TOP Magazine

A Arte de Fazer Negócios

Aos 25 anos, Ricardo Simon já tem uma trajetória invejável no mercado de investimentos e startups

POR Simone Blanes 3 MIN

26 abr

3 Min

A Arte de Fazer Negócios

POR Simone Blanes

	

Aos 9 anos, Ricardo Simon ganhou um presente diferente do pai. Em vez de uma poupança, Marcos deu uma carteira de ações para o filho. A intenção era clara: iniciá-lo no mundo dos negócios. “Aos 12 já dava meus palpites, e aos 15, assumi sozinho”, conta. Ali começava a bem-sucedida trajetória de Ricardo, que aos 25 anos, é um respeitado businessman do mercado de investimentos e startups. Voltando à adolescência, ingressou na Insper, onde durante o curso de economia, teve a oportunidade de investir no

Sem hora, tecnologia aplicada à venda de ingressos para festas. “Fiquei três anos no conselho de administração”, diz ele, que, mesmo focado na bolsa de valores, manteve esse “job”, de olho no universo das startups, que hoje compõem parte de seus investimentos – são seis no portfólio da sua Eclipseon Venture, incluindo a rede de clínicas populares Cia da Consulta e o supermercado online Shopper.

Seu negócio principal, porém, é a Eclipseon, family office presidida pelo pai, em que é diretor geral. “Fui trabalhar com ele para pegar experiência, mas trouxe inovações. Criei um fundo de investimento em ações, e em 2015, apostamos em uma carteira baseada na queda da Dilma Roussef. 2016 foi perfeito. O Michel Temer entrou com uma excelente agenda e o nosso foi o melhor fundo exclusivo do Brasil. Fez 80,47% de retorno no primeiro ano”, lembra ele, que desde a faculdade, já dava pistas de seu tino para os negócios ao sair como o primeiro colocado no exame de qualificação geral realizado entre os alunos de economia.

Além de cada vez mais tomar à frente do family office, ainda toca a Cromoterápica, que administra as obras de arte do pai, colecionador de arte moderna e dono do maior acervo de pinturas de Alfredo Volpi no país. “Nasci no meio disso. É a paixão do meu pai que gosta das cores, daí o nome da empresa. Já eu prefiro a arte contemporânea. Estou iniciando uma coleção”, revela Ricardo. “Além da beleza, o que me toca é não ser óbvia”, sorri. Mas não pense que seus esforços são apenas para os negócios da família.

Visionário, ele acredita que pode – e deve – fazer algo para melhorar o Brasil. Para tanto, integra grupos de jovens empresários que realizam ações a favor do país. “Em um deles, por exemplo, desenvolvemos projetos para, junto ao governo, tentar criar formas de progredir em questões não evidentes ao público como os cargos comissionados, que precisam de pessoas mais qualificadas e não tanta ‘gente de confiança’ em cargos públicos”, cita. Simon também apoia a Fundação Estudar, ONG para empreendedores. “Mais do que a corrupção, o problema do Brasil é a incompetência. Mas sou otimista”, afirma Ricardo, que filiado ao Partido Novo, não descarta se dedicar à política daqui a alguns anos. “Primeiro tenho que deixar tudo redondo e nas mãos de pessoas confiáveis.” Confiança, aliás, é palavra de ordem.

Para ele, e segundo as preciosas lições de seu pai e guru, é qualidade primordial. “Nada vale mais do que a minha credibilidade. As pessoas têm que acreditar no que estou falando”, diz Simon. Por isso, se cerca de pessoas boas, como os pais e os amigos, um grupo com quem aproveita também para curtir seus momentos livres. Gosta de viajar para esquiar e de futebol, em especial os jogos do Corinthians, time do coração herdado da família. “Meu bisavô foi um dos fundadores do clube, meu avô foi diretor de futebol e meu pai é fanático. Não tinha como ser diferente”, sorri. Solteiro, mora sozinho, mas faz questão de manter a proximidade com os pais. “Sou vizinho de muro deles”.

Aquariano, se considera um cara feliz, de sorte e “fácil” de lidar. “Qualquer pessoa que conheço, procuro fazer amizade”. Não tem como não amar. Businessman dos bons e preocupado em ajudar seu país. Fora que – essa vai para as garotas – é lindo e divertido. Do jeito que anda, é capaz até de chegar à presidência da República. TOP aposta que sim!

  • COMPARTILHE
VOLTAR AO TOPO