TOP Magazine

22 dez

Bruna Marquezine

A menina que desde os 8 anos cresceu diante da fama revela, aos 22 anos, quem ela é por trás das câmeras

POR Redação 1 MIN

22 dez

1 Min

Bruna Marquezine

POR Redação

	

Bruna Marquezine. Não tem quem escute esse nome e não lembre da menininha linda das novelas ou do mulherão que se transformou. De qualquer forma, ela encanta… Desde sempre! Não à  toa, está prestes a virar uma princesa na próxima novela da Globo, Deus Salve o Rei. Trata-se de uma vilã. Mas não tem problema: Bruna é e sempre será da alta realeza da dramaturgia brasileira.

Você começou muito cedo na TV e fez sucesso como Salete, de Mulheres Apaixonadas (2003). O que a Bruna de hoje diria para aquela menina? Apesar de ser nova, já vivi tantas coisas na minha carreira, e sempre de forma tão intensa… Eu diria: você atravessará momentos incríveis e outros nem tanto. (Risos.) Às vezes poderá ser bem difí­cil e, talvez, pense em desistir. Mas esse é o seu sonho, viva intensamente, porque só passará por isso uma única vez. E, na balança, as coisas positivas disparam na frente. Ah, e respire. Precisará ter os pés no chão e manter o foco. Um dia, será muito grata por ter sido escolhida por sua profissão tão cedo e ela ter te possibilitado evoluir tanto e ter convivido com pessoas geniais desde o iní­cio da sua vida. Isso vai te transformar de um jeito bom. Não é fácil crescer diante dos olhos e dos julgamentos de outras pessoas. Vai sofrer bastante, mas isso irá te fortalecer e te transformar numa pessoa que ter orgulho de ser.

 

O público te viu crescer literalmente diante da fama. E as pessoas fantasiam uma vida de glamour. Ter passado pela infância e adolescência em frente às câmeras foi difí­cil? Na infância eu acho que foi bem tranquilo, porque o trabalho era uma grande diversão para mim. Sempre gostei de atuar, então era uma brincadeira gostosa e que me deixava feliz. Adolescência é uma fase complicada (risos) para todo mundo. E é difícil ter que lidar com esse processo de amadurecimento com tanta exposição da sua vida. As pessoas passam a fazer cobranças e julgamentos que antes não existiam. Não entendi o porquê de as pessoas quererem saber sobre coisas que julgo tão particulares. Entendia menos ainda quando inventavam notícias a meu respeito. Nesse momento cheguei a me questionar se queria continuar. Mas fui em frente porque aprendi que não podia deixar de seguir o meu caminho por fatores externos que fugiam do meu controle. Hoje compreendo tudo o que passei e aprendi a lidar com tudo isso, de uma forma que considero a melhor e mais equilibrada para mim.

 

Vivemos num mundo em que as pessoas estão cada vez mais julgando o próximo. Você acredita que o público ou uma parcela dele tem uma visão equivocada de quem é a Bruna? Hoje, de verdade, não me preocupo mais com o que os outros pensam a meu respeito. Lidamos diariamente com crí­ticas, julgamentos… Se eu parar para pensar nisso não vivo mais! (Risos.) Tenho uma vida como qualquer outra pessoa, só que escolhi uma profissão que me expõe. Levo em consideração a opinião de quem me conhece: meus amigos e minha famí­lia, que convivem comigo diariamente. Percebi que sou responsável pelo que digo e faço, e não pelo que os outros entendem. Quando mais nova, eu me preocupava demais em ser um bom exemplo.

Isso me fazia buscar uma perfeição impossível de alcançar. Me cobrava demais. Hoje entendo que as pessoas não precisam de mais exemplos de vidas ideais e bonitas. Compreendo que, como uma pessoa que tem uma voz que é ouvida por muitos, tenho que usá-la da forma mais verdadeira, genuí­na, para de fato ajudar. Já temos muita gente perfeita. Não tenho que ser exemplo da perfeição, mas da verdade. Tenho que dividir experiências que já vivi e ajudar dessa forma, sendo sincera.

 

Quem é você por trás das câmeras? Como gostaria de ser reconhecida pelas pessoas?

Uma pessoa em uma busca cada vez maior de autoconhecimento. Não gosto de ser rotulada e estou à  procura de evolução, como acho que todo mundo deveria estar. Gosto de mudar de ideia quando necessário. Aprendo todo dia a levar a vida com mais leveza, guiada pelo que acredito e pela minha fé. Tento não me cobrar tanto também. Tenho 22 anos, uma vida pela frente de erros e acertos. E isso é bom. Eu gostaria que as pessoas me reconhecessem como uma atriz que quer aprender e melhorar com cada trabalho e experiência. Por muito tempo, eu tentei me encaixar em tribos, me moldar em outras pessoas e me limitar de diversas maneiras. Hoje, entendi que sou muitas coisas. Não sou alguém que dá para definir fácil. E estou gostando disso. Nem sempre vou ser o que esperam de mim, e aceito isso. Aliás, amo. Infelizmente, pessoas públicas se tornam ví­timas da mídia e da internet. E sempre existirá uma imagem distorcida. Mas sou uma menina de 22 anos, e constantemente busco lembrar disso, porque o trabalho e o mundo me fazem esquecer de vez em quando. Tento viver essa juventude com a intensidade que tem que ser vivida. Procuro manter minha vida pessoal privada, e isso também gera uma imagem distorcida, de que sou uma pessoa fechada, metida, e não sou assim. Gosto de ver gente, de trocar com todo mundo que passa pelo meu caminho. Adoro dar risada. Sou mais leve do que costumam me ver.

 

Veja a entrevista completa na TOP Magazine, já nas bancas!

  • COMPARTILHE
VOLTAR AO TOPO