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Cidadã do Mundo

Advogada de formação e viajante de coração, Didi Krepinsky é de alma livre. Na estrada desde muito pequena, ela sabe viajar — e como contar... Já sobre ela, Deixa que TOP conta!

POR Simone Blanes 5 MIN

15 jan

5 Min

Cidadã do Mundo

POR Simone Blanes

	

Divertida, dinâmica, diferente. Todas essas palavras que começam com a sílaba “di”, tal qual seu nome Diana — ou simplesmente Didi —, têm tudo a ver com sua personalidade: uma pessoa livre, que gosta de explorar tudo o que não é óbvio aos viajantes em busca de turismo. Sim, ela adora viajar. Até aí, quem não gosta, não é? Mas existe diferença em quem aprecia e quem sabe viajar. É aí que Didi Krepinsky vira destaque e, não à toa, tornou-se uma influencer, não só para os mais de 87 mil seguidores do Instagram, mas para muitos que a transformam em uma conselheira quando o assunto são destinos. “Minha primeira viagem internacional foi aos 9 dias. Meus pais viajaram comigo e com a minha irmã Alexa, mas não era aquilo de ‘se conhece Paris, conhece a França’, sabe? A gente fazia um tour por todas as cidadezinhas do país. Aí sim, conhecemos. Sem contar os piqueniques, as road trips”, explica Didi, filha de Cynthia Rodrigues, fundadora da operadora de viagens Interep. “Meu pai trabalhava com aviação. Era diretor da American Airlines no Brasil e América Latina”, conta ela, que na adolescência morou na França e na Itália, onde aprendeu francês e italiano, fora o inglês, que é fluente. Mas ser “viajante” não era bem o plano de Didi. Pelo menos não como profissão. Tanto que se formou em direito pela FAAP e hoje toca a área jurídica e de marketing da empresa da mãe. “Na verdade, eu queria direito criminal, atuar contra crimes de colarinho branco. Meu TCC foi sobre lavagem de dinheiro, olha que visionária”, sorri. “Meu pai foi contra. Tentei direito tributário, direito internacional em Paris, mas não era para mim. Até que consegui um estágio na ONU, em Nova York. Trabalhei com direito internacional e desarmamento, na Missão Brasileira, mas não puderam me contratar. Até tentei porque eu nasci nos Estados Unidos, mas era um trabalho com tempo limitado e não rolou.” De novo no Brasil, Didi voltou à estaca zero, e a mãe a convidou para trabalhar na Interep. “Comecei no departamento financeiro e, aos poucos, fui ganhando espaço.” Durante esse tempo, porém, uma coisa ela nunca parou de fazer: viajar. Com os pais ou sozinha, ela sempre deu um jeito de, ao menos três vezes por ano, se jogar em novas experiências pelo globo. “Antes da viagem, eu pesquiso e faço meu roteiro de tudo que quero conhecer. Monto a minha agenda e consigo cumprir, viu? Sou organizada e não perco tempo.” Dessa paixão nasceu o blog didikrepinsky.com, com as melhores dicas de aonde ir, comer, ficar, comprar e se divertir em diversos lugares do Brasil e do mundo. “Sentia falta de um site que reunisse tudo de bom em um lugar só.” Virou um sucesso, já que lá ela relata vivências reais e com uma riqueza de detalhes que vai desde como é estar em praias paradisíacas — suas preferidas — até momentos inesquecíveis como a viagem ao Japão, que durou 21 dias com direito a um jantar exclusivo com uma gueixa, passando ainda pelo monte de coisinhas que compra por aí. “Adoro cacarecos, bichinhos. Tenho coleção de óculos de sol, chapéus, máscaras de rosto, e não posso ver bolsas pequeninas e diferentes. Tenho várias, uma do drácula, outra que parece um livro, e uma em formato de Marlboro. Meus pais dão risada das coisas que trago para casa”, diverte-se Didi, que ainda dá conselhos backstage, do tipo: o que não pode faltar na mala? “Camisetas básicas, de cores neutras e lisas; calças jeans e preta; um short jeans; um blazer e uma jaqueta de couro. Ah, e tênis. Sou a rainha do All Star.” Escorpiana, faltam dedos para contar sobre incidentes, como quando foi atingida por um esqui em Courchevel — “levei 12 pontos, parecia o Frankenstein” — ou o que não faria como degustar alguns pratos exóticos. “Não como nem salada, imagina insetos.” Próximos passos? “Quero ir para as Filipinas e Hong Kong. E tenho um projeto de integrar o blog à empresa, de forma que vire um negócio.” Enquanto isso, Didi quer mais é continuar viajando e levando suas boas energias, seja pelo blog, pelas redes sociais ou por ela mesma, que, se tiver oportunidade de sentar e conversar vai perceber: é totalmente good vibes, tal como suas andanças pelo mundo.

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