TOP Magazine

14 nov

ARANDU – LENDAS AMAZÔNICAS

Com direção de Adilson Dias, o espetáculo narra histórias da ancestralidade indígena brasileira

POR Redação 3 MIN

14 nov

3 Min

ARANDU – LENDAS AMAZÔNICAS

POR Redação

	

“Arandu – Lendas Amazônicas”, que teve estreia no CCBB Rio de Janeiro em 2018, faz curta temporada no CCBB São Paulo (16, 17, 23 e 24/11). No palco, uma índia vivida pela atriz macapaense Lucia Morais faz uma viagem pelo universo das histórias indígenas da grande floresta de forma dramatizada.  A direção e concepção é do autor carioca Adilson Dias, resultado de um trabalho de pesquisa que durou um ano e meio, com realização do Centro Cultural Banco do Brasil e patrocínio do Banco do Brasil. A entrada é gratuita.
No dialeto tupi-guarani, Arandu significa um misto de sabedoria e conhecimento. E foi a curiosidade por informações que levou Adilson a pesquisar sobre as lendas que permeiam a região amazônica. Lendo o livro “A Queda do Céu” de Davi Kopenawa e Bruce Albert, descobriu muito mais sobre a cultura indígena para compor a dramatização. Um outro fato que o fez entrar, mesmo que inconscientemente, nesta seara foi que sua mãe, já falecida, era uma índia. “Minha mãe era índia, curandeira e não sabia ler e escrever. Uma figura indígena na aparência e nos hábitos, então todos a chamavam de ‘Dona Índia”, conta.

O projeto abre uma reflexão sobre a importância das tradições orais na formação da cultura brasileira. Há milênios os índios contam histórias (lendas) para explicar sua existência no mundo ou para passar conhecimento e informação. Seja utilizando os fenômenos naturais e a própria natureza como exemplo. Com o passar do tempo as lendas tornaram-se folclore, mas ainda se revelam um amplo universo de pesquisa e contemplação artística.

“Arandu – Lendas Amazônicas” é interpretada pela atriz macapaense Lucia Morais que se inspirou na própria infância ribeirinha no interior de Macapá para compor a personagem – Lucia ouvia histórias contadas por sua avó na beira do rio quando era criança. “Conheci Lucia pelo Facebook, me apaixonei pelo trabalho dela com contação de histórias e a proliferação da leitura. Começamos a conversar sobre levar aquilo para o teatro e assim foi nascendo a encenação nas nossas cabeças”, diz Adilson.

Durante 40 minutos, os espectadores (adultos e crianças) assistem a quatro histórias: 1. “Lenda do dia e da noite”, que fala de uma tribo que vivia em agonia por que não havia noite, só havia dia; 2.  “Lenda da vitória régia”, a história da guerreira Naiá; 3. “A Lenda da Fruta Amarela”, que conta a história de um novo fruto que aparece na floresta; e 4. “A lenda do açaí”, sobre a crise de alimentos que assolava uma tribo indígena. A ideia principal é transpor o público, por meio de um passeio poético, para as lendas amazônicas, a um Brasil ancestral que traz na narrativa oral o veículo de perpetuação da cultura. De acordo com Adilson Dias, Arandu é uma contação de histórias adaptadas para a dramaturgia, bem lúdica e intimista. “Penso em trazer a plateia para viajar no mundo mágico das lendas amazônicas. Eu espero que o público se sinta como se estivesse na beira de um rio ouvindo histórias, do jeito que Lucia me contou que sua avó fazia quando ela era criança”. No dia 17 (domingo) haverá bate-papo com o diretor após a sessão.
Arandu marca a volta do diretor e autor carioca de 38 anos Adilson Dias ao CCBB de uma forma positiva, 25 anos depois. Aquele garoto de rua que ficava pelos arredores da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, e passava pelo Centro Cultural para matar a sede, também aproveitava para respirar cultura, hoje é diretor de teatro e artista plástico. Estudou teatro na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e lecionou teatro no projeto SESI Cidadania do Sistema Firjan durante cinco anos. Em seu currículo somam-se cinco montagens teatrais e três exposições de artes visuais. Seu espetáculo de maior sucesso foi “Outra Paixão” destaque na mídia internacional.
“Eu me sinto lisonjeado em poder excursionar com o espetáculo “Arandu – Lendas Amazônicas” entre os Centros Culturais do Banco do Brasil. Eu também acredito ser o resultado vivo do poder transformador da cultura existente dentro desses espaços. Foi a cultura que mudou a minha vida. Fico imaginando quantas pessoas já passaram por esses CCBBs e de alguma forma se encontraram com a cultura. Espero que o público goste da proposta e mergulhe conosco neste colorido universo indígena”, diz.
Antes de São Paulo, Arandu passa pelo CCBB Belo Horizonte (06 a 11/11), finalizando suas apresentações na unidade de Brasília (29/11 a 01/12).

SERVIÇO
Arandu – Lendas Amazônicas
Temporada:  16, 17, 23 e 24/11 (sábados e domingos) de 2019
Horários: 14h, com um bate-papo com o diretor após a sessão do dia 17/11.
Entrada Gratuita: com retirada de ingressos a partir de 1 hora antes de cada sessão na bilheteria
Local: Auditório
Capacidade: 40 lugares
Classificação etária: Livre
Duração: 40 minutos

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo – CCBB SP
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo -SP
(Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô)
(11) 3113-3651/3652 | Todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças.

  • COMPARTILHE
VOLTAR AO TOPO