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Coco Bambu Bahia

Ao restaurante chega-se como quem volta leve para uma casa de praia. Saiba como foi nossa experiência TOP...

POR Mônica Arouca*, de Salvador, especial para TOP Magazine 3 MIN

22 jan

3 Min

Coco Bambu Bahia

POR Mônica Arouca*, de Salvador, especial para TOP Magazine

	

Contam que o coco, fruto da Ásia, atravessou oceanos até alcançar a ilha de Cabo Verde, no Atlântico. De lá, apenas meio século depois da chegada dos portugueses, alcançou o litoral do Nordeste brasileiro, e fez dele o seu melhor cenário, além de rima para bem-viver. Para quem navegou tanto, familiarizar-se com os frutos do mar foi essencial para traduzir experiência em sabor. Assim, 450 anos mais tarde, em 2001, para a sorte nossa, o casal Afrânio e Daniela Barreira, de Fortaleza, Ceará, conseguiu transferir a longa travessia para os pratos do Coco Bambu, primeiro restaurante que deu origem à série: replicou-se em Salvador (2005). O sucesso em Salvador incentivou novas travessias:  de Porto Alegre (2016) a Manaus (2017), a lojas recentemente inauguradas em São Paulo (anote aí, desde o ano passado: Iguatemi Alphaville, SP Market Place e Santo André).

Nossa experiência TOP com Coco Bambu aconteceu semana passada, em Salvador, Bahia.  Ao restaurante, chega-se como quem volta leve para uma casa de praia. Com impecável decoração, o ambiente deixa ainda mais simpático o bairro de Pituba e incentiva desvendar os mistérios marítimos e as minúcias de sua cozinha. A tilápia, peixe de água doce, é combinada com ingredientes mediterrâneos, por exemplo.

A entrada de polvo com azeite e tomates secos (R$ 123) é uma das várias delícias do cardápio competentemente assinado pelo chef executiva Daniela Bezerra e sugerido pelo João, garçom que conhece muito bem cada prato e abre um sorriso largo de mestre-sala, para  recomendar uma das maravilhas da casa: vá de Rede de Pescador: mix de frutos do mar grelhados (R$ 206, para duas pessoas). Imagine: lagosta ao lado de camarão, lula e peixe, parceiros de composições antológicas, entregam-se à harmonia ao prato. Sim, há outras versões de peixes e camarão. Este último adquire uma em versão solo, sob o nome de Camarão Internacional (recordista de pedidos da casa) e está sempre bem afinado com arroz cremoso feito com ervilhas e presunto, enredados num molho branco levíssimo.

 Há ainda pratos vegetarianos, veganos e fit. Verdade seja dita: não se sai do Coco Bambu sem contentamento. Como uma orquestra e afinada, a equipe rege o trânsito de 40 mil clientes por mês e consegue agradar a todo mundo; até a criançada tem lugar especial de entretenimento.

Ah, a carta de vinhos. Prepare-se para uma divina dúvida: a casa oferece mais de mil garrafas, 150 rótulos (e tem previsão para chegar a 200), e, de quebra, tem rótulos exclusivos como um espumante criado pela Casa Valduga (RS); um vinho tinto e outro branco elaborado pela Vinícola Luiz Duarte, da região portuguesa do Alentejo. No que toca às cervejas, a parceria com a WÄLS, de Minas Gerais, como todas as outras garrafas, também o nome do restaurante. Elas e a pimenta Coco Bambu; não deixe de levar uma para casa porque você vai sentir falta no dia seguinte.

Para fechar a travessia, a doce recompensa. Sim, ele, o coco. Vestido em quitutes, seja em cocadas moles ou ao forno, é a grande atração da casa. Há espaço para outras aventuras: tortas, sorvetes, petit gateau e a tradicional Cartola, sobremesa nordestina com banana frita, queijo quente, açúcar e canela.

Saiba que há dias em que a casa premia o dia dos clientes com mimos ao alcance de todos: escolha um dia da semana e veja o que lhe oferecem: degustação de espumantes, “rolha free”, jazz com vinho (taça, 65 reais). Baco teria inveja; a gente sai feliz que só. E volta, claro.

Serviço:

Coco Bambu Bahia

Av. Prof. Magalhães Neto, 1273 – Pituba, Salvador – BA, 41810-011

Tel.: (71) 3359-9000

Almoço

Segunda a Quinta – 11h30 às 15h

Sexta a Domingo – 11h30 às 17h

Happy-Hour

Segunda a domingo – 17h às 20h

Jantar

Segunda a Quarta – 20h às 24h

Quinta a sábado – 20h à 1h

Domingo – 20h às 24h

*Mônica Arouca (@monica.arouca) é jornalista e sócia-proprietária do grupo educacional Intertexto (@escolaintertexto)

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