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06 fev

Caçador de Emoções

Jogador de polo, empresário e modelo, Roberto Villa Real só tem 23 anos. Mas se parar para escutar suas experiências e teorias, não tem como não concordar: é, sem dúvida, um boy magia...

POR Simone Blanes 2 MIN

06 fev

2 Min

Caçador de Emoções

POR Simone Blanes

	

 

Intensidade. Essa é a palavra que define Roberto Villa Real. Um rapaz de 23 anos, que impressiona pelos pensamentos diferentes e a quantidade de experiências vividas. Em especial quando se trata de sua maior paixão: o polo. “É meu esporte número 1, em que eu cresci e me eduquei”, diz. Começou cedo, aos 10 anos, e foi amor à primeira cavalgada. “Desde que me entendo por gente estou em cima de um cavalo. Me encontrei no polo, que tem velocidade e competição. Logo de cara, achei emocionante.” Tanto que, dois anos depois, o garoto já estava na Argentina para jogar entre os melhores do mundo. “Estão mil anos à frente. Participei de um campeonato convidado pelo Rodrigo Andrade, e depois no Ellerstina, o time de Facundo Pieres, meu maior ídolo. Só de vestir a camisa dos caras fiquei muito feliz!”, lembra ele, que venceu o torneio. Veio então o convite para disputar a Copa da Rainha, na Inglatrerra, feito pelo próprio Facundo. “Quando ele me elogiou, foi o momento da minha vida. Ali senti que tinha alcançado tudo que queria no polo.” Mesmo assim, Roberto não foi. “Já tinha decidido parar.” Mas não largar. Até hoje compete, mas ressalta: não vive disso. “No Brasil não compensa, porque tudo que se ganha é para sustentar os cavalos e o próprio esporte”, comenta Villa Real, que atualmente comanda uma empresa de captação de recursos para projetos relacionados à infraestrutura e capital privado. O polo é puro prazer. Assim como a carreira de modelo. “Gosto de fazer editoriais de moda e comerciais”, diz ele, que já foi sondado para uma novela da Globo. “Me chamaram para Império (2014), mas eu não fui. O custo era alto só para fazer uma graça, sabe?”

Correr atrás da fama não é a dele. Prefere viver a seu modo, com o que lhe dê prazer. “Sou feliz com pequenas coisas. Prefiro mergulhar, pintar quadros, escrever poesias do que ir a festas e ouvir músicas que não fazem sentido para mim só porque os outros curtem. Não consigo entender o sertanejo e o funk, por exemplo”, pontua ele, fã de rock’n’roll, flamenco, tango e música clássica. “Sei que sou diferente.” Dono de uma personalidade forte e intensa – é escorpiano, com ascendente em gêmeos – costuma elaborar suas próprias teorias sobre Deus e a existência humana. “O sentido de tudo é a busca pela evolução. Por isso me cobro tanto. Concluí que Deus é um subconsciente coletivo, e nós, fragmentos dele.” Intuitivo, experimentou rituais xamânicos e gosta de se expressar por meio da escrita como os poemas a uma garota que o acompanha em sonhos. “É a mulher da minha vida.” Essa aura mística também se manifesta, de certa forma, em sua aparência física. Vez ou outra é “confundido” com Jesus Cristo. “Um dia, andava com o meu cachorro no parque, vestido com uma calça e bata bem larga. Falava com amigos, quando juntou várias pessoas para ouvir. Só faltou aparecer um cara com uma pedra para eu redigir os dez mandamentos”, gargalha. Para quem vê Roberto, com suas longas madeixas e olhos azuis claros, não é difícil remeter à imagem do filho de Deus. “Cabelo grande cria responsabilidades. Teve outra vez que comprei água, leite e granola para moradores de rua e escutei: será que era Jesus? Se fosse ator, só me dariam esse papel. Ou do Tarzan, né?”, brinca. De sorriso fácil e humor sagaz, Roberto se autointitula um caçador de emoções. Da sua idade, só o gosto pela velocidade com sua moto Harley-Davidson e os esportes que pratica – além do polo, ele surfa, joga futebol americano, pesca com arpão e pratica musculação e natação na academia. Viagens também são bem-vindas… Mas nisso mantém seu lado distinto. “Prefiro lugares que me propõem experiências diferentes como Bali e Glastonbury, cidade das bruxas do Reino Unido.” Na real, o fato é que Roberto é fora da curva. Falando em uma linguagem mais, digamos, coloquial, ele é um verdadeiro “boy magia”, no sentido mais literal da expressão.

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