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Delia Fischer

A TOP bateu um papo com a cantora e compositora Delia Fischer, sobre novo álbum, turnê e muito mais. Vem saber!

POR Penélope Coelho 5 MIN

13 ago

5 Min

Delia Fischer

POR Penélope Coelho

	

Compositora, cantora, arranjadora e carioca, Delia Fischer iniciou sua carreira nos anos 1980 como pianista, sendo uma das poucas, ou, muitas vezes até a única mulher nesta posição. Aos poucos também migrou para a direção musical, e nos últimos dez anos assinou uma série de musicais importantes como: Elis, Chacrinha, Rock In Rio. “Eu diria que eu comecei tocando e migrei para direção musical e de uns dois anos para cá venho me dedicando muito a minha carreira, é uma virada”. Conta. Seu mais recente trabalho é o disco “Tempo Mínimo”, com um repertório quase 100% autoral e diversas parcerias, como a de Ed Motta. Délia está prestes a iniciar o show do disco no Rio de Janeiro, nos dias 22 e 23 de agosto, no Festival Levada. Vem conferir essa entrevista:

 

TOP: Fala um pouquinho sobre esse disco “Tempo Mínimo”
Délia:
É o meu trabalho mais recente, meu sexto álbum de carreira. É um disco com 90% de músicas de minha autoria, eu só regravei uma faixa que é uma música do Marcos Valle, com participação dele. São músicas em que eu fiz as letras e tenho alguns outros poucos parceiros em outras faixas.  E  nesse disco em cada duas faixas tem um produtor musical diferente.

TOP: O que te inspira para compor?
Délia:
As coisas que no momento mais me interessam falar a respeito, ou, que de uma maneira súbita me tomaram de emoção para que aquilo se torne uma canção. Normalmente algo muito importante que aconteceu e eu sinto necessidade de registrar.

TOP: Como foi essa passada pela Europa com a turnê do disco “Tempo Mínimo”?
Délia:
Eu acabei de fazer Portugal e Alemanha, antes também tinha passado pela Itália. Foi muito legal. Quando fazemos o show em outras línguas, especialmente Alemanha e Itália, dá uma necessidade de explicar cada faixa, contar a história. E em Portugal é muito interessante, a conexão é muito imediata, e isso foi muito bacana. Eu sinto que tem uma curiosidade muito grande do público europeu, a música brasileira é muito potente no exterior, começou com Chico, Gil, Caetano, esses artistas fizeram um caminho muito impactante, isso gera uma curiosidade pela música brasileira.

TOP: E no Brasil …
Délia:  
Vamos estrear no Rio, dia 22 e 23 de agosto no Festival Levada. É o primeiro show do lançamento oficial do disco com todas as faixas e o cd físico, muita gente ainda gosta.

TOP: Como estão as preparações para o show?
Délia:
A banda é uma coisa interessante, formada pelo meu filho e marido. eu percebi há uns dois anos atrás que era possível resumir, mesmo que o disco tenha diversas participações. Por ter duas pessoas aqui perto de mim tão multi-instrumentistas, que eu poderia fazer esse show somente com os dois. Foi um grande desafio, mas super funcionou. O show já está muito pronto e vai chegar bem maduro no Rio de Janeiro, isso é muito bom para a gente.

TOP: E vai passar por outras cidades?
Délia:
Depois tem São Paulo e a possibilidade de Brasília para este ano.

TOP: Para finalizar, o que esse disco representa para você?
Délia:
Ele é um marco, no sentido de que tem um pouco de tudo que eu ouvi ao longo da minha vida, todas as principais influências que eu tive. A leitura que eu quero trazer é de uma MPB mais contemporânea. Ele tem a sonoridade que eu queria trazer para essa linguagem, e isso foi muito bem cuidado, eu procurei muitos produtores para trazer sonoridades diferentes. Eu conheço direção musical, arranjo e produção, mas, gostaria muito de ter outro olhar. Não queria fazer isso sozinha, queria que as pessoas trouxessem novas influencias para a minha música, o que é muito mais enriquecedor.

 

Foto: divulgação

Site: http://www.festivallevada.com.br/

 

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