TOP Magazine

01 out

Debora Secco

há 30 anos, uma menina de apenas 8 anos chamava a atenção antes de ser reconhecida como uma das mais talentosas atrizes de seu tempo. Era Deborah Secco que, nesta entrevista a TOP, revisita seus erros, acertos e revela novos planos

POR Melissa Lenz 7 MIN

01 out

7 Min

Debora Secco

POR Melissa Lenz

	

Há 14 anos, Nazaré Tedesco, a maior e mais temida vilã da TV brasileira, surgia na novela Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva. É ela a fonte de inspiração para Deborah Secco na criação de sua atual personagem Karola, em Segundo Sol, que lembra a lenda vivida por Renata Sorrah em 2004 — e, em algum momento de sua vida, já era vislumbrada pela atriz, que sempre soube: um dia faria uma vilã que movimentaria o horário nobre da Rede Globo.

Vamos ainda mais longe, 30 anos atrás, quando ela tinha apenas 8 anos e fazia comerciais, ou aos anos 90, quando já brilhava na série Confissões de Adolescente: “Eu me lembro muito, mas muito mesmo, de Deborah nessa época. Eu a achava uma atriz incrível! Uma menina, e já chamava atenção. Porque é difícil criança atuar jovenzinha e depois se tornar uma atriz de verdade. Impressionante como ela já tinha uma certa maturidade, humor… Um sabor que você já antevia que seria uma artista”, comenta hoje Renata Sorrah, 71, que em 1988 dava vida a outro mito, Heleninha Roitman, em Vale Tudo (leia na página 62).

Nessa linha, se fizermos um #TBT de nossa entrevista publicada em 2014 na edição 190 de TOP Magazine, vemos que Deborah é realmente assim. Em uma mesa de restaurante em São Paulo, também avistava seu futuro: “Ainda não encontrei o cara certo. Mas quando eu olhar, vou saber… Terei filhos com essa pessoa, serei feliz e plantarei o meu ‘pra sempre’” (releia na íntegra no site topmagazine.com.br). Quatro anos depois, estamos reunidas de novo, desta vez em seu apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Só que agora em “família”, com o marido (e príncipe) Hugo Moura, 26, e a pequena sagitariana Maria Flor, 2. Um pouco antes do jantar — e da novela —, olhamos para trás… E para a frente! Com vocês, a Senhora do Destino Deborah Secco.

Há quatro anos você falava em encontrar a sua alma gêmea e ter filhos. Estava muito certa disso… Deborah Secco – Sim, foi um pouquinho antes de eu encontrar o Hugo (Moura). Busquei isso a minha vida inteira, mas ali estava, no meu deadline… Bem nova, já fazia planos: quando engravidar, o que ser quando crescer… E minha mãe dizia que eu tinha que ser uma mulher independente, ter dinheiro, não podia ter filhos cedo ou depender de homem…. Mas eu pensava: vou me casar com uns 35, ter um filho com a vida estabilizada, será uma menina, sagitariana (como ela), chamada Maria. Aí fiz a festa dos 35, não sei se você lembra, eu até te convidei…

Sim, eu me lembro (estávamos em fechamento na TOP Magazine. Snif!) E foi um festão! Eu cantei, chamei videokê, o Mc Marcinho para tocar… Foi incrível. Só que, no final, tive uma crise ao voltar para casa: “Cara, deu tudo errado, né? Planejei uma vida de sonhos na minha cabeça e não consegui”. Estava com 35 anos em um relacionamento todo “cagado”. Até conseguir sair disso, encontrar alguém, ter certeza de que é a pessoa certa, engravidar… Errei feio no timing. Dediquei minha vida a fazer homens felizes. Me desgastei muito para agradar os outros, sabe? Eu era quase uma gueixa. Mas dei um basta: “Chega, não quero mais! Quero ser eu e encontrar alguém que me aceite e goste de mim”.

Você conheceu o Hugo pelo Instagram…
Lembro de estar em casa chorando, brigando no telefone com um ex. Desliguei, me ajoelhei e rezei: “Meu Deus do céu, se fiz algo na vida para merecer alguém ou algo bom que o Senhor queira me dar, bota uma seta amarela na pessoa, porque não estou entendendo suas mensagens!” Tomei meu banho e deitei na cama tarde, e não sou disso. Quando peguei o celular, abri o Instagram, a primeira foto que aparecia naquela aba “Explorar” era de quatro homens. E, do nada, uma seta na minha cabeça apontava para Hugo, assim (demonstra apontando com a mão). Eram todos bonitos, pareciam iguais, não dava para ver direito. Entrei em seu perfil e comecei a procurar quem ele seguia, qual seria o nosso link para ter aparecido na minha timeline. Até que vi uma foto da Fernanda (Leone), minha personal na época, e do Rafa Lund (personal dancer). Na manhã seguinte, fui malhar às 6h e falei: “Fernanda, meu assunto é com você!” Ela, que gosta de meninas, quase morreu: “Pronto, me escolheu!” (risadas)
Perguntei: “Quem é o meu marido? Qual é o nome dele, do pai dos meus filhos?” Ela: “Quem?” Mostrei no celular: “Ah, o Hugo! Pô, se bem que você tem tudo a ver com ele! Os dois cantam desafinado, pensam mais nos outros do que em si mesmos. Vivem no mundo não real, um tom acima, bem loucos…”

Como fez para chamar a atenção dele no aplicativo? O Rafa me disse para curtir todas as fotos: “Ele vai te ver”. Fiz isso e fui trabalhar. À noite, Hugo me mandou um direct: “Oi, tudo bem? Que coincidência, eu e a Fê falamos de você no final de semana”. Aí escrevi, dando em cima: “Você vai ser meu marido, o pai dos meus filhos”.
A conversa foi para o WhatsApp: “Onde é que você tá?”; “Tô em casa”, respondi. Ele: “Você mora sozinha?”; “Moro”. “Posso ir aí?” Falei: “Olha, eu durmo cedo. Mas como você será meu marido e pai dos meus filhos, abrirei uma exceção…” Mais tarde o Hugo entrou por essa porta e a gente nunca mais se separou. Tivemos um sexo que combina, um beijo, uma conversa… Na primeira noite, vi que era um cara diferente. Parecia vir de outro planeta, de tanta sensibilidade, sabe? Chega a ser bobo de tão bom.

O que rolou depois da primeira noite de sexo? Fui com ele até o ponto de táxi e disse: “Não me darei ao direito de errar com você”. Comecei a relação com essa cabeça: não vou fazer o que sempre fiz. Não fingirei ser o que não sou. Aí contei quem eu era e tudo o que já tinha feito, assim ele poderia escolher se queria ou não. Contava: “Fui apaixonada por esse cara, ele devastou a minha vida”. Ele também: “Pô, essa mulher, fiquei louco por ela. Quase joguei tudo para o alto!” E o que mais me atraía é que a cada coisa difícil que eu falava, mais ele parecia gostar de mim, da minha verdade. Me deu forças para me abrir totalmente. Foi a primeira vez que alguém me amou como eu sou, e é bom você saber que o outro confia em você.

Como o Hugo reagiu diante da polêmica nas redes quando afirmou ter traído seus ex? E você não teve receio de se expor? Para a gente, é um assunto natural. Ele já sabia. Mas é triste, porque essa história trouxe à tona o quanto algumas mulheres são machistas. Ofender, chamar de vagabunda, quando estamos num momento em que precisamos nos unir? Eu fui criada de forma machista, e hoje luto para pensar de um jeito mais real. É um exercício diário. Quando dei a declaração, não falei com orgulho. Se alguém se ferrou na vida traindo, fui eu. Sofri demais. Não traía por trair, mas para terminar um relacionamento. Não conseguia me desvincular daquela pessoa, porque eram relações abusivas, que me dominavam. E acabava que eu só trocava de dominador, até a hora em que falei “chega”, e o Hugo apareceu… Expor sua verdade é doloroso, humilhante, você sabe que é errado aquilo que fez. Mas não mereço ser julgada por isso. Sei que é importante uma pessoa pública se colocar, mas não quero ser moldada, e sim ser de verdade. Eu exponho a minha vida, mas não levanto bandeira, não digo que sou feminista, porque não tenho esse discurso perfeito. Todos erramos, e ainda temos muito o que conquistar.

Você também me contou que com a Bruna Surfistinha (2011) aprendeu a não se julgar ou se culpar. Em que posição sua primeira vilã (Karola, de Segundo Sol) te coloca na vida? (Pensativa). Ela me ensina algo importante, que é o quanto o rancor e a mágoa podem transformar alguém em uma pessoa ruim. Acredito que ela tinha tudo para ser boa, vejo isso pelo amor que tem pelo filho… Mas ela deve ter sido muito julgada, e foi guardando dores que viraram ódio. Me dá um alerta: a gente transforma pessoas em vilões, na infância, na adolescência. Sem querer, para ser o engraçado da turma, magoamos com palavras: sua bolota, seu narigudo, seu espinhudo, sua feia, negro, sapatão… E isso que projetamos nos outros pode fazer com que virem seres que depois matam e cultivam a violência. As pessoas estão sem afeto. Fora a falta de possibilidades que temos no Brasil. Karola é um resultado disso. Vivemos em um país de extrema desigualdade, isso me incomoda muito. Não adianta falar que são maus, que merecem morrer. Quem merece morrer é quem não deu alimento, educação. Temos muito dinheiro de imposto aí, dava para fazer essa gente feliz. Sei porque pago uma fortuna que poderia salvar muitas crianças. A Karola me ensinou isso. É fácil falar: ah, eu a odeio. Ela é má, escrota. É? Quem fez isso dela? Tem gente que diz: é escolha, porque tem muitas pessoas na favela que não viram bandidos. Conseguir fazer algo da vida sem estudo, sem saúde, sem educação, sem nada, não é escolha, é milagre.

Hugo, o que passou por sua cabeça quando viu Deborah Secco atrás de você no Instagram? Hugo – Eu achei que ela era louca! (risadas) Deve ser uma mulher maluca para fazer isso… Faz todo dia! Deborah – Ele achou que eu trazia um homem por dia aqui em casa. H – E falava em casar…

Você não botou fé? H – Não, pensei que nunca mais iria vê-la. D – Ele tirou até foto minha! H – Pensei “nunca mais vou ver”. Aí, no outro dia, a gente se encontrou de novo, e de novo…. Uma amiga falou: “Bicho, acho que ela não está mais para brincadeira. Aos 35, uma mulher já sabe o que quer. E com a carreira que ela tem… Deve estar querendo dar uma sossegada”. E eu: “Porra, deve ser”.
D – Todos falavam: “O que um menino de 20 e poucos anos vai querer com você, Deborah?” (Hugo é 12 anos mais novo). Ele tinha me dito que tinha 27, mas tinha 23! (risadas)

Você ficou inseguro? H – Lógico! Mas sempre fomos claros… Vi que ela não tinha nada a ver com a celebridade. D – Contei de cara tudo o que tinha feito. Sentei e fui falando… Agora as pessoas vão ou não gostar de mim como sou. O que vier será lucro! O ruim já passou.

Já tinha namorado mulheres mais velhas? Qual foi a reação da sua mãe? H – Sim, sempre. Vinha de uma relação à distância e achava que nunca mais iria querer namorar. Minha mãe dizia que não queria nem saber, porque toda vez que eu apresentava, ela se apegava e… Quando contei da Deborah, ela falou: “Não quero conhecer!”

Como vocês se imaginam daqui a 10 anosVemos Maria morando aqui, com 16, 17 anos, e nós, viajando pelo mundo… Nunca fiz porque sempre trabalhei, desde os 8 anos.
E depois que a Maria se formar, quero ter um sitiozinho em Itacaré com praia, mato.

Por quais destinos pretendem começar a viajar? Depois da novela, vamos para a África do Sul, Maldivas… Nossa ideia é juntar dinheiro para daqui a 15 anos, quando a Maria tiver 17, podermos viver bem de renda e viajar sem precisar nos preocupar.

Você fez seu primeiro milhão quando posou para a Playboy, não foi? Na primeira vez (agosto de 1999, quando atuava em Suave Veneno), acho que na minha mão não chegaram nem 600 mil, de tanto imposto! (risos) Mas deu para comprar casa para a família toda. Na segunda (agosto de 2002), faturei mais de 1 milhão. Só que 20% é do empresário, 25% é do imposto e acabou, né? Acho que todo meu patrimônio estável veio desses ensaios. O resto acaba que a gente ganha e gasta, né? (risos).

E se Maria Flor também decidisse posar nua no futuro, tudo bem? Vou ensiná-la a ser como fui. Ela pode fazer o que quiser, desde que não magoe ninguém. Ensinarei que não existe certo e errado, mas feliz e triste: “Feliz magoando, não pode. Feliz sem magoar, pode tudo!” A vida é dela, se quiser fazer o movimento dos peitos de fora, pode. Se se descobrir trans daqui a um tempo, ok. Estou aqui para amar o que ela me trouxer, e não para decidir por ela. (A pequena Maria Flor nos interrompe pedindo pão de queijo e os brigadeiros sobre a mesa…)

Como encara seus 30 anos de carreira, com personagens que deixaram tantas marcas no público? Ah, são 30 anos de muitas conquistas. E elas deixaram marcas em mim também! Adoro pegar frases soltas delas e colocar na novela. Hoje gravei chamando a Rosa de Judas, igual a Íris fazia… Se alguém entender, entendeu.

E se fôssemos fazer um meme de seus papéis? Quem renderia mais? A Darlene, e a coisinha de pegar no brinco… A Íris, e as histórias do Judas e de dançar de calcinha na frente do espelho… Natalie também renderia muitos memes! (risos)

Quem são as novas atrizes que imagina reinterpretando os seus papéis? Adoraria ver a Letícia Colin, gênia, muito talentosa, fazer a Íris. Ela faria bem a Darlene também… Maria Casadevall também é uma atriz incrível, linda, cheia de personalidade. Ela, eu vejo fazendo a Tatu, de Vira-lata (1996), lembra? A Marina (Ruy Barbosa) é uma menina muito talentosa, uma atriz que eu adoro. Alguém que certamente faria muito bem aquela cena da Íris dançando no espelho.

Com quem ainda sonha contracenar um dia? Eu acho que ainda vou trabalhar com todo mundo. Mas tem duas grandes atrizes com quem nunca contracenei, Marília Pêra (morta em 2015) e Renata Sorrah, eu adoraria! Acho que a Karola é muito baseada na Nazaré…

O que é amor para você, Deborah, um ser tão amado por tanta gente? É quando o outro está em você… Não importa o que faça ou onde esteja, as pessoas que amo estão comigo, aqui dentro. Meu pensamento passa todo por elas. Acho que isso é amor. Um filho tem muito isso, né? A gente só aprende esse amor de mãe quando vira uma.

E como é ser tão admirada desde seus 8 anos?

Difícil. O mundo tenta me fazer acreditar que sou especial. Onde vou as pessoas querem me tratar melhor, me dar coisas, e isso tem tudo para te fazer surtar. Se acreditar nisso serei uma pessoa péssima, porque lutamos para sermos iguais. Claro que fico feliz, mas acho bobo. Não sou merecedora desse endeusamento. De 15 para 17 anos, talvez, eu tenha acreditado um pouco nisso. Mas aí vi o quanto me fazia mal. Não sou especial, não mereço passar na frente… Sou só mais uma pessoinha.

De que forma você tenta passar essa consciência para sua filha?
É uma loucura isso. A primeira decisão difícil que tivemos que tomar é se iríamos expor a Maria ou não. E o que me fez botar as fotos dela na rede foi tentar tratá-la como uma criança normal. Começar sua vida já fazendo diferente das outras, era tudo que eu não queria. Porque ela sempre teria que ser tirada das fotos da escola e das festinhas de aniversário? Não, a Maria não. Aqui em casa, vai aprender que é igual a todo mundo. Merecemos admiração, precisamos de amor, sentimos dor, angústias, somos carentes… A gente não é o que a gente tem. Somos o que sentimos, o que fazemos pelo próximo. É fazê-la entender a necessidade do não julgamento, da igualdade, do respeito… Isso é complicado de praticar nos dias de hoje.
Quem você reconhece mais na Maria Flor hoje, o Hugo ou você? Agora estou achando o rosto dela parecido com o do Hugo. Mas, quando dorme, consigo me enxergar, porque a pose é igual a minha. E o jeito dela é todo meu. Ela brinca do que eu brincava, fica no espelho fingindo apresentar programas, se vendo, se amando, respondendo às perguntas do Raul Gil, que ela ama. Às vezes, me dá até um nervoso! (risos) Eu fazia isso! Espero que ela se ame para sempre! Se a gente se amasse, não teríamos metade dos problemas que temos.
Você teve uma infância feliz trabalhando desde pequena? Fui muito feliz e não me arrependo de nada. Eu amava o que fazia, sempre foi uma diversão. Eu queria muito aquilo, então que bom que meus pais deixaram, foram atrás! Adorava ir para o estúdio, ver aquelas pessoas, saber que estava gravando… Ter contracheque com o meu nome, ticket refeição e plano de saúde.
Nossa, Deborah, 30 anos de carreira é muita coisa! Daqui a mais 30, vai estar atuando ainda? Se Deus quiser. Morando em Itacaré, numa fazenda… Fazendo um filme, uma novela ou outra… Com um apartamento aqui no Rio, só de base.
Você vai terminar de gravar a novela em novembro, mês do seu aniversário (ela é de sagitário com ascendente em câncer e lua em peixes). E depois? Depois de um trabalho intenso como esse, quero conseguir uns três, quatro meses para viver em família. Tudo que eu não pude fazer nesses 10 meses, que estive ausente. É equilibrar! Pretendo viajar com Hugo e Maria, depois só eu e ele, pela primeira vez. Também queremos morar um tempinho fora. Esses são meus sonhos de plenitude e alegria.

Da dança na frente do espelho
“Dos papéis mais marcantes, lembro de um pelo qual eu era muito apaixonada quando garota: a Íris, de Laços de Família. Ela tinha um caso com um homem mais velho e teve uma cena que me marcou muito: ela dançando em frente ao espelho sozinha no quarto, livremente. Eu achava Deborah muito livre, uma personalidade forte, e tinha uma música que eu amava, Man! I Feel Like A Woman, da Shania Twain, que era trilha da personagem. Amava quando ela andava a cavalo, ficava fascinada! Fora Confissões de Adolescente e, claro, outros trabalhos que vieram depois e eu, mais amadurecida, entendi com outros olhos, como o filme Boa Sorte (2015), que é lindo, e vários outros papéis, mas esse me marcou muito afetivamente. Depois, conheci a Deborah e foi uma coisa assim espontânea, despretensiosa. Ela tem um riso fácil, um olhar meio apaixonado, não sei… Acho isso lindo e, de certa forma, ela me encanta muito também! É uma mulher bastante encantadora. Ainda não contracenamos juntas, mas acho que o talento da Deborah tem muito a ver com ela preservar uma ligação profunda, muito íntima, com a criança que mora dentro dela ­— e não ter medo disso. É muito bonito de se ver.” Maria Casadevall

De uma amiga do Projac
“A personagem dela que mais me marcou foi a Íris (Laços de Família, 2000). Eu era pequena, e ela era indomável, forte, me identificava muito. É uma atriz que coloca o coração em qualquer cena, muito corajosa. Tem uma intensidade comovente. E Deborah é muito presente. Nas cenas ela está ali, aposta todas as fichas, e isso é lindo de ver, de dividir, de contracenar. É dedicada, profissional, sabe tudo sobre a personagem dela, sobre o personagem da gente. Dedicação e disciplina louváveis, inspiradoras. Ela entrega a vida para as personagens, para as novelas, para contar histórias, e eu sou mais que fã, aprendo em muitos níveis. Uma pessoa que amo e com quem estou fortalecendo os laços de amizade. A gente já se conhecia, mas agora, convivendo todos os dias (nas gravações de Segundo Sol), é maravilhoso, porque ela tem uma energia, um alto-astral que nada abala. Deborah vai trabalhar feliz, tem alegria de fazer as cenas, de estar lá trabalhando. Ela é tudo de bom, tem muitas qualidades, é profissional, amiga, devota do trabalho e da arte. Uma grande pessoa, com quem tenho o maior orgulho de estar criando e aprofundando mais uma amizade.”
Letícia Colin

De alguém que ela inspira
“Deborah tem uma entrega que é única, intensa, diferenciada mesmo. Acho que a nossa conexão e minha admiração se dá especialmente nesse sentido. É uma atriz forte, determinada e com uma luz indecifrável. Fora das câmeras, é uma mulher doce e tem sempre algo bom e positivo pra te dizer. Nesse meio doido e vaidoso em que vivemos, ela se mostra evoluída, generosa, e sempre disposta a ajudar aqueles que estão no começo da estrada. Obrigada por ser uma fonte de inspiração, Deborah! E por todas as palavras bonitas que você já me disse no caminho. Com amor…” Marina Ruy Barbosa

Da Senhora do Destino
“Tem uma novela minha reprisando, de 30 anos atrás, Vale Tudo (quem não lembra de Heleninha Roitman?). Veja que coisa louca: eu me lembro muito, mas muito mesmo, da Deborah daquela época, ainda no seu começo em Confissões de Adolescente (TV Cultura). Eu era casada com Euclydes Marinho, um dos autores que escreviam a série, e minha filha, Mariana, era pequena, pré-adolescente apaixonada pela série. Então tudo de Confissões era muito próximo a mim. Eu achava a Deborah uma atriz incrível! Uma menina, e já chamava atenção. Porque é difícil criança atuar jovenzinha e depois se tornar uma atriz de verdade. Impressionante como ela já tinha uma certa maturidade, humor… Um sabor que você já antevia que seria uma artista. E foi o que aconteceu. Deborah é uma atriz que me interessa muito, porque ela faz ruído. E as pessoas que provocam isso, de maneira geral, despertam meu interesse. A maneira dela fazer as coisas, de representar, sua atitude diante da vida… É muito corajosa. E isso é primoroso, precioso! O que também é lindo nela é que faz muito bem e imprime uma opinião em todos os personagens. Isso é importante para uma atriz. E, para mim, isso faz dela uma grande atriz. E é uma pessoa adorável, né? Deborah é amável!”

Fotos:  Gustavo Zylbersztajn
Styling: Manu Carvalho
Beleza: Markito Costa

Veja as Fotos

  • COMPARTILHE
VOLTAR AO TOPO