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Giro artsy

Uma volta ao mundo só com obras d'OSGEMEOS por aí. Vamos nessa?

POR Flávia Luque 4 MIN

02 ago

4 Min

Giro artsy

POR Flávia Luque

	

Gustavo e Otávio Pandolfo talvez não sejam nomes reconhecidos de imediato, mas é só falar em OSGEMEOS e pronto: dispensam qualquer apresentação. Se hoje o grafite é considerado arte, a ponto de ser exibido na Tate Modern, em Londres, ou no Museu do Louvre, em Paris, é em grande parte por mérito deles. Nascidos no Cambuci, em São Paulo, eles aprenderam cedo a arte de rua.

A linguagem única de seus desenhos – com elementos surreais e figuras supercoloridas – impressiona pela riqueza de detalhes e s expressões que misturam realismo e ficção.
Nos acompanhe por um tour ao redor do mundo pelas obras da dupla:

Los Angeles, nos Estados Unidos. “A ideia era se instalar em Venice Beach para produzir o material de uma exposição”, diz Gustavo. Conhecida como o lar de poetas e artistas da geração beat, é onde as pessoas vão para conversar, se distrair e observar as manifestações artísticas que rolam a todo instante. “Lá a gente encontra grafites por toda a área, que traduzem o espírito underground e urbano da praia”. “O grande barato está em circular e se surpreender com o que vai aparecendo à sua frente. Existe todo tipo de gente: Hare Krishna, turistas, rappers, rastafáris, skatistas, surfistas, hippies”.

Nova York. Por lá, “Midnight Moment”, uma espécie de galeria de arte digital que em 2015 fez a Times Square ser invadida pelos desenhos da dupla. “Foram mais de 700. Fizemos frame a frame”. Segundo Sherry Dobbin, diretor de arte da Times Square, OSGEMEOS estavam na lista de desejos.

Dinamarca. A obra está em Naestved, localizada a uma hora da capital Copenhague. A pequena cidade parece de brinquedo, um prato cheio para os irmãos, que dominaram um prédio residencial com um trabalho inédito: a primeira mulher desenhada por eles, bem em frente à estação de trem da cidade, que deu um incrível contraste com a arquitetura antiga local.

Holanda. O pacato centro em Heerlen abriga o imenso mural a céu aberto assinado pelos irmãos.

República da Belarus. A missão em Minsk? Um desenho gigante e colorido para contrastar com a paisagem conservadora. “Foi atípico. As pessoas passavam e não entendiam o que estávamos fazendo. Paravam, olhavam, comentavam entre elas… Virou um evento”, contou a dupla.

Lituânia. Um lugar especial para eles, que possuem ascendência no país. “Foi um presente descobrir a história de nossos avós. Vamos escrever sobre isso!”, falaram empolgados sobre a ideia para um livro. Mas, antes, um mural em homenagem a eles, que embelezou a cidade e marcou a passagem dos Kanciukaitis – um dos sobrenomes dos irmãos – para sempre.

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