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Isabelle Drummond

Assim como uma linda borboleta, Isabelle Drummond está em constante transformação...

POR Vivian Monicci 7 MIN

29 jul

7 Min

Isabelle Drummond

POR Vivian Monicci

	

… Ela quer levar uma mudança boa para o mundo, quer tocar as pessoas com sua arte e conscientizar sobre o quanto é importante cuidar do planeta e do próximo hoje, para que, assim, o futuro seja melhor

À primeira vista, não tem como olhar para o rosto de Isabelle Drummond e não fixar em seus “olhos de borboleta”: lindos, grandes e emoldurados por cílios longos, tal qual Emília, a famosa boneca falante que ela deu vida nas telinhas no Sítio do Picapau Amarelo, na Rede Globo, de 2001 a 2006. Não à toa, ela escolheu o nickname Yeux Papillon (olhos de borboleta, em francês) para a sua conta no Instagram. “Eu sempre gostei muito de asas, de coisas que voam, então achava que podia ter um olhar libertador”, diz, com um sorriso doce. E, se pudermos opinar, não poderia ter sido melhor. Isabelle é livre, voa alto com suas próprias asas e enxerga a vida da forma mais bonita possível — com muita esperança no melhor e na transformação para o bem. Se os olhos são mesmo as janelas da alma, não precisamos nem dizer que a dela é tão bonita por dentro quanto por fora.

Quer outra frase que cai como uma luva? “Fazer o bem sem olhar a quem.” Além de ser uma das atrizes de maior destaque de sua geração, Isabelle toca em paralelo diversos projetos sociais que têm como objetivo desenvolver comunidades carentes, promover uma alimentação saudável com boa dose de sustentabilidade e chamar a atenção pela preservação do planeta.

Desde a Emília, aos seis anos de idade, Isabelle Christine (sim, o nome dela é composto) já tem uma bagagem de quase 20 anos de carreira. Na Rede Globo, acumula diversos trabalhos de sucesso — muitos como protagonista de novelas, como é o caso de Manuzita, de Verão 90, folhetim das 19h que atualmente está no ar na emissora. Ao lado de Claudia Raia, que interpreta sua mãe e maior fã, a atriz vive uma história até parecida com a sua: Manuzita também é uma ex-estrela mirim, mas que trava uma batalha diária para voltar aos holofotes. Ao contrário de sua intérprete, porém, não tem o talento nem a vocação para tal. Mas tem graça e determinação, além de desafiar o lado cômico da atriz de 25 anos, que já foi sucesso ao interpretar outras mulheres fortes como Anna Millman, professora de português da princesa Leopoldina, na novela Novo Mundo (2017); Giane, uma menina-moleca cheia de atitude e personalidade, em Sangue Bom (2013) e, claro, a inesquecível “empreguete” Cida, de Cheias de Charme (2012), personagem divisor de águas em sua carreira. “Foi a minha primeira protagonista adulta, que exigiu muita responsabilidade. Um desafio como atriz e um trabalho muito completo e enriquecedor como artista”, reflete.

Seja na sua ONG Casa 197, na marca Levê Pocket, no verão dos anos 1990 ou dentro de um carrão elétrico como o e-tron da Audi — marca da qual é embaixadora —, sua essência é sempre a mesma. Assim como uma linda borboleta,   símbolo de metamorfose, Isabelle está em constante movimento e transformação. Mais do que isso: ela quer levar essa mudança boa para o mundo, quer tocar as pessoas com sua arte e conscientizar sobre o quanto é importante a gente cuidar do planeta e do próximo hoje, para que o futuro seja melhor. Ela tem muito a ensinar — e nós, a ouvir. Com vocês, a doce Isabelle Drummond.

Você começou sua carreira ainda criança. Sempre quis ser atriz? Quando estamos na infância, não entendemos exatamente o formato de uma profissão, mas já tinha uma certa comunicação com isso, me identificava com as novelas, com as crianças nos comerciais, e brincava disso em casa. Eu era muito artística, então aconteceu naturalmente por conta da minha expressão.

Seu primeiro papel foi a Emília, no Sítio do Picapau Amarelo. Qual é a sensação de ter feito parte da infância de tantas crianças com uma personagem tão icônica? Uma realização! É uma honra fazer um texto de Monteiro Lobato, que faz parte da nossa literatura brasileira e é uma das coisas mais ricas que a gente tem. Foi um presente que eu nem sabia, porque era muito pequena. Fazer parte da infância de uma geração é muito especial! Hoje trabalho com pessoas que assistiram e falam: “Você era a Emília na época em que eu estava na escola”. É realmente uma relação linda.

 

A empreguete Cida, de Cheias de Charme, também foi um papel bem relevante. Podemos dizer que foi um divisor de águas na sua carreira? Com certeza, não só na minha carreira. Foi uma fase de transição da adolescência para a vida adulta, e a novela marcou isso — inclusive, fiz 18 anos durante as gravações. Foi a minha primeira protagonista já adulta. Cheias de Charme também foi um aprendizado para mim porque era um trabalho de muita responsabilidade. Fizemos aulas de canto, de dança e shows com o Roberto Carlos, no Criança Esperança, no Faustão. Um desafio como atriz e um trabalho completo e enriquecedor como artista.

 

Você já faz muitas coisas visando o futuro. Com o e-tron, que é 100% elétrico, a Audi também tem esse olhar para o futuro. O que te fez aceitar ser embaixadora da marca e quais são as suas afinidades com essas tendências futuristas? Hoje eu sou embaixadora da Audi e isso se dá muito pelo pensamento da marca que se ligou à minha essência. Eu sinto que é uma empresa que está pensando no futuro do nosso planeta, que está se movimentando de maneira engajada com o social e em prol da sustentabilidade e do meio ambiente. Assim, eles estão em sintonia com a minha ONG e são abertos aos projetos sociais. Eu quero muito que tenhamos essa conversa e que isso traga transformação: eu como artista e empreendedora, eles como empresa que move a economia e que pode realmente trazer transformações.

Um conselho que Isabelle daria para as pessoas. Um bom conselho para quem começa cedo ou tem sonhos e quer conquistar é não desistir. Experimentar, se testar, não recuar nem se vitimizar com as situações difíceis, porque acredito que é essa perseverança que te faz chegar lá. Sempre existe alguma coisa que a gente pode explorar, sabe? Deus criou tudo isso, ainda tem muitas coisas dentro do mundo que podemos conhecer e descobrir. Então, assim: não desistir, perseverar sempre e se testar, se reinventar, sem se prender a nada.

Quer saber mais? Vem conferir a matéria completa nas páginas da edição 240. Corre nas bancas!

Vem conferir o nosso vídeo super especial com  Isabelle Drummond :

Foto: Miro
Vídeo: Jonathan Carvalho

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