TOP Magazine

Giovanna Lancellotti

Ela é real, positiva, legítima, genuína e tudo de bom que houver nessa vida

POR Simone Blanes 3 MIN

30 jan

3 Min

Giovanna Lancellotti

POR Simone Blanes

	

Giovanna Lancellotti acabou de ganhar mais um roteiro em sua vida… Presente da avó Cidinha, que a cada novela que ela termina, monta uma ou duas pastas com todos os roteiros da neta. No caso, agora, é de Segundo Sol. “Ela monta um livro com todos os meus roteiros. Tenho uma coleção deles”, disse a atriz, capa da TOP Magazine. Mas esse, admite, é especial já que Rochelle foi um divisor de águas em sua carreira. “Ao mesmo tempo que abriu meus olhos para a deficiência, me fez valorizar ainda mais a família. Me fez entender que se acontecer alguma coisa, é quem vai ficar ao seu lado. Ela era fútil, só pensava nas redes sociais, e que claro, são legais, mas me fez ver que toma muito o meu tempo e existem coisas maiores do que isso”. 

Com 7,5 milhões de seguidores no Instagram, porém, ela comemora conseguir chamar a atenção para assuntos como a síndrome de Guillain-Barré, que sua personagem teve na trama global. “Uma amiga, que se formou em medicina, me ligou dizendo que graças à novela, diagnosticaram uma senhora com a síndrome, algo que não estavam conseguindo descobrir. Ou seja, pela minha arte, alertei até uma equipe médica”. Mas garante: tem coisas que nunca vão mudar: “A minha essência. Jamais vou puxar o saco de ninguém para conseguir alguma coisa, nunca passaria por cima de ninguém para me dar bem”. Falando em tirar do sério, Lancelotti assume ter vergonha da violência no Brasil tais como o que ocorreu com o cachorro Manchinha, no Carrefour – “não entendo como uma pessoa pode agir assim” – e os casos de abusos sexuais do médium João de Deus. “Me decepcionei muito com essa história. Soube, por uma amiga, de dois casos antes de estourar. E realmente me desapontou porque eu acreditava nele, respeitava. Eu nunca fui lá, mas eu conheço casos de pessoas que foram curadas. Até acho que ele tem um dom, mas a partir do momento que usa para o mal, vai sumindo. Quando soube, fiquei com o pé atrás, mas agora que são 500 mulheres, é uma coisa de assustar. Abusou da fé das pessoas que já estão frágeis”, diz Giovanna, que é espírita. E completa, se fosse com ela, reagiria: “da mesma forma que já reagi. (Giovanna sofreu assédio aos 14 anos, quando um homem sentou ao seu lado em um ónibus e se masturbou). Gritei, liguei para a minha mãe e o cara foi expulso do ônibus. Mas acho que sou privilegiada porque sempre tive informação, diálogo aberto com a minha família, fui instruída e por isso consegui reagir. O que ela diria para essas mulheres? “Que eu sei que é difícil, que paralisa, então não guarde isso, conte ao menos para uma pessoa. Não deixe te corroer, não sonhe com isso, não deixe te matar. É uma coisa tão nojenta, imagina guardar e viver sozinha com isso. O principal: tenha consciência de que a culpa não é sua.”

Confira a matéria completa na edição 237 da TOP Magazine, e, abaixo, o nosso vídeo super especial com a Gi Lancellotti

Foto: Mauricio Nahas
Vídeo: Jonathan Carvalho

  • COMPARTILHE
VOLTAR AO TOPO