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Compañía Antonio Gades

Grupo apresenta a inédita coreografia “Fuenteovejuna” e o consagrado espetáculo “Carmen”

POR Penélope Coelho 4 MIN

02 abr

4 Min

Compañía Antonio Gades

POR Penélope Coelho

	

A Temporada Dell’Arte de Dança 2019 leva para São Paulo a turnê da Compañía Antonio Gades. A trupe, considerada ainda hoje o principal ícone da dança espanhola e principal representante da dança flamenca no mundo, apresenta o espetáculo Carmen e a inédita coreografia Fuenteovejuna, no Teatro Bradesco. Os balés serão apresentados às 21h nos seguintes dias: Fuenteovejuna, hoje dia 2 de abril; e Carmen, dias 3 e 4.

O espetáculo Carmen, é inspirado obra do romancista francês Prosper Merimée, o balé Carmen foi a primeira obra cênica da mítica colaboração de Antonio Gades com o cineasta Carlos Saura. A dupla partiu da intensa música criada por Bizet para sua ópera homônima e a contrapôs à sensualidade, paixão, amor e rivalidade reverberados no mais autêntico flamenco.

Já o Fuenteovejuna, é a versão teatral criada por Gades sobre a obra homônima do dramaturgo espanhol Lope de Vega. O núcleo da história gira em torno da luta solidária de um povo contra a tirania de um cacique, símbolo do despotismo e dos privilégios inamovíveis das classes dominantes.

A TOP conversou com Eugenia Eiriz, viúva de Antonio Gades, lenda da dança, é uma figura das mais importantes na dança e no teatro europeu do século 20.
Ela nos contou um pouco sobre a expectativa das apresentações em solo brasileiro e muito mais, vem conferir!

 

TOP- Quais são as suas expectativas para a estreia do “Fuenteovejuna” nos palcos brasileiros?

Eugenia: Gades Fuenteovejuna é uma homenagem ao povo, aos oprimidos, aos humildes, àqueles que foram esquecidos em um mundo que orgulha e recompensa o egoísmo. Esse tipo de mensagem deve ser lembrado.
O mundo não pode ir mais longe se pensarmos que tantas pessoas que vivem na pobreza estão bem. A história do povo de Fuenteovejuna aconteceu na Espanha sob o Reino dos Reis Católicos, cem anos depois inspirou Lope de Vega a escrevê-lo para o teatro e quase 400 anos depois que Gades fez um balé de sua história de solidariedade. Isso trará emoção, mas também fará você pensar.

TOP- O que o público pode esperar dos espetáculos?
Eugenia:  
A dança flamenca em seu melhor, mas também pura emoção. Gades costumava dizer, que todos tinham o direito de dançar no palco, não apenas o magro, alto e bonito. Ele queria que sua empresa representasse “as pessoas” que eram os principais personagens de seus balés. Eu acho que essas duas premissas lembram nossas performances. O público se sente muito próximo do que está acontecendo em cena. É uma experiência única diferente de todas as outras.

TOP- A Companhia pretende estender os shows para outras cidades brasileiras?
Eugenia:  
Não nesta ocasião, mas estamos trabalhando para que isso aconteça em breve. O Brasil sempre foi muito importante em nossa carreira. A atual diretora artística da empresa, Stella Arauzo, dançou seu primeiro “Carmen” com Antonio Gades no Rio de Janeiro.

TOP-  Qual é o seu conselho para aqueles que estão interessados em dança espanhola e querem seguir essa carreira?
Eugenia:  
Primeiramente devo agradecer a todos eles. A dança espanhola representa meu povo, meu país, nossa história que é uma história cheia de encontros com outras culturas. O povo brasileiro tem uma percepção única de música e dança que só pode enriquecer a dança espanhola.

Serviço –

Teatro Bradesco  (Rua Palestra Itália, 500 – Bourbon Shopping São Paulo  – Perdizes)
Fuenteovejuna: Terça-feira, 02 de abril, às 21h
Carmen: Quarta-feira e quinta-feira, 03 e 04 de abril, às 21h

Fotos: Javier del Real

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