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Campeão em Todos os Campos

Exemplo de foco e determinação, marcelo camargo leva muito a sério suas paixões. Não à toa, sua estrela brilha em qualquer polo

POR Simone Blanes 5 MIN

30 out

5 Min

Campeão em Todos os Campos

POR Simone Blanes

	

“Eu respiro polo e sou absolutamente apaixonado por cavalos.” Essa é a frase que atualmente melhor define a vida do jovem Marcelo Camargo, ou simplesmente Tchelo, de 23 anos. Filho mais velho do empresário Marcelo Camargo, da Combitrans Amazônia — companhia de logística e transporte multimodal que atua na bacia amazônica — e de Josimara Ribeiro de Mendonça, uma das sócias do Grupo Colorado, um dos maiores grupos econômicos do setor agroindustrial no país, ele já sabe o que vem pela frente, e deseja, sim, no futuro, cuidar das empresas da família. Tanto que saiu de sua cidade natal, Orlândia, no interior de São Paulo, e veio para a capital paulista cursar administração de empresas na FAAP. “Estou no final e não vejo a hora de terminar para ter mais tempo”, diz ele que, embora já se envolva nos negócios dos dois lados — mais na empresa do pai, onde participa da maioria das reuniões e já dá seus pitacos — ele quer, na verdade, mais horas livres para se dedicar à sua grande paixão: o polo. “Desde que me conheço por gente estou em cima de um cavalo”, sorri Tchelo, que hoje treina todas as quartas-feiras e fins de semana no Helvetia, em Indaiatuba, bairro referência em estrutura para esse esporte, que, embora seja considerado um dos mais imponentes do planeta, não tem mais tanta visibilidade no Brasil. “Eu jogo em categorias profissionais, levo a sério, treino bastante, mas aqui é muito difícil. Falta incentivo, patrocínio e até mesmo público para o Polo. Na Argentina, Inglaterra ou nos Estados Unidos é outro esquema”, desabafa o atleta, que já jogou com Rico Mansur, com um príncipe da Malásia e até com Adolfo Cambiaso, um dos maiores nomes do polo mundial, ídolo e hoje amigo de Marcelo. Mesmo com as dificuldades, porém, nem passa pela cabeça dele desistir do esporte ou mudar de modalidade. “Eu amo polo, sou fanático! E doido por cavalos. A adrenalina é surreal, é uma coisa agressiva e rápida que faz parte de mim.” Marcelo começou a competir aos 10 anos de idade e hoje cria cavalos no Brasil e na Argentina, inclusive a égua Dolfina Purita, sua favorita, a quem ele se refere carinhosamente como “uma máquina”. “Já me quebrei inteiro, pratiquei todos os esportes que possa imaginar, mas nada é como o polo.” O amor é tanto que ele não descarta fazer uma pós-graduação em Londres e, assim, conseguir conciliar. “Meu sonho é disputar a Copa da Rainha, na Inglaterra. Já pensou? Receber um troféu das mãos dela?” Se depender da determinação e da capacidade de negociação que demonstra ter para alcançar seus objetivos, é bem capaz que nem seja algo tão distante. “Na empresa da minha mãe é o que mais gosto: a parte de negociar com as  companhias que distribuem nossos produtos na Europa e Ásia. Mas ainda estou aprendendo. Também participo dos eventos promovidos pela Organização do Terceiro Setor”, diz, referindo-se ao IORM — Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça, que já atendeu mais de 9 mil crianças, adolescentes e jovens desde sua fundação por Josimara, diretora de responsabilidade social do Grupo Colorado. “Sei que toda essa história será comigo. Meu irmão Felipe é artista, canta, toca piano, é uma figura. E minha irmã Mariana é muito nova e mora fora. Mas, além das empresas e do polo, também quero empreender. Já estou começando uma startup ao lado de um sócio”, sorri, fazendo mistério. Enquanto isso tudo não acontece, porém, Marcelo continua se dedicando ao polo e, nas horas vagas, a outros dois assuntos que também ama: a arte — “gosto de todos os tipos, em especial a contemporânea, que coleciono há três anos” — e os carros. “Claro que não se compara aos cavalos (risos), mas adoro velocidade. Gosto dos esportivos da Mercedes-Benz”, revela o rapaz, que sempre que pode dá o ar da graça em autódromos para conferir corridas de Fórmula 1. “Mas só para assistir mesmo. Meu pai até tentou me fazer correr de kart, mas não teve jeito. Meu negócio é, sempre foi e sempre será o polo.”

Fotos: Angelo Pastorello

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