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Fernanda Feitosa

Formada em Direito, com mestrado lá fora e fazendo carreira em um grande banco, ela preferiu mudar e se dedicar ao mercado da arte, criando um evento que é uma obra-prima

POR Otávio Rodrigues 5 MIN

28 jan

5 Min

Fernanda Feitosa

POR Otávio Rodrigues

	

Fernanda Feitosa diz que tinha o Direito como projeto de vida. “Era o que eu queria, mesmo”, vai contando. Depois de se formar pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (também conhecida como Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), tida como a melhor do Brasil nessa área, fez mestrado em Direito Internacional na Universidade de Boston, nos Estados Unidos. Então casou, teve filhos e seguiu trabalhando na promissora esfera de banking law, assessorando brasileiros com papéis no exterior, além de empresas de tecnologia e startups. Mas sua história ganhou outros matizes em 2000, com a mudança da família para Buenos Aires, na Argentina. “Voltei quatro anos depois. E mudei de profissão.”

Não seria improvável que a guinada tivesse trazido de volta a atleta dos anos 1980, recordista brasileira e sul-americana nos 200 e 400 metros no nado medley. O caminho escolhido por Fernanda, contudo, ainda precisava ser aberto: uma feira de arte em São Paulo. Ela percebeu a demanda pela profissionalização desse mercado no país, a necessidade de mais acesso ao conhecimento e de formação de um público especializado. Pensou então em congregar artistas, galeristas, curadores, merchands, críticos e demais agentes desse universo, misturando nomes nacionais e internacionais. E teria de ser um evento que também atraísse professores, estudantes e, claro, novos colecionadores. “Eu tinha um business plan. Nada de começar em um lugar e ir para outro, ou ter de mudar a data a cada ano. Queria criar uma identidade de local e de agenda. Porque para ser internacional, tem de acontecer sempre na mesma data, além de caber no calendário das grandes feiras de arte – que somam mais de duzentas, todo ano.” Foi com essa ideia na cabeça e uma maquete nas mãos que ela chegou ao Pavilhão da Bienal, onde um ano depois estrearia a SP-Arte – hoje consagrada aqui e lá fora e citada entre as mais importantes do gênero. Rumo a sua 16a edição em abril de 2020, a SP-Arte cresceu tanto que nem feira é mais. “Agora é um festival. Desde 2017, a gente vem ocupando a cidade em parceria com galerias e ateliês.”

Matéria completa e mais fotos está disponível na edição 246 Paloma Bernardi da TOP Magazine.

FOTO: GUSTAVO LACERDA

BELEZA: ELISEU SANTANA

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