo feminino interessadas em comprar robôs masculinos como companheiros para conversar e interagir”, disse. Na série, é exatamente isso que Martha faz.

Abelhas robôs

Em Odiados pela Nação, uma infestação de abelhas robôs é responsável pela morte de pessoas que foram duramente criticadas nas redes sociais. As versões da vida real não são assassinas, mas foram criadas para resolver um problema ambiental, já que esses insetos estão desaparecendo e correm sério risco de extinção. Pensando nisso, os cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criaram um robô de 3 centímetros para ajudar na polinização e evitar um colapso no meio ambiente. A ideia já existe e é o que vemos hoje nos drones, só mudando o tamanho. Batizado de RoBee, por enquanto, está em fase de melhorias, já que gasta bastante energia em pouco tempo.

Lentes de contato com realidade aumentada

Em Toda a sua História os personagens têm lentes de contato que captam a realidade e a armazenam em uma pequena memória que fica atrás da orelha. Quando querem, consultam, projetam e dividem as imagens. A Samsung registrou uma patente para a produção de lentes com micro câmeras integradas e conexão wi-fi, que seriam controladas a partir do seu smartphone e possibilitariam uma experiência de realidade aumentada online, idêntica à da série. O Google prometeu um chip injetável para os olhos humanos. Testar isso é que vai ser complicado.

Sem lembranças ruins

No episódio Engenharia Reversa, soldados são treinados para caçar pessoas e o fazem sem o menor ressentimento, já que são munidos de uma tecnologia que faz uma lavagem cerebral e eles as veem como baratas. O laboratório do Pentágono americano trabalha há anos com aparelhos de estimulação magnética, que conseguem diminuir ou aumentar as emoções. A ciência acredita que é possível apagar os rastros que o medo deixa, para, assim, as pessoas poderem viver sem estresse, traumas ou fobias.

Monitoramento de pessoas

Uma mãe superprotetora em Arkangel implanta um chip na cabeça da filha para saber tudo o que ela vê e ouve. Cientistas da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, criaram um esboço da visão de voluntários que mede a atividade cerebral em ressonância magnética. Com a tecnologia, num futuro não muito distante, vamos poder até assistir aos sonhos de outras pessoas.

 

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