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25 dez

Ícone das Pistas

O novo tetracampeão mundial, Lewis Hamilton sempre acreditou no seu talento

POR Roberto Marks 3 MIN

25 dez

3 Min

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POR Roberto Marks

	

Olá, eu sou Lewis Hamilton e ganhei o Campeonato Inglês de Kart. Um dia quero correr com seus carros”. Assim o menino de 11 anos de idade se apresentou a Ron Dennis pedindo um autógrafo. A inusitada abordagem do garoto de origem humilde, que havia recém-conquistado o primeiro tí­tulo na categoria Cadete – iniciação no kart -, surpreendeu o sisudo Dennis, personagem dos menos simpáticos e acessí­veis que já circularam na Fórrmula 1. O então chefe da McLaren não só lhe deu o autógrafo como acrescentou: “Ligue-me daqui a nove anos, aí trataremos”.

Lewis começou a correr de kart aos 8 anos, em 1993, incentivado pelo pai Anthony, fã de Emerson Fittipaldi. Ambos admiravam Ayrton Senna. “O Lewis tinha 9 anos quando o Ayrton faleceu. Ficou chocado. Triste, se trancou no quarto e chorou. No dia seguinte, pediu para pintar seu capacete como o de Senna”, lembra Anthony, que sustentou o iní­cio de carreira do filho trabalhando em jornada dupla.

Lewis retribuíu o esforço com muita disciplina e dedicação às corridas e aos estudos. A sequência de tí­tulos no Kart chamou a atenção da imprensa e também de Ron Dennis, que, surpreendentemente, antecipou a promessa e chamou seu pai para propor inédito acordo, quando o garoto tinha apenas 14 anos. O contrato garantiria o apoio à carreira e também aos estudos, além de opção para a Fórmula 1, caso ele confirmasse o talento.

Hamilton não desperdiçou a chance e pôde passar do kart para os carros. Antes, ganhou importante elogio: “É um piloto de qualidade por ter apenas 16 anos. Se continuar assim, com certeza chegará à  Fórrmula 1, disse Michael Schumacher, após a disputa numa prova kart, em 2001. Campeão inglês da Fórmula Renault em 2003, com recorde de 10 vitórias e 11 pole-positions, Lewis mostrava espírito determinado como seu ídolo Senna.

Com o tí­tulo da Fórmula 3 europeia, em 2005, e da GP2, no ano seguinte, ele pôde confirmar a “profecia” feita 12 anos antes e se tornou piloto da McLaren-Mercedes para 2007. Isso acabou criando problemas a Ron Dennis. Na mesma ocasião, a McLaren havia contratado o bicampeão mundial Fernando Alonso. Mas Hamilton logo fez sombra ao espanhol.

No GP de Mônaco, Dennis precisou mandar Lewis diminuir o ritmo quando ele estava dando “calor” em Alonso. O espanhol venceu a corrida, mas os aplausos foram para o segundo colocado. Daí­, enquanto a estrela de Alonso perdia o brilho, a de Hamilton começava a ofuscar os adversários. Por apenas 1 ponto de diferença, ele deixou escapar o tí­tulo no ano de estreia para Kimi Räikkönen. Mas em 2008 foi o campeão, também com diferença de 1 ponto para Felipe Massa.

A crise na McLaren, a partir de então, acabou ofuscando a trajetória de sucesso do piloto inglês, que só retomou o brilho quando foi contratado para a equipe Mercedes AMG Petronas, em 2013. Com equipamento à  altura de seu talento, Hamilton conquistou três tí­tulos mundiais nas últimas cinco temporadas, um vice-campeonato e já soma 62 vitórias em GPs, sendo superado apenas por Michael Schumacher, com 91.

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