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25 abr

Duro na Queda

É possível driblar a calvície sem recorrer a cirurgias. Veja os tratamentos disponíveis antes de perder seus cabelos

POR Redação 5 MIN

25 abr

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Duro na Queda

POR Redação

	

 

 

 

A falta de cabelo tem incomodado cada vez mais os homens e aceitar a doença (sim, uma doença e tem tratamento) não está nos planos de muitos. A calvície não escolhe classe social, idade ou etnia. Basta ter uma cabelereira para se instalar e lá está ela, deixando todos preocupados e com a autoestima abalada. Pesquisas mostram que o problema deve atingir cerca de 70% dos homens e 40% das mulheres.

Recentemente, o príncipe Harry foi alvo dos tabloides ingleses porque sua noiva, a atriz Megan Markle, pediu que ele fizesse transplante de cabelo para o casamento que acontece em maio. Segundo o The Mirror, o membro da realeza britânica vai submeter-se a um transplante capilar, que terá o custo de 50 mil libras, cerca de 57 mil euros. “Ele é um príncipe moderno e quer parecer jovem o máximo de tempo possível”, revelou uma fonte do Daily Star. “A Meghan ajudou a convencê-lo porque conhecia dezenas de amigos homens em Hollywood que tinham passado por esses tratamentos”, acrescentou.

O problema também atinge seu irmão, o príncipe William. Mas este já desistiu e foi visto recentemente com os cabelos raspados. Essa, aliás, é uma das principais saídas para quem sofre de alopecia androgenética, a famosa calvície, que é considerada uma doença tratável, se diagnosticada desde o início.

Hoje em dia, os jovens já procuram o dermatologista aos 21 anos, quando começam a ter a primeira queda de cabelo. Segundo o dr. Amilton Macedo, os procedimentos podem ser iniciados em qualquer estágio da calvície, mas se o paciente procurar ajuda cerca de dez anos antes do processo de queda, o resultado será melhor ainda. “Os tratamentos já existem. Os primeiros são com injeção no couro cabeludo, que é a intradermoterapia. Existem dois tipos de laser que podem ser feitos também:  laser fracionado que provoca uma inflamação no couro cabeludo e faz com que produza mais fios e o laser led que aumenta a quantidade de células do bulbo e faz crescer mais cabelo também”.

Além das injeções e dos lasers, também existe a possibilidade do tratamento via oral à base de fenasterida e minoxedil, que são componentes que reduzem a expressão genética da doença.

Mas a dica de ouro do Dr. Amilton Macedo é ficar ligado mesmo no timing da calvície. “Se parentes próximos da sua família como pais e tios têm queda e seu cabelo começa a diminuir, procure um médico o quanto antes para iniciar um tratamento”, explica.

E quem quer começar a tratar desde já, dr? “Existem shampoos no mercado que melhoram muito a composição do cabelo e são à base de vitaminas. Como tem uma ação muito pequena sobre o couro cabeludo, porque o contato é muito rápido, é bom deixá-lo agir com água em torno de 15 minutos e depois enxaguar. Porque assim tem mais contato e consequentemente mais ação”, explica.

Existem também as loções que são usadas depois do shampoo e ficam no couro cabeludo. Para o dr. Amilton, essas loções, normalmente à base de minoxedil, são mais eficazes. A grande vantagem deste componente é que diminui a expressão genética da doença então faz com que conserve mais cabelo. “Esses tratamentos visam fazer o engrossamento do fio que o paciente tem, isso dá a sensação de cabelo mais cheio e se ainda tem bulbo, faz nascer mais cabelo”, completa o médico.

Porém, se o seu prazo já foi e nenhum tratamento vai fazer com que nasça sequer um fio, ainda tem opção para você. O dr. Leandro Ribeiro, cirurgião plástico, explica que há diferença entre transplante e implante capilar. “O transplante é uma técnica que retira fios naturais e saudáveis de uma região da cabeça para colocação na parte calva. Já o implante usa fios sintéticos e é um procedimento pouco utilizado”, diz. Ou seja, qualquer pessoa pode fazer a cirurgia, desde que tenha área doadora suficiente. Ele garante que o resultado é super natural, porque além de serem usados fios verdadeiros, são utilizadas técnicas que ninguém vai notar que as novas madeixas não são exatamente suas.

É possível implantar fios longos, porém ele alerta que existe a possibilidade de os cabelos caírem. A boa notícia é que três meses depois os fios voltam a crescer e é possível realizar quantos transplantes forem necessários. “É preciso aguardar de 10 a 12 meses para que o couro cabeludo volte a ter a elasticidade necessária para a retirada de mais fios. Mas o ideal é esperar entre um e dois anos após a primeira cirurgia para avaliar completamente os resultados e decidir se um novo transplante deverá ser realizado”, explica.

Passado o tempo de cicatrização e adaptação, é permitido fazer esportes, tintura ou qualquer outro procedimento químico.

Se mesmo com todas essas alternativas você ainda escolheu ser careca, fique sabendo que uma pesquisa conduzida por Albert E. Mannes, especialista em Psicologia Social da Universidade da Pensilvânia (EUA), mostrou que homens totalmente carecas são percebidos como mais dominantes, másculos, viris, confiantes, altos e fortes do que realmente são. Por outro lado, revelou também que homens calvos ou com cabelo apenas nas laterais da cabeça são percebidos como “mais fracos e menos atraentes”.

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