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12 dez

Cadeira do PIB

Veja como Luciano Alves, expert em barbas e cabelos do Studio W Iguatemi, faz de seu espaço no salão um refúgio para grandes empresários e celebridades brasileiras

POR Melissa Lenz 3 MIN

12 dez

3 Min

Cadeira do PIB

POR Melissa Lenz

	

Acima do fervido andar térreo do Studio W, no Iguatemi São Paulo, existe uma sala de espera mais intimista, onde homens distintos de várias idades aguardam para se sentar na cadeira de Luciano Alves. Entre rostos anônimos e celebridades como Neymar, Rodrigo Santoro e Tony Ramos, ou grandes empresários como Claudio Galeazzi, Nizan Guanaes, Olavo Setúbal Junior, Alexandre Afrange e Família Jereissati, o cabeleireiro de voz mansa e afetação zero atende com sua afiada equipe uma média de 400 clientes por mês. A maioria, em busca de um simples corte – que pode custar de R$ 267 até mil reais –, ou da redução dos cabelos brancos e da plástica dos fios.
Para se especializar no setor de beleza masculina, Luciano não esperou pelo recente boom das barbearias que, segundo ele, “são muito mecânicas e têm o mesmo layout e atendimento”. Nem pelo resultado dos estudos da Euromonitor International, empresa de pesquisa que revelou que o mercado brasileiro de cuidados pessoais para homens dobrou nos últimos cinco anos, e deve continuar crescendo 7,1% ao ano até 2019, quando o Brasil deve se tornar o maior do mundo no segmento – hoje é os Estados Unidos – e movimentar US$ 6,7 bilhões em vendas.
Filho de cabeleireira da zona sul de São Paulo, o paulistano praticamente cresceu dentro de um salão. Saía da escola e ia direto para lá. “Não tive Lego, tive tesouras para brincar”, relembra hoje, aos 40 anos – casado há 15 e com um filho de 7. Enquanto a mãe atendia as mulheres que usavam bobs e secadores de pé, aos 16 ele começou a fazer os cabelos de seus filhos e maridos. “Era como se eu estivesse no meio de amigos com quem eu conversava sobre assuntos que eu dominava: esportes e cotidiano masculino”. Ganhava mais dinheiro cortando cabelos de sábado e domingo do que trabalhando como office-boy nos dias de semana.
A ficha caiu numa balada. “Para onde eu olhava via pessoas de quem eu cortava o cabelo. Aí me dei conta do quanto a minha profissão poderia tocar a autoestima, o ego e o bem-estar delas. Percebi o tamanho da minha potência e até onde eu poderia chegar”, diz. Com a moda dos salões femininos, Luciano decidiu se especializar no mercado masculino, mas ser um cara diferenciado no ramo. Depois de fazer cursos fora do país e passar por outros salões, há dez anos apostou todas as suas fichas no Studio W, de Wanderley Nunes. “Ele é um visionário que me abriu as portas, acreditou no sucesso do meu trabalho”, diz.
Seja um banqueiro, médico, engenheiro, psicólogo, empresário ou artista, qualquer um que se sente em sua cadeira para fazer barba, cabelo ou bigode, acaba também envolvido em uma experiência. “Hoje o homem moderno não vem só buscar um bom corte de cabelo. Está muito mais preocupado com seu bem-estar e autoestima”. O visual impecável é o creme de la creme. “Eles estão exercendo cargos de topo muito mais cedo que antigamente. Ao mesmo tempo que são jovens, não querem abrir mão de ter um corte bacana, que passe uma responsabilidade e não um visual despojado demais. Mas ao mesmo, não desejam uma coisa de muita formalidade. É essa leitura correta que entrego só de olhar para o cliente”.
Seu maior diferencial, em suas palavras, é ser oportuno: saber o que, como e quando falar. E quando calar, principalmente. Com tanta coisa acontecendo no país, Luciano acredita que sua cadeira precisa dar alguns momentos de paz aos seus clientes. “Esses 30 minutos têm que ser uma escapadinha para relaxarem, terem uma boa conversa e, acima de tudo, um bom corte de cabelo que vai fazer alguém falar: ‘poxa que bacana teu cabelo, quem cortou?’. Ou ainda melhor: ‘olha, foi o Luciano!?’ (risos). Isso faz toda a diferença!

Serviço: Studio W Iguatemi
Shopping Iguatemi São Paulo
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232 – 9º andar – Jardim Paulistano, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3094-2640

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